segunda-feira, 30 de setembro de 2013

PALLAS ATHENAS

 
Pallas Athena

A Mitologia grega considerou que Athena foi uma deusa de sabedoria, das artes, indústria, justiça e habilidade.
Nos mitos gregos, os símbolos de Athena eram a lança e a coruja.
Palas significa "a donzela", pois a poderosa filha pede ao pai para manter-se sempre virgem e,
desta forma, impor-se com a autoridade de quem não se deixa seduzir ou corromper.
Sua principal característica física é o porte altivo.
Invocando a proteção de Athena sobre todo e qualquer embate, tem-se a vitória como certa,
uma vez que Palas Athena é sempre acompanhada por Niké (a vitória).
A Deusa Virgem é aquele aspecto da mulher que não foi afetado pelas expectativas coletivas e culturais,
determinadas pelo sexo masculino, daquilo que uma mulher deveria ser,
ou por um julgamento individual que alguém do sexo masculino faz dela.
O aspecto da deusa virgem é uma pura essência de quem é mulher e daquilo que ela valoriza.
Ele permanece imaculado e não contaminado porque ela não o revela,
porque o mantém sagrado e inviolado, ou porque o expressa sem modificação
para refutar os padrões masculinos.
A deusa virgem representa a qualidade de independência e auto-suficiência.
O encanto de manifestar - se mulher...
A ternura de Gaia deve e pode ser expandida em cada gesto do cotidiano
como o semear dos brotos na terra para frondosas arvores de frutos no amanhã.
Permita -se essa expressão mulher abençoar tudo em sua volta...
Alegrar -se em poder limpar muito mais que a aparência,tornando sagrado cada pedaço de chão...
Que a Fonte de Ser seja tudo que verdadeiramente és:
Mágica ...Sacerdotisa...Mulher...

VARIAS DEUSAS

Hera

É uma mulher ligada ao poder, são lideres políticas, governantes, regentes. São apegadas as tradições, não abrindo mão de um casamento convencional, sendo ótimas esposas. Juno como é conhecida também na mitologia romana, era ciumenta e agressiva, pois Zeus desonrava o casamento , que Era considerava sagrado.

 
Atenas

 


Extremamente profissional e prática, busca realizar-se numa carreira onde possa mostrar sua sabedoria, equilíbrio, cultura e educação. Não briga á toa, envolvendo-se em causas justas, defendendo com argumentos irrefutáveis, que lhes concede quase sempre o merecimento da vitória.

                                  
Deméter
 


É a mulher-mãe, gosta de estar grávida, de amamentar e cuidar de crianças. Geradora não só da vida, mas também de sentimentos, emoções, experiências. É a que protege, acolhe e alimenta, que se apresenta com reservas inesgotáveis de energia. A que cuida de tudo o que é pequeno, carente e sem defesa.

 

Artêmis


 


 
Atlética, que aprecia a vida ao ar livre e os animais, ama a natureza e dedica-se a proteção do meio ambiente. Respeitada, sabe viver e se sente bem assim, pode ser vingativa e cruel, se ultrapassarem o limite imposto por ela mesma no seus encontros.
                                             
Afrodite


 
Se deixa levar pelo amor, feminina, atraente, pode vir a usar o amor como arma mortal, satisfazendo seus desejos. Sensual, sensível e refinada, está voltada principalmente para os relacionamentos humanos, para beleza e inspiração nas artes.

 
Percéfone

 
Atraida pelo mundo espiritual, pelo o que está oculto, modesta e discreta, mostrando-se misteriosa e mística, reservada e inquietante. Vive dividida entre o mundo real e o desconhecido. Pode ter pensamentos sóbrios.

                                           Héstia

                                            
Cortejada por Posídon e Apolo, jurou virgindade perante Zeus, e dele recebeu a honra de ser venerada em todos os lares, ser incluída em todos os sacrifícios e permanecer em paz, em seu palácio cercada do respeito de deuses e mortais.



