quinta-feira, 17 de abril de 2014

DEUSA ANUKET


 

“Tu és a Nutridora
Que nos alimenta e sacia a nossa sede;
Tu és a Criadora
De todas as coisas que sustentam a vida;
Tu és aquela que abraça
E cuida dos pobres e necessitados.”
Hino dedicado a Anuket
 
Na cultura egípcia, a reverência ao Sagrado Feminino remonta à era neolítica.
 A representação da criadora assumiu várias manifestações que podem ser sintetizadas na imagem da “Árvore da Vida”, que oferece, pelos seus frutos ou folhas, a água da vida, seja para a existência terrena, seja para a passagem da alma de uma dimensão para outra.
Inúmeras estatuetas de argila comprovam que a antiguidade dos cultos de diversas deusas remonta à uma época entre 5500 e 3300 anos a.C. Essas deusas eram cultuadas em seus templos, nos quais as funções sacerdotais e oraculares eram desempenhadas por mulheres.
 No Egito antigo, as mulheres desfrutavam de muita consideração e respeito, tendo um status elevado e sendo as transmissoras do nome e da propriedade para seus descendentes.
As rainhas eram o elo entre uma dinastia e outra e a herança real seguia pela linhagem feminina.
 Somente muito tempo depois que o culto das deusas foi substituído pelo dos deuses, passando então o faraó a ser considerado a manifestação do próprio Deus.
Mesmo assim, Ísis continuou a ser cultuada até a conquista do Egito pelos Romanos. Vestígios de seus atributos, nomes, representações e santuários foram adotados pelo Cristianismo, na veneração de Maria.
Uma deusa egípcia menos conhecida é Anuket, a “personificação” da fonte do Rio Nilo, que nascia do seu ventre.
Era representada com quatro braços – que simbolizavam a união dos princípios feminino e masculino – sendo ela “A Una”, nascida por ela mesma e, apesar de virgem, geradora do Deus Solar. Versões posteriores lhe atribuíram um consorte – Knemu - considerado o criador, casado com duas irmãs – Anuket e Satet - às quais ficou atribuída somente a regência das cataratas do Nilo.
No mito original, Anuket, “A que abraça”, gerava a vida e seu emblema era o búzio – símbolo universal do yoni, a vulva, usado em vários países como amuleto para a fertilidade, renascimento, cura, poder mágico ou boa sorte.
 Segundo algumas fontes, um dos seus nomes, Anka, “A Senhora da Vida”, deu origem à palavra ankh, “A Chave da Vida”, antigo símbolo feminino que representava o yoni da Deusa e a imortalidade dos deuses, assegurada pelo sangue divino da Deusa. Nos selos antigos, a parte ovalada da ankh era pintada em vermelho, enquanto a cruz fálica era branca.
Mais tarde, a ankh ficou conhecida como “A Chave do Nilo”, reproduzindo a união mística de Ísis e Osíris, que provocava a inundação anual do rio que fertilizava as terras ribeirinhas.
Para as mulheres contemporâneas, o arquétipo de Anuket é um poderoso incentivo para que reconheçam sua capacidade inata de gerar e nutrir, não apenas aos outros, mas a si mesmas, bem como as múltiplas possibilidades existentes para sua realização sem, no entanto, quererem “abraçar o mundo com suas mãos”.

DEUSAS HNOSS E GERSEMI


Hnoss e Gersemi - “As Deusas do Amor”
As duas filhas de Freyja, consideradas a continuidade ou aspectos da beleza materna, eram reverenciadas como deusas do amor.
 Elas, no entanto, representavam também a continuação da vida em todos os planos de existência, revelando aos homens que a beleza da Deusa está presente sempre, em todos os lugares, em todos os momentos, em todos os seres.
 Hnoss e Gersemi simbolizam a centelha divina que existe dentro de nós, mesmo quando não temos consciência disso.
Hnoss significa “tesouro”; Gersemi significa “joia”, e a Deusa recebia ricas oferendas para conferir beleza, sexualidade e amor aos seus adoradores.
Seu dom era o de despertar amor e aumentar a capacidade de entregar das pessoas.
Elementos: água, fogo.
Animais totêmicos: pomba, gato.
Cores: rosa, vermelho.
Árvores: frutíferas e floridas.
Plantas: genciana, glicínia, ranúnculo, rosa alpina.
Pedras: rodocrosita, rubi, granada.
Símbolos: joias, tesouros, metais, centelha divina, canções e poemas de amor, hinos à beleza.
Runas: Gebo, Perth.
Rituais: para aumentar a capacidade de amar e ser amado; superar o medo de se entregar; encontrar seus “tesouros” interior”.
Palavras-chave: beleza.

