domingo, 2 de setembro de 2012

DEUSA HERA


Palavra da Deusa Hera:


Eu sou Hera Mãe dos Deuses
Sou solene e bela
Senhora do monte Olimpo
Rainha das plantas e das eras
rainha dos ramos das Árvores
senhora de tudo que cresce e morre
e cresce de novo na primavera
meu culto devera ser resgatado
Vestidos de branco como o céu e azul claro
é assim que meus ritos serão celebrados
alimente se dessa força rapaz
pois és digno do meu poder
e alegre se porque eis jovem e digno do meu poder
e de estar diante de minha honra
eu lhe ensinarei meus segredos sagrados
darei alivio aqueles que você ama
e tornarei a você sábio
como todos os homens deveriam ser
sábios justos e valentes
masculinos e feminino ao mesmo tempo
Eu sou que da dignidade as mulheres
e bondade aos homens
dou tudo que brota da terra
e o casamento sagrado será celebrado
mais uma vez
o matrimonio entre Hera e Heracles será
Exaltado
Aonde o feminino se encontro com o masculino
no calor e na bondade da natureza
aonde o Deus acaricia Deusa e a torna parte de si
durante o amor dos Deuses
Cresce o amor dos homens
jamais tema o poder maduro do feminino,permita que esse se harmonize com seu masculino e terás o amor genuíno
Gloria as Deusas

poema feito durante o transe....com um amigo homem.


HERA - Anne Baring (Por Priscila Manhães)

"O medo de não ser páreo para a maturidade feminina é a principal causa da dominação e sujeição patriarcal da mulher."

Hera: um nome; diversas interpretações. Para muitos, Hera é a ciumenta e vingativa irmã esposa de Zeus, o todo-poderoso deus do Olimpo. Essa imagem estereotipada, contudo, oculta uma outra visão; na verdade, Hera é uma das mais grandiosas deidades femininas: muito, muito antiga, as origens de seus cultos se perdem na noite dos tempos, recuando ao menos até 10.000 a.C. Suas raízes remontam à Deusa Mãe do Neolítico, associada à vida, à morte e à regeneração, temas que fazem dela mais uma representação perfeita da Grande Deusa em sua típica triplicidade. Originária provavelmente de Creta, Hera possui muitos elementos em comum com Cibele, a conhecida e adorada deusa da Anatólia cujo culto atravessou muitos séculos.

Freqüentemente, Hera é representada na companhia de leões, serpentes e aves aquáticas. Na Ilíada, ela é chamada de "Rainha dos Céus," e também de "Hera do Trono de Ouro." Outro nome que costuma ser associado a Hera é "a deusa dos braços brancos." De todas as Deusas gregas, Hera é a única que realmente apresenta traços de soberania.

Ela é a DEUSA DO MATRIMÔNIO - não da beleza ou da atração sexual, ou ainda da maternidade, mas da união como um princípio. Como regente do casamento, é Hera que dá validade e importância a essa união. Hera é também a protetora das mulheres e de todas as formas femininas da vida.

Na Grécia, Hera era vista principalmente como a Deusa da Lua. O mês era dividido em três fases, a saber: o crescente, a plenitude e o minguar da lua. Por vezes, Hera era representada como a Deusa Tríplice, nas formas de Donzela ou Virgem, A Plena ou mãe, e a Viúva, ou a Separada. Hera, portanto, representa O PRÓPRIO CICLO DA MULHER EM TODO O SEU PODER E TOTALIDADE.

Ademais, Hera é o Princípio Feminino. É também uma díade mãe-filha, pois Hera e sua filha Hebe formam um todo, assim como Deméter e Perséfone. Na iconografia, seus símbolos são a romã e uma flor em forma de estrela. Tais flores eram trançadas em guirlandas e usadas para adornar seus bustos e estátuas. Assim como Cibele, Hera trazia nas mãos a romã. Um lindo diadema de ouro na forma de folhas e frutos de murta foi encontrado nas proximidades de seu templo em Crotona, mais uma associação. Mas a mais simbólica e profunda associação de Hera com o reino vegetal é a espiga de trigo, conhecida como "a flor de Hera."

Um de seus epítetos, Hera "dos Olhos de Vaca," não deixa dúvidas quanto à sua associação com o gado. Bois e vacas eram-lhe sagrados, até porque seus chifres se assemelham à lua crescente. Como Rainha do Céu e da Terra, ela traz semelhanças com a deusa egípcia Hathor. A Via Láctea era conhecida, simplesmente, como "a Deusa."

Na mitologia grega, Hera é, sem dúvida, a mais elevada das Deusas. Hera é mais conhecida como irmã e esposa de Zeus, mas tal associação é muito posterior. A mitologia mais antiga apresenta elementos que comprovam que a Hera original era independente e não possuía marido.