FOTOS DE DEUSAS



















































































































 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A ARTE DA INSPIRAÇÃO DAS DEUSAS



As Deusas gregas da arte e da inspiração ainda têm relevância para nós hoje, pois nos vincula com importantes arquétipos que ainda podem ser vivenciados por pessoas criativas que procuram no íntimo de sua própria alma a fonte de inspiração.

As Musas foram o resultado da união entre Zeus e Mnemósine (Memória). Eles fizeram amor por nove noites.
Um ano depois, Mnemósine deu à luz nove filhas em um lugar próximo do Monte Olimpo. Criou-as ali o caçador Croto, que depois da morte foi transportado, pelo céu, até a constelação de Sagitário.

O coro das Musas tornou o seu lugar de nascimento um santuário e um local de danças especiais.
Elas também freqüentavam o Monte Hélicon, onde duas fontes, Aganipe e Hipocrene, tinham a virtude de conferir inspiração poética a quem bebesse de suas águas.
Ao lado dessas fontes, as Musas faziam gracioso movimentos de uma dança, com seus pés incansáveis, enquanto exibiam a harmonia de suas vozes cristalinas.




Os nomes e atributos das nove irmãs são:


1. Clio (a que confere fama) era a Musa da História, sendo símbolos seus o clarim heróico e a clepsidra e ainda, um antigo relógio de água. Costumava ser representada sob o aspecto de uma jovem coroada de louros, tendo na mão direita uma trombeta e na esquerda um livro intitulado "Tucídide".
Aos seus atributos acrescentam-se ainda o globo terrestre sobre o qual ela descansa, e o Tempo que se vê ao seu lado, para mostrar que a História alcança todos os lugares e todas as épocas.

2. Euterpe (a que dá júbilo) era a Musa da Poesia Lírica e tinha por símbolo a flauta, que era de sua invenção.
Ela é uma jovem, que aparece coroada de flores, tocando o instrumento de sua invenção.
Ao seu lado estão papéis de música, oboés e outros instrumentos. Por estes atributos, os gregos quiseram exprimir o quanto as letras encantam àqueles que as cultivam.

3. Tália (a festiva) era a Musa da Comédia que vestia uma máscara cômica e portava ramos de hera.
É mostrada por vezes portando também um cajado de pastor, coroada de hera, calçada de borzeguins e com uma máscara na mão.
Muitas de suas estátuas têm um clarim ou porta-voz, instrumentos que serviam para sustentar a voz dos autores na comédia antiga.

4. Melpômene (a cantora) era a Musa da Tragédia; usava máscara trágica e folhas de videira.
Empunhava a maça de Hércules e era oposto de Tália.
O seu aspecto é grave e sério, sempre está ricamente vestida e calçada com coturnos. Às vezes dão-lhe como séquito o Terror e a Piedade.

5. Terpsícore (a que adora dançar) era a Musa da Poesia Lírica e da Dança.
Também regia o canto coral e portava a cítara ou lira.
Apresenta-se coroada de grinaldas, tocando uma lira, ao som da qual dirige a cadência dos seus passos. Alguns autores fazem-na mãe das Sereias.

6. Érato (a que desperta o desejo) era a Musa do verso erótico ou da Poesia Amorosa. É uma jovem ninfa coroada de mirto e rosas.
Com a mão direita segura uma lira e com a esquerda um arco. Ao seu lado está um pequeno Eros ( Deus do Amor ) que beija-lhe os pés.

7. Polímnia ( a dos muitos hinos) era a Musa dos Hinos Sagrados e da Narração de Histórias.
Costuma ser apresentada em atitude pensativa, com um véu, vestida de branco, em uma atitude de meditação, com o dedo na boca.

8. Urânia (a celeste) era a Musa da Astrologia, tendo por símbolos um globo celeste e um compasso.
Representam-na com um vestido azul-celeste, coroada de estrelas e com ambas as mãos segurando um globo que ela parece medir, ou então tendo ao seu lado uma esfera pousada num tripé e muitos instrumentos de matemática.
Urânia era a entidade a que os astrônomos e astrólogos pediam inspiração.

