sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O PODER E AS ARMAS DOS DEUSES


Zeus:
Arma: Raio* - Um cetro em forma de raio - E o escudo da Égide*, também usado por Atena.
Animais ou símbolos: A águia, a oliveira
Poderes: Raios, trovões e tempestades. Também tem a habilidade de se metamorfosear em outros seres, inclusive outras pessoas, e se passar por mortais.
Zeus e suas armas.


Poseidon:
Armas: O Tridente*.
Animais ou símbolos: O golfinho, e o cavalo.
Poderes: Tormentas, tempestades, as forças dominantes das águas, terremotos.
O Tridente de Poseidon.


Hades:
Armas: Elmo da invisibilidade*, e o garfo*.
Animais ou símbolos: O galo era consagrado a Hades e Persefone.
Poderes: Poderes relacionados com o fogo, com o obscuro, o oculto.
Elmo do Peloponeso.

Imagem de Hades com o Elmo da Invisibilidade.


Atena:
Armas: Escudo de Égide, e armas normais de guerra, elmo, lança, espada.
Animais ou símbolos: Coruja.
Poderes: A fúria nas batalhas, podia também assumir a forma de mortais e se passar por eles.
Atena armada.

Apolo:
Armas: O arco e flechas solares*, também flechas das pestes.
Animais ou símbolos: Lira e a coroa de louros.
Poderes: Relacionados a luz solar, ao encanto e sedução, e também as pestes.
Apolo, com o arco solar.

Ártemis:
Armas: Arco e flechas lunares*.
Animais ou símbolos: Cervo, e também o cão.
Poderes: Poderes da noite, como magias e mistérios.
Ártemis e o Arco Lunar.

Afrodite:
Armas: Afrodite não possuía armas, exceto o seu cinturão* mágico.
Animais ou símbolos: Pomo da discórdia, a rosa...
Poderes: Sedução, paixão, podia também assumir a forma de mortais e se passar por eles.

Ares:
Armas: Armas normais de guerra: Elmo, Couraça, Espada, e sua poderosa lança.
Animais ou símbolos: O cão e o corvo.
Poderes: Fúria, Ares era furioso e incontrolável, força e destruição.
Estatua de Ares como guerreiro

Hera:
Armas: -
Animais ou símbolos: Pavão, por onde Hera passava ela deixava uma pena de pavão pra mostrar que esteve ali.
Poderes: Era cruel e vingativa, fazia tudo o impossível para conquistar seus objetivos. Geralmente usava criaturas pra realizar seus objetivos, como a Píton, que ela mandou caçar Leto, quando ainda grávida de Apolo e Ártemis. As Hárpias, também eram suas enviadas.

Deméter:
Armas: -
Animais ou símbolos: Trigo, e o Grou.
Poderes: Poderes que se podem relacionar a ela, são os poderes relacionados a terra.

Héstia:
Armas: -
Animais ou símbolos: O fogo, a tocha, a pira.
Poderes: O fogo sagrado, Héstia guardava o fogo sagrado, assim sendo seus poderes podem ser relacionados ao fogo.

Dioniso:
Armas: -
Animais ou símbolos: a uva, o vinho.
Poderes: Embriaguez, loucura, estado de transe, hipnose.

Hermes:
Armas: Hermes não usa armas, mas sim itens que facilitam as suas habilidades, possuía o elmo e as sandálias aladas e o cetro das serpentes*.
Animais ou símbolos: Caduceu.
Poderes: Velocidade, voo, poderes a estes relacionados. E claro a astúcia.

Hécate:
Armas: -
Animais ou símbolos: Cães, e bodes, cabras.
Poderes: Poderes da obscuridade, magia e feitiços, poderes da noite. Usava uma matilha de cães

Despina:
Armas: -
Animais ou símbolos: -
Poderes: Poderes e habilidades invernais, nevasca, geada, frio.

Eros:
Armas: o Arco do amor, e as flechas da paixão.
Animais ou símbolos: -
Poderes: Tais como os de sua mãe, paixão e sedução.

Éolo:
Armas: -
Animais ou símbolos: -
Poderes: Poderes relacionados aos ventos, ele os controlava, assim sendo também tempestades, tormentas.

Hefesto:
Armas: Podem ser nomeados itens, os itens que ele usava na forja.
Animais ou símbolos: Martelo ou machado.
Poderes: Poderes relacionados ao fogo, a forja.