Posteriormente, é possível que tenha desposado Dioniso ou Héracles, que descem ao Mundo Inferior na Lua Nova para resgatá-la, trazendo-a na forma da Lua Crescente. O nome Héracles significa simplesmente "Glória a Hera." Por sua associação solar, Héracles, juntamente com Hera, representa a antiga imagem do filho-amante da deusa, e sua união é a união do sol e da lua quando esta se encontra em sua fase cheia.

Através de seus truques, Zeus leva Hera a adormecer, e Hermes põe Héracles ainda bebê em seu seio. Ele a morde e, ao despertar, Hera o empurra para longe; o leite que jorra de seu seio espalha-se nos céus, formando a Via Láctea.
Em seus locais sagrados, Hera era cultuada por dezesseis mulheres.

Após seu 'retorno' do Mundo Inferior, elas banhavam sua estátua numa nascente sagrada, restaurando assim sua virgindade - uma cerimônia que ocorria anualmente, antes da luz nova. O grande ritual do casamento entre Hera e Zeus ocorria no período da lua cheia, celebrando a união da lua e do sol. Irmão e irmã; marido e mulher: o Hieros gamos, o 'casamento sagrado', uma tradição mantida de uma era anterior.

Num nível mais profundo e ancestral, o casamento entre Hera e Zeus pode ser visto como a relação entre os dois grandes arquétipos da vida que só podem ser representados por um rei e uma rainha, ou um Deus e uma Deusa. Seu casamento regenera o universo, numa união criativa retratada no hieros gamos entre Hera e Zeus. Este sentimento era provavelmente compartilhado por todos os participantes de seus ritos, os quais celebravam seus próprios matrimônios no mesmo período do casamento entre a Rainha da Vida e o Senhor da Vida; um casamento que unia cosmicamente os dois grandes aspectos da vida.

Posteriormente, esses aspectos passam a ser vistos como a terra e o céu, sendo a terra representada pela deusa e o céu pelo deus. Contudo, por princípio, ambos estão muito além de suas representações. Para se ter uma noção mais correta da profundidade dessa união, é necessário conhecer a grande união abordada na mística tradição judaica da Kabbalah.

Mitologicamente, a Terra gerou a grande árvore de maçãs douradas das Hespérides em homenagem ao casamento entre Hera e Zeus; contudo, acredito que essa árvore fora outrora sagrada a Hera, e possivelmente as 'maçãs douradas' eram, na verdade, romãs. Para mais detalhes sobre sua maravilhosa união, recomendo a leitura do 14o. livro da Ilíada.

Templos gigantescos foram erguidos em sua honra em Samos e no sul da Itália, além de outras localidades. Hera era cultuada em sua forma humana como uma manifestação da lua. Seu templo principal, porém, ficava na planície de Argos: o Heraion. Reconstruído três vezes, o primeiro Heraion foi erguido por volta de 1000 a.C., nas fraldas do Monte Euboia, num amplo terraço de frente para a grande planície do Argos. Uma vez por ano, durante uma lua cheia, tinha lugar a procissão ritual de Hera, que passava pelas cidades do Argos: Micenas, Tiryns, Argos, Midea. Para os gregos de então, o Heraion possuía a mesma importância que o Templo de Jerusalém possui para o povo de Israel: ele era "o" templo, um santuário para toda a terra. O mais antigo dos templos possuía enormes alicerces, os quais ainda podem ser vistos.

Voltando à mitologia, lemos que Zeus assume a forma de um cuco, abrigando-se no colo de Hera durante uma tempestade. Com pena do pequeno pássaro, ela o cobriu com sua túnica. Por conta disso, o cuco figura na ponta de seu cetro e também é esculpido em seus templos. A lenda mostra claramente como Zeus não passa de um intruso nos domínios matriarcais de Hera. Através do simbolismo do cuco, Zeus passa a integrar a lenda do culto a Hera.

Trata-se de um culto bastante místico, cujo símbolo era a romã. Hera era cultuada como uma divindade numinosa, que se manifestava para as pessoas. Seus seguidores não lhe dirigiam pedidos, e ela provavelmente era cultuada como o princípio regenerador da vida, regente do Mundo Inferior, da cúpula celeste e da terra. "Se não conseguir demover os deuses do alto, volto-me para o Mundo Inferior", diz Juno na Eneida. Tais palavras, porém, ecoam uma imagem mais antiga da Grande Deusa. A romã de Hera passou para Perséfone.

Seus devotos entoavam-lhe canções, e sem dúvida eles eram capazes de "vê-la"; afinal, falamos de uma época em que a experiência visionária ainda era aceita.