DEUSAS BRASILEIRAS


 
O Brasil é o país que concentra um grande número de pessoas que cultuam uma das manifestações da Grande Mãe, como Iemanjá, a Deusa das Águas, Senhora do Mar.
 Só perde para a Índia, onde inúmeras deusas são cultuadas até hoje.

Anualmente, às vésperas do Ano Novo e no dia dois de fevereiro, milhões de pessoas levam suas oferendas e orações para as praias brasileiras, ou saem em procissões marítimas ou fluviais, similares às antigas cerimônias egípcias e romanas.
Apesar da devoção brasileira a Iemanjá, seu culto não é nativo, ele foi trazido ao Brasil no século XIII pelos escravos da nação ioruba.

Yemojá ou YéYé Omo Ejá, a “Mãe cujos filhos são peixes”, era o orixá dos Egbá, a nação ioruba estabelecida outrora perto do rio Yemojá, no antigo reino de Benin.
 Devido a guerras, os Egbá migraram e se instalaram às margens do rio Ogun, de onde o culto a Iemanjá foi trazido pelos escravos para o Brasil, Cuba e Haiti.
Nesses países, Iemanjá passou a ser venerada como a “Rainha do Mar”, orixá das águas salgadas, apesar de sua origem ter sido “o rio que corre para o mar”, sua saudação sendo Odo-Yiá, que significa “Mãe do Rio”.
Analisando os nomes Ya / man / Ya e Ye / Omo / Ejá conforme a “Lei de Pemba” – a grafia dos orixás, postulada pela Umbanda, encontram-se os mesmos vocábulos sagrados que significam “Mãe das águas, Mãe dos filhos da água (peixes) e Mãe Natureza”.
Iemanjá é considerada o princípio gerador receptivo, a matriz dos poderes da água, a representação do eterno e Sagrado Feminino.
 Portanto, Iemanjá personifica os atributos da Grande Mãe, de padroeira da fecundidade e da gestação, inspiradora dos sonhos e das visões, protetora e nutridora, mãe que sustenta, acalenta e mitiga o sofrimento dos seus filhos de fé.
No entanto, por mais que Iemanjá seja reconhecida e venerada no Brasil, ela não representa a Mãe Ancestral nativa, que tenha sido cultuada pelas tribos indígenas antes da colonização e da chegada dos escravos.
Infelizmente, pouco se sabe a respeito das divindades e dos mitos tupi-guarani. A cristianização forçada e a proibição pelos jesuítas de qualquer manifestação pagã, destruiu ou deturpou os vestígios de Tuyabaé-cuáa, a antiga tradição indígena, a sabedoria dos velhos pajés.
Segundo o escritor umbandista W.W. da Matt, a raça vermelha original tinha alcançado, em uma determinada época distante, um altíssimo patamar evolutivo, expresso em um elaborado sistema religioso e filosófico, preservado na língua-raiz chamada Abanheengá, da qual surgiu Nheengatu, origem dos vocábulos sagrados dos dialetos indígenas.

Com o passar do tempo, a raça vermelha entrou em decadência e, após várias cisões, seus remanescentes se dispersaram em diversas direções.
 Deles se originaram os tupi-nambá e os tupi-guarani, que se estabeleceram em vários locais na América do Sul.
As concepções do tronco tupi eram monoteístas, postulando a existência de uma divindade suprema, um divino poder criador (Tupã) que se manifestava por intermédio de Guaracy (Sol) e Yacy (Lua) que, juntos, geraram Rudá (Amor) e, por extensão, a humanidade.

O culto a Guaracy era reservado aos homens, que usavam os tembetá, amuletos labiais em forma de T, enquanto as mulheres veneravam Yacy e Muyrakitã, uma deusa das águas, e usavam os amuletos em forma de batráquios e felinos, pendurados no pescoço ou nas orelhas.