Íris:
Armas: -
Animais ou símbolos: Arco-Íris
Poderes: Velocidade e agilidade.

Hércules:
Armas: Arco e flechas venenosas, também um bastão que geralmente é representado, também a capa feita com a pele do Leão de Neméia.
Animais ou símbolos: A força humana.
Poderes: Força sobre-humana.

*Logo o restante :D
*Raio/Tridente/Elmo da invisibilidade e Garfo: Foram armas dadas aos três deuses principais: Zeus, Poseidon e Hades, pelos Ciclopes Primordiais, na Titanomaquia. Dizem que se juntando o Raio, o Tridente e o Garfo, se forma a poderosa lança de Trios.
*Escudo da Égide: Era também representado como uma couraça, Zeus deu-lhe a Atena, que pediu para Hefesto colocar nele a terrível cabeça da Medusa.
*Arco Solar: Arco de Apolo, que disparava flechas poderosas, as flechas solares, elas eram tal como os raios do sol, e queimavam, causando graves ferimentos, Apolo também possuía as flechas das pestes, que traziam pestes em suas pontas, causando enfermidades em quem fosse atingido.
*Arco Lunar: Era a arma de Ártemis, assim como o arco solar ele também causava feridas graves, por queimadura.
*Cinturão de Afrodite: Foi feito por Hefesto nele Afrodite guardava seus poderes.

ULTIMA REUNIÃO DO OLIMPO

A última reunião do Olimpo.

 
 


 
 