O mais velho de todos os seus templos ficava em Olímpia, e é anterior ao ano 1000 a.C. - muito mais antigo do que o templo de Zeus. Ali, Hera regia os torneios, onde as mulheres corriam tão bem quanto os homens. As corridas entre as mulheres eram divididas em três categorias - cada uma de acordo com a idade. (seria esta uma referência à triplicidade Donzela-Mãe-Anciã?) Os torneios ocorriam no dia seguinte à lua cheia.
No interior do templo de Olímpia, uma estátua apresenta Hera sentada em seu trono, a Rainha dos Céus. Ao seu lado, Zeus está armado como um guerreiro, mostrando claramente que ele é quem fora escolhido como o favorito da deusa, e não o contrário. Através de Hera, as mulheres eram enaltecidas e os homens desenvolviam sua onisciência do feminino.

Se Olímpia é seu mais velho templo, o maior era o de Samos. O primeiro altar possuía 32 metros quadrados; anos depois, foi construído outro muito maior, com 120 x 54 metros, decorado com um friso por toda a sua volta, como no templo de Pergamon. Em termos de locais sagrados, a ilha de Euboea era-lhe dedicada, e templos enormes foram-lhe erguidos na Beócia, na Sicília, e em Paestum, na Itália, onde existia uma rede de templos que se assemelhava a uma cidade a ela dedicada. Aqui, Hera era a Deusa do Mundo Inferior, além de ser Rainha dos Céus.

Como a lua crescente, Hera ressurgia dos mortos; portanto, era ela quem restaurava a vida aos mortos. Seu templo em Crotona, no sudeste da Itália, fornecia um elo de ligação entre a planície de Argos e Paestum. Atualmente, uma solitária coluna é tudo o que restou desse outrora grandioso templo.

Posteriormente, através de Homero, Hera passa a ser vista como a esposa ciumenta e aborrecida de Zeus, sempre tentando recuperar seu poder perdido, manipulando por trás de um casamento infeliz com um marido patriarcal. Isto ecoa a antiga voz da deusa, que tenta encontrar seu papel no novo mundo patriarcal. Reflete também a completa submissão das esposas gregas diante de seus maridos. Ela se vinga de Zeus em suas amantes, e também nos frutos dessas uniões - uma paranóia da esposa rejeitada, ciumenta, manipuladora. Por sua parte, Zeus se mostra constantemente infiel, provocando-a e ameaçando- a: "Nem com você, nem com tua ira eu me importo." Dessa união, surgem dois filhos: Hefestos, o aleijado, e Ares, deus da guerra e da discórdia.

Na Ilíada, percebemos a necessidade do macho imaturo em difamar e satirizar as mulheres poderosas e a antiga rodem social matriarcal; a necessidade de negar às mulheres seu grande poder e sua profunda relação com a vida. Em Homero, Hera então é reduzida a uma figura risível, ciumenta e vingativa, num contexto que retrata uma cultura dedicada à guerra, ao sacrifício humano e à glória. Zeus, por sua vez, encaixa-se no papel arquetípico do 'Don Juan', é a imagem do macho fálico que passa a dominar a cultura grega. Agora, Hera não passa de uma deusa conquistada e subjugada, oriunda de uma ordem mais antiga. Zeus surge de uma cultura invasora, que cultuava deuses do céu e que chegou ao Mediterrâneo vinda do norte, impondo-se sobre as culturas anteriores que ali existiam: a invasão dórica.

Num nível mais profundo, os problemas de relacionamento entre Hera e Zeus simbolizam a dificuldade em se unir as tradições Lunar e Solar na mente humana, pois devemos descobrir como elas podem coexistir e frutificar. Trata-se de dois tipos diferentes de consciência: a Solar: heróica, com sua abordagem linear, lutando pela supremacia e pela perfeição; e a Lunar: cíclica, em busca da harmonia do relacionamento, da conexão, da integração ou da síntese, da totalidade.

Por aí, podemos perceber o quanto temos a aprender com Hera.


RITUAL DO TEMPLO DE HERA
As mulheres-Heras são anciãs sábias que já alcançaram a comunhão espiritual com a Grande Mãe. Medita-se com Hera para contatar a nossa Deusa Interior e buscar um novo Renascimento.