9. Calíope (a da bela voz), a primeira entre as irmãs, era a Musa da Poesia Épica e da Eloqüência.
Seus símbolos eram a tabuleta e o buril.
É representada sob a aparência de uma jovem de ar majestoso, a fronte cingida de uma coroa de ouro, emblema que, segundo Hesíodo, indica sua supremacia entre as outras Musas.
Está ornada de grinaldas, com uma mão empunha uma trombeta e com a outra, um poema épico.
Foi amada por Apolo, com quem teve dois filhos: Himeneu e Iálemo.
E também por Eagro, que desposou e de quem teve Orfeu, o célebre cantor da Trácia.

As Musas eram representadas como jovens de rosto sorridente, grave e pensativo, de acordo com sua função.
Não somente as Musas eram consideradas como Deusas, mas prodigalizaram-se-lhes todas as honras da divindade.
Em seu louvor, faziam-se sacrifícios em muitas cidades da Grécia e da Macedônia.

Geralmente o templo das Musas era também o das Graças, visto que os cultos eram comuns e raramente separados.
Nas festividades eram sempre invocadas e saudadas com uma taça em punho. Entretanto, ninguém as honrou mais do que os poetas, que jamais deixaram de invocá-las, no começo de seus poemas.



Entre as montanhas o monte Parnaso, o Hélicon, o Pindo, o Piero eram a suas moradias costumeiras.
O cavalo alado Pégasus, que só aos poetas empresta o dorso e as asas, ia pastar habitualmente nessas montanhas e nos seus arredores.

Entre as fontes e os rios, o Hipocrênio, a Castália e o Permesso eram-lhes consagrados.
E, entre as árvores, a palmeira e o loureiro.
Quando elas passeavam juntas, o Deus Apolo, coroado de louros e com uma lira na mão, abria marcha e conduzia o cortejo.

Apelidavam-nas em Roma de Camenes, expressão que significa "agradáveis cantoras". O seu sobrenome Piérides origina-se de Piero, monte da Macedônia, que elas freqüentavam.

Alguns poetas, porém, dão a essa palavra outra explicação. Piero, rei da Macedônia, dizem eles, tinha nove filhas, todas exímias na Poesia e na Música.

Orgulhosas do seu talento, elas ousaram ir desafiar as Musas no próprio Parnaso.
A luta foi aceita e as ninfas da região, designadas para árbitros, pronunciaram-se em favor das Musas.
Indignadas por esta decisão, as Piérides se arrebataram e despojadas de senso esportivo, quiseram mesmo bater em suas rivais.
Mas Apolo interveio e as metamorfoseou em pegas.
Em conseqüência dessa vitória, as Musas tomaram o nome de Piérides.

Em uma época anterior, foram adotadas em forma tríplice. No Monte Hélicon eram conhecidas originalmente como Mélete (praticar), Mneméia (lembrar) e Aiodê (cantar).

As Musas trabalham para nos inspirarem. Vivem constantemente sob as imagens fugidias e os pensamentos sempre inconstantes que formam o tecido da nossa consciência.
Se estivermos atentos, se nos prepararmos e tivermos uma atitude interior positiva, as Musas se manifestarão e porão constantemente diante de nós idéias e imagens inspiradoras que podemos encadear e manejar criativamente por intermédio da nossa mente consciente.
Se cultivarmos uma boa relação com nossas Musas interiores, poucas vezes nos faltará inspiração.
Essa fonte nascente interior da intuição e da inspiração pode nos impor com tamanha força o seu fundo criativo de idéias e imagens que os artistas e pessoas criativas em geral muitas vezes se vêem levados de roldão pela sua correnteza.
Trazer as Musas para nossa vida cotidiana é comemorar a nossa própria divindade. Um dos maiores problemas que nos impedem de alcançar uma liberdade verdadeiramente criativa é a necessidade de tentarmos a perfeição.
A maioria das vezes, gastamos tempo demasiado tentando transformar um trabalho já bastante aceitável e nos esquecemos que a perfeição é um ato impossível.
Coube então, as Musas, a missão de livrar nós mortais desta insatisfação perante o mundo. São elas que nos levam a uma liberação criativa inspirada.