Após anos de reinado, desde a grande titanomaquia, o reinado dos olimpianos estava ameaçado, ameaçado pelos mortais, eles estavam virando as costas para os deuses, esquecendo-os, e tornando-se cada vez mais arrogantes e cegos.
Eles viravam as costas para seus deuses, que lhe deram tudo, lhes ensinaram tudo o que sabem, desde o fogo roubado por Prometeu, que sofreu tanto, em nome deles, a dedicação de Deméter em ensinar-lhes a cultivar a terra, e nunca deixá-los sem alimento, a dedicação de Atena e Têmis a derem-lhes a sabedoria e a justiça, a Zeus que os protege e mantém a ordem entre eles, a Poseidon, que lhes permite pescar, eles estão ignorando tudo isso. E nem mesmo o grandioso Destino, pode fazer algo, eles não acreditam que são controlados por ele.
Eles começaram, a inventar falsos boatos sobre nós, a ressaltar nossos lados mais perversos e arrogantes, eles buscam novas formas de religião, e começam a nos ignorar e rejeitar, e aos poucos estão destruindo nossas imagens, primeiro, começaram a buscar novos nomes para nós, foram eliminando alguns, e misturando com outros, tornando dois, três, um único, e logo acabaram com todos nós.
Foi em meio a essa preocupação e terrível crise, que Zeus convocou uma reunião no Olimpo, a última reunião do Olimpo. Compareceram todos os deuses e semi-deuses, de importância, que já estavam a vagar sem rumo e sem serventia.
Zeus se assenta em seu resplandecente trono, ao lado de Hera, a sua bela esposa, que mais do que nunca, está preocupada, seus olhos são inquietos, ela busca algo, talvez em seu próprio interior.
É Zeus que inicia o discurso:
- Meus irmãos e meus filhos, todos sabemos o que está acontecendo entre os mortais, todos sabemos a crise que se abate sobre o Olimpo, nunca passamos por isso, e podemos ter a certeza de que nada voltará a ser o que era antes. Os mortais estão nos desprezando, nossos templos são incendiados e destruídos, nossas estátuas são lançadas ao chão, e ao fundo do mar. Eu quero uma solução.
Quem se adianta a falar é Éris, a bela deusa da discórdia , ela ergue-se segurando seu manto negro, e pronuncia.
- Eu proponho o fim dos mortais, a destruição de cada um deles!
Um burburinho se estende entre as divindades, e Zeus rapidamente profere:
- Não podemos acabar com os mortais, esse não é o destino deles, vamos pensar em nós, o que vamos fazer agora, que temos essa crise pela frente, e logo estaremos esquecidos, enterrados nas areias do tempo.
- Irmão... - Diz Poseidon, interrompendo Zeus - ...Podemos mandar uma catástrofe, mostrarmos nossa fúria á eles, mostrarmos o que acontece com quem nos desrespeita.
- Poseidon, meu irmão, já fizemos isso e nada adiantou, eles continuam tolos e ignorantes, vamos tentar pensar em nós, estamos ficando fracos com a deslealdade dos mortais, cada ato deles está nos prejudicando gravemente... - diz Zeus, sendo interrompido por Héstia.
- Sim... realmente, basta olharem a chama do Olimpo, ela está mais fraca a cada dia, temos que fazer algo rápido, antes que seja tarde! - Conclui Héstia, segurando em suas mãos uma pequena chama, uma parte da chama do Olimpo.
- Eu acho que a melhor opção, ainda é a de Éris. - diz Ares, brandindo a sua lança, seguido de Ênio, Fobos e Deimos.
- Meu pai, se me permite... - diz Atena.
- Sim, prossiga.. - Concede Zeus.
- Devemos pagar os mortais com a mesma moeda, eu digo, se eles nos ignoram, faremos o mesmo, se nos rejeitam, rejeitaremos eles, se nos esquecem, esqueceremos eles! - conclui a deusa guerreira, sendo seguida, por boa parte das divindades, inclusive Hera, que fala:
- Já como não podemos fazê-los pagar por essa intolerável audácia, acho uma boa ideia a de Atena, eles rapidamente vão sentir a nossa falta e quando forem nos procurar não vamos estar lá.
- E como vamos fazer isso? - Pergunta Zeus.
- Talvez eu tenha a resposta meu senhor... - diz Hefesto, se erguendo com dificuldade.
- O que propõe Hefesto? - Pergunta o rei dos deuses.
- Um novo reino, um novo Olimpo, um lugar para os deuses, e para todas as criaturas, para tudo o que os mortais estão rejeitando, poderemos dar um novo inicio, sem eles, sem a audácia e intolerância deles. Podemos criar isso facilmente, e não vamos mais pensar e nos preocupar com eles, um lugar acessível apenas á nós, um outro mundo.
- Hefesto, parece uma boa ideia, mas não podemos nos excluirmos, a propósito, como podemos esquecer os nossos reinos, o meu, o de Poseidon, e o Olimpo? - Pergunta Hades, seguido de outros.
- Não esqueceríamos... - continua o senhor da forja - ... Podemos estar em todos os lugares, somos deuses, apenas esse lugar seria a nova casa dos Olimpianos, e das criaturas, o submundo, assim como seu oceano Poseidon, iriam continuar lá, apenas vocês, deveriam ignorar os mortais e não dar mais á eles as suas dádivas, como você Deméter, sem você, tudo vai ficar difícil pra eles, talvez seja a única forma, deles sentirem pelo que estão fazendo.
- Concordo com Hefesto... - diz Poseidon - ... quero ver quando eles pescarem, sem ter o que pescar, quando plantarem, sem colherem bons frutos, quando as estações se misturarem, quando as tormentas vierem e eles não serem protegidos, quando a terra tremer, e não poupar as cidades, pois não haverá deuses, para evitar.
- Realmente, parece uma boa solução. - concluir Zeus.
- Porém não devemos nos esquecer, sem acabar com os mortais! - Adverte Têmis. - Procuremos um meio de não trazermos abundancias á eles, mas de não deixarmos eles desamparados, afinal as Moiras controlam tudo.
Nesse momento o Olimpo escurece, e um vento gelado sopra, as estrelas descem do alto céu, formando uma escadaria, e descendo por ela, vem Moros acompanhado de Ananque, sua esposa, que lhe tras pela mão, já que o deus supremo, é cego, para não ver a quem reserva o destino.
Todos os deuses se calam, e Ananque prossegue:
- Bem aventurados deuses, é destino dos mortais, mudarem constantemente, porém isso saiu de controle, ao permitirmos isso á eles, dando dadivas e conhecimento... - Ananque é interrompida por seu esposo, o Destino.
- Vocês sabem, se o dono não cuida bem do seu cão, não o educa devidamente, não mostra a ele quem realmente manda, ele vai assumir essa posição, ele vai buscar controlar o seu dono. A situação fugiu do controle. E agora é tarde para voltar atrás, mesmo que eles mudem, destruam a imagem de cada um de vocês, esqueçam-se de vocês, e busquem outros deuses, outras formas de acreditar, não desamparem eles, caso contrário não seria destino eles terem sido criados.
- Nós consentimos, com a ideia desse novo reino, será bom, uma forma deles sentirem a falta dos deuses, mas não desamparem eles, apenas não deem mais dádivas, poupem recursos, façam com que eles tenham que sofrer mais para conseguirem sobreviver. - Diz Ananque.
- Assim sendo, nem mortais e nem imortais irão ser esquecidos, irão morrer, irão ficar á beira da desilusão, da não serventia. - Conclui Moros.
- Assim o faremos. - Acentua Zeus, o soberano do Olimpo.
E subindo novamente para o céu superior, vão Moros e Ananque, que ainda continuarão a ordenar o futuro e o destino dos mortais, assim como suas sortes, pesadelos e sonhos.
- Assim sendo, basta decidirmos, como vamos criar esse novo reino. - Conclui Zeus.