Encontre um local reservado em sua casa para este ritual. Crie condições que lhe propiciem esta viagem, acendendo um incenso ou uma vela e colocando um relaxante som ambiental. Sente-se confortavelmente com a coluna ereta e feche os olhos. Inspire e expire profundamente através de uma respiração abdominal. Já soltando o corpo e girando o pescoço no sentido horário. A seguir, no sentido anti-horário. Comece então a visualizar um caminho que a levará ao topo de uma montanha. Lá surgirá entre uma névoa o Templo de Hera. Caminhe por entre as colunas e vá até seu trono. Curve-se diante dela demonstrando respeito. Ela descerá de seu trono e virá recebê-la. Beije sua mão e ela a abraçará. Em seguida será encaminhará pelas escadarias e a colocada em seu trono. Sente-se, sem receio. Hera perguntará a você agora, o que faria se fosse lhe concedido o benefício de ser rainha por um dia. É hora de você avaliar sua vida e verificar tudo o que gostaria ainda de fazer para ajudar em primeiro lugar a si mesma e depois aos outros. Pense baixo ou fale em voz alta, como lhe aprouver. Sinta-se Rainha e Dona não só de seu interior como do mundo. Inspire e expire este poder.

Refaça suas escolhas, reorganize sua essência, reprograme sua mente, mas acima de tudo defina um propósito de vida e prepare-se para incorporar uma nova mulher. Suas derrotas ou vitórias dependem do grau de intensidade do seu sentir e do seu referencial interno sobre o mundo. Você como rainha tem o mundo em suas mãos e souber administrar este poder com os olhos do coração, entenderá que o bom o ruim são apenas manifestações que não estamos aptos a aceitar.

Quando você se achar pronta, levante-se do trono e agradeça à Hera esta rara oportunidade. Ela lhe acompanhará até a entrada do templo e você seguirá sozinha o resto do caminho. Volte a inspirar e expirar vagarosamente sentindo seu coração lotado de prazer. Abra os olhos e se espreguice. Recomece neste instante uma nova vida, mais aberta à capacidade de transformação.

DEUSA HATOR

GRANDE DEUSA HATOR, PROTETORA DAS MULHERES





Hator era a Deusa local de Per-Hathor (a grega Afroditópolis, atual Guebelin) e de Dendera, mas acabou sendo adorada um pouco em toda parte: em Mênfis, como Deusa da árvore "Senhora de Sicócomoro", espécie "ficus sicomorus"; em Tebas, como Deusa da necrópole (Hator-Imentet), "Senhora do Ocidente/ do Oeste", com o hieróglifo de Oeste ou Horsamtaui; tinha templos e era venerada em Heliópolis, Atfih, Ombos, Deir el-Medina, Abu Simel, etc.

Na costa da Somália era chamada "A Senhora da terra de Punt". Na Fenícia era "A Senhora de Biblos". Na Península do Sinai era conhecida como "A Senhora da Terra de Mefkat (=turquesa)", na III dinastia, segundo inscrições perto das minas do Uadi Maghara, e, na XII dinastia, foi-lhe construído um templo na mesma região, em Serabit-el-Khadim, que Hatsheput e Tutmés III viriam, na XVIII dinastia, a ampliar. Era a divindade padroeira dos egípcios que trabalhavam no estrangeiro e dos territórios que exerciam a sua atividade (Sinai, Biblos, Punt).

Divindade de múltiplos nomes e múltiplas atribuições, tomou a personalidade de diversas divindades egípcias e estrangeiras, por exemplo, Ísis, Bastet, Sekhemet, Nut e Astarte. Os gregos a identificaram-na com Afrodite (daí a nomeação da sua cidade como Afroditópolis).
DEUSA MÃE

A Deusa Hator, por exemplo, é adorada na forma de uma mulher com chifres de vaca e um disco solar na cabeça, como uma mulher com cabeça de vaca ou simplesmente uma vaca, cujo ventre salpicado de estrelas formava o céu. A serpente e o corvo entram na composição dos emblemas que acompanham a sua imagem.

Como vaca, a Deusa apresentava seu aspecto de terna mãe, revelando o simbolismo que os egípcios tinham da vaca e do terneiro e que estava expresso na palavra "ames", "mostrar preocupação pelo outro", que era escrito nos hieróglifos como signo final de uma vaca girando a cabeça para lamber o terneiro, enquanto esse está mamando.

A sua representação como forma de vaca, também pode advir da concepção egípcia que encarava o céu como o ventre imenso de uma Deusa com essa forma e cujos quatro pilares de sustentação, os quatros cantos do Universo, eram as suas patas. Realizou-se assim, um sincretismo entre a sua concepção como Deusa do Céu e a representação como vaca, tendo, sob esta forma, assimilando as características de outras divindades veneradas em diversos pontos do Egito precisamente como vacas. A vaca era um animal considerado símbolo da maternidade. Sob esse aspecto, era também figurada amamentando o faraó, em vida e depois da morte.