Guaracy era a manifestação visível e física do poder criador representado pelo Sol. Apesar deste astro ser considerado o princípio masculino na visão dualista atual, a análise dos vocábulos nheengatu do seu nome revela sentido diferente. Guará significa “vivente”, e cy é “mãe”, o que formaria a “Mãe dos seres viventes”, a força vital que anima todas as criaturas da natureza, a luz que cria a vida animal e vegetal.
 Também em outras tradições e culturas (japonesa, nórdica, eslava, báltica, australiana e norte americana), o Sol era considerado uma Deusa, o que nos faz deduzir que, para os tupi, a vida e a luz solar provinham de uma Mãe - Cy - que só mais tarde foi transformada em Pai.
Yacy era a própria Mãe Natureza, seu nome sendo composto de Ya (senhora) e Cy (mãe), a senhora Mãe, fonte de tudo, manifestada nos atributos da Lua, da água, da natureza, das mulheres e das fêmeas.
Cy - ou Ci - representa, portanto, a origem de todas as criaturas, animadas ou não, pois tudo o que existe foi gerado por uma mãe que cuida da sua preservação, do nascimento até a morte. Sem Cy (mãe), não há nem perdura a vida, pois ela é a Mãe Natureza, o principio gerador e nutridor da vida.
Na língua tupi existem váris nomes que especificam as qualidades maternas: Yacy, a Mãe Lua; Amanacy, a mãe da chuva; Aracy, a mãe do dia, a origem dos pássaros; Iracy, a mãe do mel; Yara, a mãe da água; Yacyara, a mãe do luar; Yaucacy, a mãe do céu; Acima Ci, a mãe dos peixes; Ceiuci, a mãe das estrelas; Amanayara, a senhora da chuva; Itaycy, mãe do rio da pedra, e tantas outras mães – do frio e do calor, do fogo e do ouro, do mato, do mangue e da praia, das canções e do silêncio.

As tribos indígenas conheciam e honravam todas as mães e acreditavam que elas geravam seus filhos sozinhas, sem a necessidade do elemento masculino, atribuindo-lhes a virgindade - o que também em outras culturas simbolizava sua independência e auto-suficiência.
Em alguns mitos e lendas, as virgens eram fecundadas por energias luminosas em forma de animais (serpente, pássaro, boto), forças da natureza (chuva, vento, raios), seres ancestrais ou divindades.
A explicação da omissão, na mitologia indígena, do elemento masculino na criação era o desconhecimento do papel do homem na geração da criança, além do profundo respeito e reverência pelo sangue menstrual que, ao cessar “milagrosamente”, se transformava em um filho.

 Somente pela interferência dos colonizadores europeus e pela maciça catequese jesuíta que, na criação do homem, o pai assumiu um papel preponderante, o filho tornou-se o segundo na hierarquia, salvador da humanidade - como Jurupary, e à Mãe coube apenas a condição de virgem. Porém, apesar do zelo dos missionários para erradicar os vestígios dos cultos nativos da cultura indígena e dos escravos, muitas de suas tradições sobrevivem nas lendas, nos costumes folclóricos, nas práticas da pajelança e encantaria que estão ressurgindo, cada vez mais atuantes, saindo do seu ostracismo secular.

Um outro arquétipo da Mãe Ancestral é descrito no mito amazônico da Boiúna, a Cobra Grande, dona das águas dos rios e dos mistérios da noite. Apresentada como um monstro terrível que vive escondido nas águas escuras do fundo do rio e ataca as embarcações e pescadores, a Boiúna ou Cobra Maria é, na verdade, a Face Escura da Deusa, a Mãe Terrível, a Ceifadora, que tanto gera a vida no lodo como traz a morte, no eterno ciclo da criação, destruição, decomposição e transformação.Outro aspecto da Mãe Escura é Caamanha, a “Mãe do Mato”, que protege as florestas e os animais silvestres, e pune, portanto, os desmatamentos, as queimadas e a violência contra a Natureza.
Pouco conhecida, ela foi transformada em dois personagens lendários: Curupira e Caapora.