Os deuses discutem por mais um tempo, e logo todos se põem a trabalhar nesse novo reino.
Do próprio Olimpo, eles constroem tudo, desde a areia do mar, as terras mais sombrias, o frio, o sol, a chuva, o vento, os animais, a água, o céu, as montanhas, e emfim a maior delas, o novo Olimpo, e é Hefesto quem vai pessoalmente, ao lado dos leais Ciclopes, criar o novo Olimpo.
São ordenados reinos, por diversas ilhas, nelas habitarão as criaturas "mitológicas", sendo controladas pelos deuses, de uma gigantesca montanha, que leva em seu alto, o grandioso palácio dos deuses, o novo Olimpo.
As ninfas, centauros, sátiros, nereidas... e todas as outras criaturas são transferidas para essas terras, e logo depois os deuses, e emfim o mundo começa a perceber a falta dos deuses.
Logo que eles deixam a terra, a pesca começa a diminuir, as plantações enfraquecem, o sol brilha fraco, o vento certos dias sopra com força, outros quase não se faz presente, e tudo se torna mais duro pros mortais, que logo já nem se lembram dos seus deuses, a não ser pelos livros que resplandecendo do passado dourado ficaram....

PRINCIPAIS DEUSES E DEUSAS

Deuses Principais



Vamos conhecer os principais deuses da mitologia grega:

Zeus: Rei dos deuses, senhor dos raios, senhor do céu e da terra, o mais poderoso dos deuses. Zeus é filho de Cronos e Rea, irmão de Hades, Poseidon, Hera, Héstia e Deméter. Seu simbolo era Aetós(Águia), e o raio, que era também sua arma.
Hera: Rainha do Olimpo, esposa e irmã de Zeus, protegia o matrimônio, a vida conjugal, a vida doméstica, era retratada como ciumenta e vingativa, era furiosa e bela ao mesmo tempo.

Poseidon (Posídon) - Senhor dos mares, deus das tormentas e terremotos, seus símbolos eram o golfinho, e o Tridente a sua arma.

Hades: O rei do submundo, o reino dos mortos. Como o senhor implacável e invencível da morte, é Hades o deus mais odiado pelos mortais, o medo de falar o seu nome fazia usarem no lugar eufemismos, como Plutão.

Deméter: Deusa da terra da agricultura, era essencial para os humanos, sem ela a terra passava por secas, e falta de alimentos, como quando ela abandonou o Olimpo e os mortais para sair em busca de sua filha, Persefone, raptada por Hades, nesse tempo os mortais sofreram uma terrível seca e falta de alimentos.

Héstia: Deusa do lar, do fogo sagrado, era representada pelo aconchego da lar e harmonia da família. Era respeitada por todos os deuses, era a mais nova de suas irmãs.

Atena: Deusa da sabedoria, da justiça, das guerras justas, da estratégia. Jamais se casou ou tomou amantes, mantendo uma virgindade perpétua. Era imbatível na guerra, nem mesmo Ares lhe fazia páreo. Foi padroeira de várias cidades mas se tornou mais conhecida como a protetora de Atenas e de toda a Ática. Seu símbolo era a Coruja.
Apolo: Deus da beleza, era considerado o mais belo dos deuses, patrono das artes, portador da saúde e das terríveis epidemias, deus do sol, arqueiro solar. Muitas vezes confundido com Hélios.

Ártemis: Deusa da caça, da lua, protegia a natureza selvagem, os animais, e os recém nascidos. Irmã gêmea de Apolo. Muitas vezes confundida com Selene e Hecate, também deusas lunares.