O santuário de Deir el-Bahri que foi fundado por Hatsheput, se converteu durante seu reinado em foco de culto real e, portanto nacional, e Tutmosis III e seu filho Amenófis II instalarão no santuário uma estátua da Deusa como vaca com o rei como seu filho bebendo o leite de seus ubres. Até a Baixa Época, Hator foi a única Deusa que possuía templos próprios ao longo de todo o país, com um santuário principal em Mênfis.
DEUSA DA SENSUALIDADE E EMBRIAGUEZ
Hator é uma das Deusas mais veneradas, conhecida como “Dama da embriaguez e do êxtase", padroeira dos ébrios. O "Mito da Destruição da Humanidade" contém referências específicas aos procedimentos a observar nas festas da embriaguez comemoradas em sua honra, durante cinco dias, com início a 20 de Thot, estação Akhet, primeiro mês do calendário egípcio, equivalente aos meses de Julho-Agosto no calendário gregoriano. Era um momento em que a cerveja era bebida em grandes quantidades e se recitavam poesias eróticas. Hator era também padroeira do terceiro mês dessa estação, Athir.

O êxtase-euforia causado pela bebida era entendido e usado como meio privilegiado para entrar em contato com "Ade Dendera" e o copo de bebida era, por isso, outro dos seus emblemas sagrados.

Na mitologia Egípcia é a Deusa do céu, filha do Deus Sol, Ra, esposa de Hórus, Deusa da fertilidade, protetora das mulheres, da astrologia, do casamento, dos vivos e dos mortos, também era Deusa do Amor e da Beleza, muito semelhante a Deusa grega Afrodite ou à Vênus dos romanos. Muitos elementos na maquiagem da Deusa Afrodite é modelado no estilo do Egito de Hator.

A Deusa Hator representava o amor e sexualidade e é ainda, associada com os aspectos eróticos do vinho, da dança e da música. O sitro, junto com a voz da sacerdotisa, proporcionava o principal acompanhamento musical nos rituais culturais, um aspecto próprio de Hator em seu papel como Deusa da sensualidade. Em conseqüência, as vezes, era decorado com o rosto feminino de Hator com orelhas de uma vaca.
Simultaneamente, Hator, é o modelo divino da feminilidade, dos caracteres gentis, amáveis, ternos e sensuais associados ao feminino, sendo, no fundo, a Deusa protetora das mulheres. Corporiza tudo o que há de bom e de autêntico na Mulher: a beleza juvenil, a maternidade, a emoção, a alegria.
Era ela que conferia também, poderes de divindades aos faraós entronizados: eles reinavam como Hórus, Filho de ísis, mas detinham os seus poderes enquanto Hórus, filho de de Hator. No Império Novo, a própria rainha era considerada uma encarnação de Hator: o faraó era Amon-Rá e a rainha a Deusa Hator. Um exemplo paradigmático dessa associação, quase confusão é Nefertari, esposa de Ramsés II, cujo Pequeno Templo de Abu Simbel lhe é dedicado, a si e a Hator. Aliás, o altar desse templo mostra a vaca, ou seja, Hator protegendo entre suas patas o faraó, no caso Ramsés II.
DEUSA GUERREIRA
É considerada também como sendo uma divindade da Batalha além de ser identificada com a Estrela Sírius.

Os Egípcios acreditavam que Sírius detinha o destino de nosso planeta. É para lá que iam as almas dos Faraós e sacerdotes após a morte para "receberem instruções" e ganhar conhecimento. Alguns historiadores pensam que à partir desta estrela chegaram ao Egito os Deuses que ensinaram toda a sua sabedoria a este povo, cuja a forma é de uma novilha, doce e maternal. A novilha celeste, a Deusa Hator e o fiel cão de guarda Anúbis, lembram sem dúvida as crenças duma população camponesa cujas idéias e cujos trabalhos se associavam intimamente aos animais da fazenda e da casa.
A imagem de Hator está presente em muitos dos antigos templos egípcios, como na cidade de Dendera. Seu templo, neste local, foi erguido no período de dominação grega e romana, embora também conservem tumbas das primeiras dinastias faraônicas. As paredes de seu templo estão cobertas de gravações dos Imperadores romanos Tibério, Calígula, Cláudio e Nero.

No templo da cidade de Dendera, dedicado a Hator, as colunas das duas salas hipóstilas têm capitéis em forma de sistro, que era o instrumento musical sagrado da divindade. No centro de uma das paredes exteriores, que era dourada, havia também um relevo representando um sistro, demonstrando a importância deste instrumento no culto da Deusa, enquanto o dourado evocava outro epíteto de Hator: o ouro dos Deuses.
Hator, a Dourada, é uma das mais antigas Deusas do Egito. Conhecida como a face do céu, a profundeza, a Dama que vive num bosque no fim do mundo, era uma divindade de muitas funções e atributos.
A maternidade e o dom do aleitamento eram suas propriedades principais desde os primórdios e assim permaneceram ao longo dos tempos.