Descritos como seres fantasmagóricos, peludos, com os pés voltados para trás, às vezes com um aspecto feminino, são os guardiões das florestas, que levavam os caçadores e invasores do seu habitat a se perderem nas matas, punindo-os com chicotadas, pesadelos ou até mesmo a morte.
Nas lendas guarani relata-se a aparição da “Mãe do Ouro”, que surge como uma bola de fogo ou manifesta-se nos trovões, raios e ventos, mostrando a direção da mudança do tempo.
Em sua representação antropomórfica, ela torna-se uma linda mulher que reside em uma gruta no rio, rodeada pelos peixes e de onde se estende nos ares como raios luminosos, ou então surge na forma de uma serpente de fogo, punindo os destruidores das pradarias.
Em sua versão original, ela era considerada a guardiã das minas de ouro, que seduzia os homens com seu brilho luminoso, afastando-os das jazidas.
Seu mito confunde-se com o do Boitatá, uma serpente de contornos fluídicos, plasmada em luz com dois imensos olhos, guardando tesouros escondidos, reminiscência dos aspectos punitivos da Mãe Natureza, defendendo e protegendo suas riquezas.
A deturpação cristã do mito punitivo pode ser vista na figura da “Mula sem Cabeça”, metamorfose da concubina de padre, que assombra os viajantes nas noites de sexta-feira (dia dedicado, nas culturas pagãs, às deusas do amor, como Astarte, Afrodite, Vênus, Freyja) e do Teiniágua, lagarto encantado que se transforma em uma linda moça para seduzir os homens, desviando-os dos seus objetivos.





Quanto ao significado de Muyrakitã, devemos decompor seu nome em vocábulos para compreender sua simbologia feminina: Mura - mar, água; Yara - senhora, deusa; Kitã - flor. Podemos então interpretá-lo como “A deusa que floriu das águas” ou “A Senhora que nasceu do mar”.
 Esta divindade aquática, considerada a filha de Yacy, era reverenciada pelas mulheres que usavam amuletos mágicos chamados ita-obymbaé, confeccionados com argila verde, colhida nas noites de Lua Cheia no fundo do lago sagrado Yacy-Uaruá (“Espelho da Lua”), morada de Muyrakitã.

Esses preciosos amuletos só podiam ser preparados pelas ikanyabas ou cunhãtay, moças virgens escolhidas desde a infância como sacerdotisas do culto de Muyrakitã - vetado aos homens.
 Nas noites de Lua Cheia, as cunhãtay, devidamente preparadas, esperavam que Yacy espalhasse sua luz sobre a superfície do lago e, então, mergulhavam à procura da argila verde.
 A preparação das virgens incluía jejum, cânticos e sons especiais, além da mastigação de folhas de jurema, uma árvore sagrada que contém um tipo de narcótico que facilitava as visões.
 Enquanto as cunhãs mergulhavam, as outras mulheres ficavam nas margens do lago entoando cânticos rítmicos ao som dos mbaracás.
 Depois de “recebida” a argila das mãos da própria Muyrakitã, ela era modelada em discos com formato de animais, sendo deixado um pequeno orifício no centro.
Em seguida, todas as mulheres realizavam encantamentos mágicos, invocando as bênçãos de Muyrakitã e Yacy sobre os amuletos, até que Guaracy, o Sol, nascia, solidificando a argila com seus raios.

Esses amuletos, que ficaram conhecidos com o nome de muiraquitã, tinham cor verde, azul ou cor de azeitona e eram usados no pescoço ou na orelha esquerda das mulheres.
Acreditava-se que eles conferiam proteção material e espiritual e que podiam ser utilizados para prever o futuro, nas noites de Lua Cheia, depois de submersos na água do mesmo lago e colocados na testa das cunhãs, invocando-se as bênçãos de Yacy e Muyrakitã.

O muiraquitã é conhecido como um talismã zoomorfo, geralmente em forma de sapo, peixe, serpente, tartaruga ou de felinos, talhado em pedra, bem polido, ao qual se atribuíam poderes mágicos e curativos.
Foram encontrados vários deles na área do baixo Amazonas, entre as bacias dos rios Trombetas e Tapajós, sendo chamados de “pedras verdes das Amazonas”.