Ares: Deus da guerra, protetor do espírito guerreiro, insaciável na busca por sangue. Era acompanhado nas guerras, por Ênio, Éris, Fobos e Deimos.
Afrodite: A bela deusa do amor, da beleza e da sexualidade, a mais bela das deusas, era esposa do deforme Hefesto, e traiu-o com Ares, desta união nasceram: Fobos e Deimos, Harmonia e segundo algumas versões Anteros.

Dioniso (Dionísio): Deus do vinho, da embriaguez, das festas, da loucura e do prazer, é visto muitas vezes como jovem aventureiro, e reencarnação de Zagreu.
Hermes: mensageiro dos deuses, principalmente Zeus, protetor dos arautos, comerciantes e ladrões, muitas vezes guia das almas ao submundo, era também curador. Cruzava o céu velozmente com suas sandálias aladas.


Hefesto: Senhor do fogo, deus da forja, era deforme, ou manco, da sua forja saiam peças poderosas e belas, que eram usadas principalmente pelos deuses e seus protegidos, muitas vezes, como a armadura de Aquiles.
Era também o deus do trabalho.
Pesefone (Core-Perséfone): Filha de Zeus e Deméter, esposa de Hades, rainha do submundo, passava metade do ano com seus pais no Olimpo, e a outra metade com seu esposo, era bela e bondosa, por muitas versões ela e Hades nunca tiveram filhos, e ele sempre foi fiel á ela. Representava a primavera, e quando estava no submundo sua irmã Despina, cuidava da terra, trazendo o cruel inverno, e destruindo tudo o que a mãe e a irmã haviam feito.

DEUSA VIRGEM DA LUA

 
 
 
 
 
 


 
ÁRTEMIS -
 a deusa virgem da Lua
Ártemis, um das principais deusas gregas, equivalente à deusa romana Diana. Ela era a filha de Zeus e Leto, e a irmã gêmea do deus o Apolo. Era a maior caçadora dentre os deuses, pois era a deusa da caça e de animais selvagens, especialmente ursos. Ártemis também era a deusa de parto, da natureza e da colheita. Como a deusa da lua, ela foi identificada às vezes com as deusas Selene e Hécate.

Embora normalmente a amiga e protetora da juventude, especialmente das moças, Ártemis impediu os gregos de velejar a Tróia durante a guerra, até que eles sacrificassem uma virgem a ela. De acordo com algumas histórias, logo antes o sacrifício, ela salvou a vítima, Ifigênia. Tal como Apolo, Ártemis carregava um arco e setas, com os quais ela castigava os mortais que a contrariavam. Eis alguns de seus feitos mais cruéis: matou o gigante caçador Órion; condenou a ninfa Calisto (uma de suas seguidoras) à morte, por aceder aos encantos de Zeus; transformou Acteão (neto de Cadmo) em cervo, para que fosse devorado por sua própria matilha; e, ajudada por Apolo, matou todos os filhos de Níobe e Anfião, por ordem de Leto, a quem Níobe ofendera. Este último evento ocorreu da seguinte forma: Níobe, rainha de Tebas, sentia-se a mais feliz das mães, pois possuía sete filhos e sete filhas. Envaidecida por sua prole, interrompeu as celebrações em honra de Leto e seus filhos Apolo e Ártemis, afirmando ser mais digna de honrarias do que uma mera deusa que teve apenas dois filhos. Assim, o povo obedeceu, não completando os ritos em honra da deusa. Leto, indignada, dirigiu-se a seus filhos, dizendo que estes deveriam garantir a preservação do culto, ao que Apolo interrompeu, dizendo que nada mais precisava ser dito, que o castigo por tais ofensas não haveria de tardar.

Descendo dos céus, os dois irmão seguiram rumo ao local onde estavam os filhos de Níobe. Disparando suas setas, foram matando um a um dos rapazes. Ao chegar a vez do último, Ilioneus, este levantou os braços aos céus, em súplica – ao que Apolo teria atendido, se a flecha já não estivesse em pleno vôo. Níobe estava aterrorizada, chorando junto aos corpos de sues filhos. Anfíon, seu marido, não agüentando a dor, suicidou-se.