Sempre que os egípcios excepcionalmente abandonavam sua terra natal, principalmente para explorar minas ou extrair pedras preciosas, erigiam santuários de suas divindades em solo estrangeiro. Foi assim que os Deuses e Deusas do Egito desfrutaram de uma variada aceitação ao longo dos séculos. O culto de Hator em Biblos, surgiu, ao que parece, através dos contatos comerciais nos quais esse porto do Levante servia como ponto de entrada usado pelos egípcios até os ricos mercados do Próximo Oriente.

A absorção mais completa de cultos egípcios teve lugar na terra que os faraós tiveram sob seu poder durante mais tempo, a Núbia, ao sul do Egito. Ali os reis conquistadores do Império Médio Sunusret I e III, construíram um templo de Hórus em Buhen, e eles mesmos foram objeto de veneração durante o Império Novo, quando Amenófis III e Ramsés II implantaram seus próprios cultos junto aos de Amóm, Ra, Ptah e Hator.

O nome dessa popular Deusa-Vaca, como sugerem os signos hieroglíficos que o constituem, Hwt Hr, significa "Casa/Morada de Hórus", isto é, sendo Hórus um Deus-Falcão, a abóbada celeste era sua mãe e protetora; a sua casa era o céu. Hator, associando-se aqui à idéia de esposa como "moradora" de seu marido.

No ciclo hórico de Edfu surge, não como mãe, mas como esposa de Hórus. Em Kom Ombo, era esposa de Sobek e, como Hator de Dendera une-se à Hórus de Edfu e concebe um filho chamado de Ihy. Como constata-se, Hórus é algumas vezes seu marido e em outras, seu filho.
SÍMBOLOSOs símbolos da Deusa Hator são: o sistro, o disco solar, os espelhos, a cana de papiro, os leões, a cobra, o menat ( um colar, usado pelas suas sacerdotisas, não no pescoço, mas na mão, agitando-o).

No túmulo de Seti I, no Vale dos Reis, há uma conhecida representação de Hator e do faraó, de mãos dadas (tocar nos Deuses era uma prerrogativa exclusiva da família real), em que a Deusa lhe estende o colar menat que traz no pescoço. Devido às conotações de renascimento associadas a esse objeto, a cena simboliza o desejo e a concessão do renascimento do faraó no Além.

Uma narração, encontrada gravada na tumba de Tutankamón, conta a história da "Destruição da Humanidade". O Deus Ra ante a rebelião dos humanos, envia sua filha Hator para castigar os rebeldes. Hator, tomada de violenta fúria transforma-se em Sekhmet e se regozija em um êxtase de sangue. Ra, para evitar a extinção da humanidade, embriaga a Deusa com sete mil jarras de cerveja que tinham o aspecto de sangue humano. A ira da Deusa transformou-se em uma doce embriaguez e cessa sua destruição.

As duas Deusas, a irada Sekhmet (conhecida também como Hator do Oeste) e a satisfeita e doce Hator (identificada com a Deusa Bastet e conhecida como Hator do Leste), atuam como as duas faces de uma mesma natureza, expressões extremas de uma única paixão, a ira que pode ser convertida em placidez, o amor que pode converter-se em ódio.

A fúria se expressa na arte faraônica sob o aspecto de leão, encarnado o poder de destruir os inimigos, e com essa forma se representava todo um leque de Deusas protetoras.

Um outro mito, conta que Hator descontente com Ra, foi embora do Egito. Com muita saudade, Ra resolveu trazê-la de volta. No entanto, Hator tinha se transformado em uma leoa selvagem que destruía todo aquele que chegasse perto dela. O Deus Thot, usando alguns artifícios, conseguiu conduzi-la de novo à sua pátria. Ao banhar-se no Nilo, deixa no rio toda a sua raiva. O rio Nilo então troca de cor e se torna vermelho. Foi assim, que perdeu sua natureza selvagem para reaparecer elegante e encantadora. Entretanto, não perdeu a capacidade de retornar a sua antiga forma leonina.
As sete Hator são as fadas egípcias. Ostentando na fonte a serpente "uraeus", dão-se as mãos formando uma cadeia de união. A Deusa Hator em pessoa conduz suas sete filhas.

De fato, a Deusa toma a forma de sete divindades benfazejas que tornam favorável o destino da criança recém-nascida. Elas regozijam o mundo com música e dança. O papel delas consiste em orientar, emitir profecias, e não fixar os destinos de maneira definitiva. Mas o enunciado da profecia, em função da magia do Verbo, torna-se por vezes realidade.