Poderia ser uma confirmação do mito das Amazonas ou Ycamiabas, as “mulheres sem homens”, como foram chamadas pelo padre Carvajal, da expedição de Francisco de Orellana, em 1542.
 Os relatos as descrevem como mulheres altas, belas, fortes e destemidas, longos cabelos negros, trançados, tez clara, que andavam despidas e utilizavam com maestria o arco e a flecha para guerrear e caçar.
Diz a lenda que elas escolhiam anualmente homens para serem os pais de seus filhos, presenteando-os com muiraquitãs.
Outras fontes afirmam que elas usavam ornamentos de pedras verdes esculpidos em forma de animais como objetos de troca com visitantes ou tribos vizinhas.
Os missionários atribuíam aos índios tapajós a origem dos muiraquitãs, mas eles eram apenas seus portadores, não os fabricantes, exibindo-os como símbolos de poder ou riqueza, ou ainda como compensação na realização de ritos fúnebres, nas cerimônias de casamento ou para selar alianças e acordos de paz entre as tribos.
Ocultos em mitos, lendas e crenças, existem ainda muitos resquícios das antigas tradições e cultos indígenas.
Descartando as sobreposições e distorções cristãs e literárias, poderemos resgatar a riqueza original das diversas e variadas apresentações da criadora ancestral brasileira, Mãe da natureza e de tudo o que existe, que existiu e sempre existirá.
Cabe aos estudiosos e pesquisadores atuais desvendar os tesouros históricos do passado indígena brasileiro, com isenção de ânimo e sem distorções, em uma sincera dedicação e lealdade à verdade original, para oferecer às nossas mentes as provas daquilo que os nossos corações femininos sempre souberam, ou seja, "que a Terra é a nossa Mãe, que nos tempos antigos os seres humanos veneravam e oravam para uma Criadora, que abria os portais da vida e da morte, cujos templos eram a própria Natureza, que somos todos irmãos por sermos seus filhos, interligados por fazermos parte da teia da Sua Criação”.

DEUSA CELESTE MAMA OCCLO

Deusa Celeste Mama Occlo

Antigamente no Perú, festejava-se a deusa celeste Mama Occlo.
Ela também foi deificada como mãe e deusa da fertilidade.
Em uma lenda, ela era tida como filha do Deus-Sol Inti e de Mama Quilla. Mamma Occlo seria irmã e esposa de Manco Cápac.
Occlo e Cápac teriam emergido das águas do Lago Titicaca em seu barco de junco e imediatamente começado a trabalhar.
Mamma Occlo teria inventado a tecelagem e ensinado às outras mulheres.
 Juntos, os dois teriam ajudado a povoar e a civilizar o mundo.
Foram considerados como fundadores da cidade de Cuzco, capital do império Inca.
 

 

DEUSA IDUNA

Deusa Iduna

    
Na oração do ritual com flores evocamos a Deusa Iduna.


Porém poucas pessoas conhecem essa Deusa,
 menos ainda a cultua.
Na wikipedia temos
Iduna (também conhecida como Idun ou Iðunn) era, na mitologia nórdica, esposa de Bragi e Deusa da poesia.

De acordo com o Edda em prosa ela era a guardiã do pomar sagrado cujas maçãs permitem aos Aesir restaurarem a sua juventude pela eternidade.

Ela é responsável pela imortalidade dos deuses, fornecendo uma maçã por dia, vinda de seu cofre de madeira de freixo, que mantêm a juventude e força.

Na “Altercação de Loki”, das baladas édicas, ela é acusada de adultério pelo perverso Loki[1]: “Idun aperta em seus braços o assassino de seu irmão”.

Em outras fontes da Mitologia Nórdica temos o episódio no qual o gigante Tiazi por ela se apaixona, sequestrando-a metamorfoseado em uma águia.

Ao que parece, Idun não tinha culto regular entre os nórdicos, era Deusa mais figurativa.
Como já disse aqui algumas vezes, no Templus nós analisamos as qualidades Divinas presentes em cada elemento mitológico.
Cultuar então uma Deusa que na antiguidade era apenas figurativa, para nós, não é um ato erróneo.
Temos através do mito uma Deusa que une algumas características bem interessantes.
 É uma Deusa que protege um pomar sagrado e uma Deusa que mantém a fonte da imortalidade dos outros Deuses.
Vislumbrando a mitologia com calma temos uma lição de vida interessante.
Iduna por ser esposa de Bragi é a Deusa da poesia. Somando isso com a qualidade de ser a mantenedora da imortalidade podemos chegar a várias conclusões tal como que dentro do mito existe uma lição nutricional.
A imortalidade em termos poéticos e filosóficos pode ter várias explicações.
 A imortalidade se dá através do espírito, através da sabedoria, honra, história e outros.
 Porém para tudo isso é preciso uma boa alimentação.
 Estudos científicos mostram que a má alimentação atrapalha o raciocínio, trás falta de energia e ainda pode encurtar o nosso tempo de vida.
Iduna é uma fonte de vida, através de uma boa nutrição.
 Nos ensina sobre a alimentação saudável e ainda mostra que essa alimentação pode sim trazer – se não a imortalidade – a prolongação de nossa vida terrena.
Muito além disso, um melhor raciocínio que trará ainda mais conhecimentos e experiências para o nosso ser que é imortal.

FOTOS DE DEUSAS 3