 

DEUSES DO SUBMUNDO

Deuses do Submundo

Os deuses do submundo, ou deuses ctônicos, (em grego: khthonios - da terra, khthon - terra), são os deuses relacionados ao mundo inferior, o reino de Hades. Alguns relacionados á escuridão, outros á morte, e outros á vida após a morte. Entre deuses, alguns heróis também eram venerados como ctônicos, inclusive Zeus e Hermes, recebiam uma forma ctônica:
Zeus, Ctônio: Conhecido como o salvador dos mortos.
Hermes, Ctônio: Guia dos mortos, geralmente guiar as almas até o Estige, era papel de Hermes.


Os Deuses Ctônios:
Hades: O rei supremo, controlador do submundo. Responsável pelo reino dos mortos e eles próprios.

Perséfone: Esposa de Hades, rainha do submundo, era cultuada como deusa ctônica, e ao mesmo tempo como Olimpiana, junto á sua mãe Deméter, quando Olimpiana recebia o epiteto Core, representava o verão, a primavera. No Hades, era a benevolente protetora dos mortos, ou dos vivos que se aventuravam pelas terras sombrias do Hades.

Macária: Deusa dos mortos, ou da boa morte, filha de Hades. Pode ter recebido o sinônimo: Nefasta: Deusa conhecida como Aprendiz de Hades.

Melinoe: Na mitologia grega, é a deusa dos fantasmas e também das oferendas e cerimônias fúnebres. Todas as noites essa deusa vagava pela terra com uma legião de fantasmas, assustando todos que passarem por seu caminho. Este seria umas das razões pelos quais os cães ladram sem motivo algum durante a noite. Ela é filha de Zeus, que para seduzir Perséfone, rainha do mundo dos mortos, se metamorfoseou no seu marido, Hades.
Nix: A deusa da noite, ao menos a maioria de seus filhos viviam no Hades:
Hipnos: O sono, a sonolência, seu reino fica em uma das fronteiras do Hades.
Tânato: A morte.
Éter, a luz
Hemera*, o dia;
Hespérides, a tarde;
Apáte, o engano;
Filótes, a amizade;
Geras, a velhice;
Lissa, a loucura;
Momo, o escárnio;
Oizus, a miséria;
Lete, o esquecimento;
Até, o erro;
Nêmesis, a vingança;
Kera, o destino do homem em seus momentos finais;
Moro, o quinhão que cada homem receberá em vida.

Hécate: Deusa noturna, da magia e feitiçaria, considerada ministra de Hades.

Aqueronte: Dor, o principal dos rios do Hades, era a fronteira do reino dos mortos. Era nele que Caronte navegava levando as almas de uma margem á outra.
Cócito: Lamentação, o rio do desespero, das lágrimas, do pranto.
Estige: o ódio, um dos rios do Hades. Conhecido por suas águas tornarem quem nelas mergulhar imortal.

Lete: e rio do esquecimento, esse rio passa pelos campos Elíseos, suas a´guas faziam as almas esquecerem suas vidas passadas.

Flegetonte: O rio do fogo, cruzava o tártaro.
Érebo: O deus da escuridão, titã primordial, filho de Caos, irmão de Nix, é o criador das trevas. É um dos maiores inimigos de Zeus, do tártaro os titãs pediram sua ajuda, para libertá-los, ele correu para ajudá-los, mas foi surpreendido por Zeus e Hades, que com a ajuda de Nix, lançaram-no ao rio Aqueronte, ele ficou aprisionado e acabou gerando o Erebos, lugar de sombras e trevas, por onde todos os mortos deveriam passar para chegar ao Hades.

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