Uma estela conservada em La Haye, datada da XIX dinastia, mostra as sete Hator, prometendo uma descendência a um sacerdote de Thot, em troca do culto que ele lhe presta. O contato era fácil entre essas magas e o adepto do Deus da Magia.
Filhas da Luz, as sete Hator têm faixas de fio vermelho com que criam nós: segundo o número de nós, sendo sete o número benéfico por excelência, o destino da pessoa revela-se ou não favorável conforme a decisão das "fadas".
RITUAL PARA AS VIAGENS AO ESTRANGEIROPor ser uma Deusa muito aceita em territórios estrangeiros, os egípcios a associavam com as viagens ao estrangeiro e pediam sua benção quando viajavam.

Antes de sair, escolha algo que recorde sua casa, mas que possa carregar com facilidade. Pode ser uma flor seca do seu jardim ou até mesmo uma colher pequena de cafezinho, por exemplo. Escolha algo pequeno que pertença a sua casa ou ao seu jardim.

Na manhã de sua viagem escolha um momento tranqüilo, tome o objeto em suas mãos e diga as seguintes palavras:

"Hator, em minha viagem levarei um pedaço de meu lar. Deixa-me desfrutar do passeio, porém traga-me de volta são e salva."

Ponha seu objeto de recordação bem seguro dentro da sua bagagem de mão. Se sentir que tem saudade de sua casa, tome o objeto e pede para Hator que renove seu entusiasmo pela viagem.
RITUAL DE PARA PROTEGER O FUTURO DOS FILHOSEsse ritual invoca a bênção de Hator para as crianças durante toda a sua vida. Como Deusa-Mãe e como também uma Deusa Vaca, Hator está fortemente relacionada com o leite, e benzendo o leite que a criança bebe, você poderá nutri-la tanto no sentido físico como espiritual.

Você vai necessitar de um cristal para esse ritual. Essa pedra protegerá a criança enquanto cresce, e lhe proporcionará um sono tranqüilo, uma valiosa conseqüência deste ritual.

Também necessitará de um incenso de sândalo, já que o sândalo é dedicado a Deusa Hator.

Acenda o incenso, mas nunca próximo do bebê e ate a pedra de cristal uma corda ou um fio. Suspenda a pedra sobre a cabeça da criança, enquanto ela bebe seu leite. Se for difícil de fazer de fazer, peça que alguém realize a tarefa com a pedra, enquanto você amamenta o bebê). Deixe que o cristal balance em círculos no sentido horário (sentido dos ponteiros do relógio). Enquanto faz isso, invoque Hator dizendo:

"Hator, nutre essa criança com tuas bênçãos para que cresça com muita saúde até se tornar um homem/uma mulher".

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

DEUSA RHIANNON


Deusa Rhiannon



Rhiannon, celebrada na Irlanda e no País de Gales.
Originariamente chamada de Rigatona. " A Grande Rainha", esta bonita deusa galesa regia tanto a alegria e o amor quanto a noite e a morte. Andava em cavalo branco veloz, vestida com um manto de penas de cisne e acompanhada por pássaros mágicos, cujo canto acordava os mortos e adormecia os vivos. Rhiannom viajava pela Terra levando aos homens os bons sonhos.

Ritual do dia: Faça uma homenagem aos seus antepassados.
Coloque flores e incensos no lugar sagrado que você tem em seu lar.
 

Deusa Rhiannon

 
Seu nome significa "Divina Rainha das Fadas", sendo considerada uma Deusa da Lua. É também conhecida como a Deusa dos pássaros, dos encantamentos, da fertilidade e do submundo. Ela se identifica com a noite, a emoção, o sangue, o drama.
Rhiannon é a donzela saída do mundo subterrâneo e neste aspecto, relaciona-se com a Deusa Perséfone. Sua iconografia vincula-se ao simbolismo eqüino. Andava em um cavalo branco, vestida com um manto de penas de cisnes, sempre acompanhada por seus pássaros mágicos. Ela é venerada na Irlanda, no País de Gales, na Gália (Epona), mas também aparece na Iugoslávia, África do Norte e Roma.
Algumas imagens de Rhiannon, onde ela se apresenta com cestas de frutos e flores, nos remetem ao simbolismo da fertilidade e abundância da terra. Acho que realmente sempre houve sua associação com as Deusas-Mães.
Rhiannon era uma Deusa gaulesa da morte, filha de Hefaidd, Senhor do Outro Mundo. Vivia sempre acompanhada por três pássaros mágicos, que podiam encantar os vivos e acordar os mortos.