Níobe disse, então: “Oh, impiedosa Leto, regozija-te com a minha dor, mas saibas que, mesmo perdendo meus sete filhos, ainda sou mais rica que tu”. Mal acabar de dizer estas palavras, outra flecha foi lançada, ao que uma de suas filhas, que lamentava a tragédia, caiu morta. O mesmo aconteceu com as demais, até a desesperada Níobe encontrar-se só, em meio a sua família dizimada. Sentada entre os cadáveres, ficou imóvel – a cor fugira de sua face, e seu olhar estava inerte; transformara-se em pedra. Apesar disso, continuavam a rolar lágrimas de seu rosto. E assim continuou – uma rocha da qual escorre um riacho, a lembrança de uma dor atroz.

 


 


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

HÉSTIA






Héstia – a deusa protetora dos lares

Depois de uma longa pausa, eis que estamos de volta com a nossa série sobre Mitologia Grega. E desta vez vamos apresentar uma das deusas mais doces do Olimpo, mas menos conhecida também.



A deusa Héstia, uma das irmãs de Zeus, nasceu logo depois de Hera e Deméter. Apesar de não ser muito citada nas histórias, era uma das deusas mais queridas entre os deuses do Olimpo e mortais. A doce Héstia era considerada a personificação da segurança do lar, da moradia, do aconchego da família. Apesar de seu temperamento maternal, Héstia preferiu se manter virgem fazendo voto de castidade perante o Héstia – a deusa protetora dos lares

Depois de uma longa pausa, eis que estamos de volta com a nossa série sobre Mitologia Grega. E desta vez vamos apresentar uma das deusas mais doces do Olimpo, mas menos conhecida também.
 
 
senhor dos deuses, seu irmão, Zeus. Permanecendo assim solteira e firme em sua decisão, recebeu de Zeus a honra de ser cultuada sempre em todos os lares e templos, e respeitada por todos os deuses e mortais.
A mais gentil e preciosa das deusas era adorada por toda parte como protetora das cidades e das famílias. Tendo como simbolo o fogo da lareira, sua chama sagrada brilhava continuamente nos lares e templos e quando os gregos fundavam cidades fora da Grécia, levavam parte do fogo da lareira como símbolo da ligação com a terra materna e com ele, acendiam a lareira onde seria instalado o poder político da nova cidade.
Os viajantes, ao chegarem a uma cidade de destino, tinham como costume fazer um sacrifício em honra à deusa antes de qualquer outra coisa.
Com toda a sua simplicidade e gentileza, a deusa jamais era esquecida, por mais tímida que fosse e por mais que preferisse não aparecer muito, estava sempre presente no coração de todos. Era representada como uma mulher jovem, com uma larga túnica e um véu sobre a cabeça e sobre os ombros e para os romanos tinha o nome de Vesta.
Em Roma, suas sacerdotisas eram chamadas vestais. As vestais faziam voto de castidade e deveriam servir à deusa durante trinta anos. Lá a deusa era cultuada por um sacerdote principal, além das vestais.
Resumindo: uma deusa discreta, amável, protetora e querida.



EOSTRE

Eostre


Eostre era a Grande Deusa Mãe saxônica da Alvorada, da Luz Crescente da Primavera e o Renascimento da Vegetação.


Era conhecida pelos nomes: Ostare, Ostara, Ostern, Eostra, Eostur, Austron e Aysos.
Esta Deusa estava também associada a lebres, coelhos e ovos.
A Deusa Eostre pode relacionar-se com a Deusa Eros grega e a Deusa Aurora romana, ambas Deusas do Amanhecer, e com Ishtar e Astarté da Babilônia, ambas deusas do amor.
Segundo a Lenda, Eostre encontrou um pássaro ferido na neve. Para ajudar o animalzinho transformou-o em uma lebre, mas a transformação não se processou completamente e o coelho permaneceu com a habilidade de colocar ovos. Como agradecimento por ter salvado sua vida, a lebre decorou os ovos e levou-os como presente para a Deusa Eostre.

A Deusa maravilhou-se com a criatividade do presente e, quis então, compartilhar sua alegria com todas as crianças do mundo. Criou-se assim, a tradição de se ofertar ovos decorados na Páscoa, costume vigente em nossos dias atuais.
Os ovos são símbolos de fertilidade e vida. Uma tradição antiga dizia que se deveriam pintar os ovos com símbolos equivalentes aos nossos desejos. Mas, sempre um dos ovos deveria ser enterrado, como presente para a Mãe Terra.
A Lebre da Páscoa era o animal sagrado da nossa deusa teutónica da Primavera, Eostre, a Deusa Lunar que dava fertilidade a terra e tinha cabeça de Lebre.


A palavra inglesa para Páscoa, Easter, provém do nome da deusa Eostre, também designada Ostara ou Eostar.


O dia do culto de Eostre, a Páscoa (Easter), que ainda é praticado pelos seguidores da tradição celta, é no primeiro Domingo depois da primeira Lua Cheia, após o equinócio da Primavera, ocorrendo entre os dias 19 e 22 de Março.
A Lebre, que é o animal sagrado da deusa da Primavera, é assim, por isso, um símbolo de fertilidade, de renovação e do regresso da Primavera.
Dizia-se, no século XVIII (e ainda hoje em algumas regiões), que quem comesse carne de lebre seria belo durante sete dias. Nos Vosges, era necessário comê-la durante sete dias seguidos.


Segundo os "Evangelhos das Rocas": “Quando alguém se põe em caminho para um lugar, e uma lebre vem ao seu encontro, é muito mau sinal. Para evitar todos os perigos, deve voltar-se três vezes ao lugar de onde veio, para depois continuar o caminho; então estará fora de perigo".


Esse preconceito do encontro com a lebre, assinalado pelo cura Thiers do séc. XVII, pode ser geral, sendo encontrado em todas as regiões da França.
Na região de Lannion, várias lebres são as almas de senhores condenados a se tornar animais tímidos, porque, quando vivos, puseram o mundo todo a tremer.
Eoster também é uma Deusa da Pureza, da Juventude e da Beleza. Era comum na época da Primavera recolher orvalho para banhar-se em rituais. Acreditava-se que o orvalho colhido nesta época do ano estava impregnado com as energias da purificação e juventude de Eostre, e por isso tinha a virtude de purificar e rejuvenescer.

FESTIVAL DE OSTARA
(21-23/03)


Este festival também é conhecido como Eostre, em honra à Deusa. Este cerimonial deriva da palavra inglesa "East" (Leste), que é a posição do sol nascente. Muitas bruxas colocam seus altares nesta posição para honrar a Deusa Eostre. No Hemisfério Norte, (21-23) de março, é quando o Inverno se despede dando lugar para o florescer de toda a vegetação. Por isso, Ostara é um festival do fogo e da fertilidade, que celebra o retorno triunfal do Sol e da fertilidade da Terra.
É com a primavera que também renascem nossos corações e nossos espíritos vibram em harmonia com as forças da vida.
É quando nossas mentes se tornam um terreno fértil para a sabedoria e nossos ouvidos sensíveis às palavras que alento que se encontram no vento. É quando podemos nos sentir completos e eternos.
Este é um dia especial para se honrar a juventude, a alegria de viver e a música. Na terra a renovação se faz, envolvendo-nos de vida e esperança.
É tempo de plantar e celebrar os primeiros vestígios da fertilidade da Terra e do renascimento do Sol. É época de cantar e dançar em torno das fogueiras, ornadas com grinaldas de flores na cabeça, comungando com a terra e a primavera. É tempo de honrarmos a Deusa Eostre!
Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa.
O ovo também está associado ao crescimento e a novos começos, vamos então tornar um ovo mágico e fazer com contenha dentro dele todas as nossas esperanças e desejos para a vinda da nova estação?

Verde - Para o crescimento e a prosperidade;
Vermelho ou Cor-de-rosa - Para o amor e a união;
Roxo - Para o desenvolvimento psíquico e crescimento espiritual;
Amarelo - Para novos começos e sucesso nos estudos;
Azul - Para a paz e serenidade;
Laranja - Para o poder e energia;


As Deusas que animam a mitologia antepassada, movem-se por nossas almas e atuam de maneira inquietadora. Os cenários dos antigos roteiros hoje são visíveis nos enredos que encenamos, por mais que as variações sejam milenares.
Ler as histórias das Deusas nos faz mais uma vez nos religar com as zonas atemporais do psiquismo. Quando elas acordam algo dentro de nós, as Deusas estão de volta e se movimentando no estilo invisível.
Assim, a velha e antiga história de sempre, a mescla de Deusas e mortais, pousada nos penhascos do tempo, contemplam as cavernosas profundidades da alma.



FOTOS DE DEUSAS