Deusa Rhiannon

ORAÇÃO À RHIANNON
Canta os pássaros de ouro
Tragam esperanças para as almas ocupadas
Canto em honra a Rhiannon
Grande Rainha, Deusa do Cavalo
Que minha carga seja leve
Ajude-me em minhas aflições
Onde possa haver dúvida
Semeie a verdade
Faça com que a crise
encontre o seu fim
Dirija todos passos de nossa vida
Mãe da fertilidade e da morte
Nos traga a paz
Que esta canção lhe seja doce
Conforte minha alma
Que minha pena seja breve
E que meu coração permaneça inteiro.
A Deusa-cavalo galesa do Inferno, Rigatona ou Ringatona (Itália), Epona (Gália), Bubona (Escócia), Grande Deusa Branca eram alguns dos nomes originais de Rhiannon. É também conhecida como a deusa dos pássaros, dos encantamentos, da fertilidade e do submundo. Ela se identifica com a noite, a emoção, o sangue, a lua, o drama.
Rhiannon é a donzela saída do inframundo neste aspecto, relaciona-se com a deusa Perséfone. Sua iconografia vincula-se ao simbolismo eqüino. Andava em um cavalo branco, vestida com um manto de penas de cisnes, sempre acompanhada por seus pássaros mágicos. Ela é venerada na Irlanda, no País de Gales, na Gália (Epona), mas também aparece na Iugoslávia, África do Norte e Roma.
Algumas imagens de Rhiannon, onde ela se apresenta com cestas de frutos e flores, nos remetem ao simbolismo da fertilidade e abundância da terra. Acho que realmente sempre houve sua associação com as Deusas-Mães.
Há muitas histórias sobre Rhiannon. Esta é uma contarei agora é uma entre tantas.
Rhiannon era uma deusa galesa da morte, filha de Hefaidd, Senhor do Outro Mundo. Vivia sempre acompanhada por três pássaros mágicos, que podiam encantar os vivos e acordar os mortos.
Rhiannon, por possuir rara beleza, tinha muitos pretendentes, incluindo Pwyll, um mortal, que era rei de Dyfed, assim como Gwalw, um deus de menor importância, filho de Clud. Gwalw, havia lhe proposto uma união, mas seu desejo foi casar-se com Pwyll. Ao ter conhecimento do desprezo de Rhiannon por Gwalw e sua união com Pwyll, seu pai lançou-lhe uma maldição, tornando-a estéril. Ela desgraçadamente não podia ser mãe. Os amigos de Pwyll tentaram então, a convencê-lo a tomar outra esposa, desde que Rhiannon era estéril e não poderia lhe dar um herdeiro. Mas o rei recusou, pois alegou amar sua esposa.
Rhiannon, desesperada, utiliza-se da magia para conseguir engravidar e deu a luz a um filho, o herdeiro para o rei. Mas pouco depois do nascimento, o menino é raptado. As donzelas responsáveis por cuidar dele, com medo de serem acusadas pelo seu desaparecimento, mataram alguns pássaros, esfregaram o sangue dos animais no rosto e nas vestes de Rhiannon, acusando-a de ter devorado o filho. Foi quando Pwyll estabeleceu um castigo para o seu alegado crime, transformou-a simbolicamente em um cavalo e deveria carregar todos os hóspedes do marido nas costas.
Decorridos sete anos, o deus Teyrnon encontrou um menino, que imediatamente reconheceu como filho de Pwyll e Rhiannon. Transportou-o de volta ao seio da família, que acabou por descobrir que o seqüestrador tinha sido Gwalw, que agira desta forma para vingar-se.
Esta lenda nos demonstra que, muito embora Rhiannon tenha passado por dificuldades e sofrimentos, separação e perda e mesmo depois de ter sido acusada e castigada injustamente, não perdeu sua dignidade e honra. Ela nos revela neste episódio a sua grandeza interior, não tão somente como uma grande deusa, mas como uma fortaleza de mulher.
Rhiannon, representa a Mãe da Consolação, que dedica-se e ama às crianças. Podemos identificá-la nas mulheres do nosso dia-a-dia. São na maioria mulheres fortes e lutadoras, como também sobreviventes da violência doméstica.
Esta deusa é também o arquétipo da Senhora Godiva, uma mulher que monta nua coberta somente com um véu um cavalo branco. Rhiannon dos pássaros, da égua branca do mar é a deusa donzela do amor sexual. Ela é virgem significando que é completa em si. A "Donzela" é a face mais jovem da deusa, relacionado com os descobrimentos e aspectos mais criativos da nossa personalidade. É pura inocência e despreocupação, é alegria de viver. Se associa também com a primavera que celebramos durante o Festival de Ostara.
DEUSA DO INSTINTO
Rhiannon aparece em sua vida para que possas trabalhar o instinto. Duvidar de alguém, quando seus instintos acendem aquela "luz vermelha", até que é saudável. Mas, a desconfiança exagerada só lhe trará dor e sofrimento. Seria como negar-se a si mesma, e isso não ajuda muito. A maneira correta de se trabalhar uma dúvida é transformá-la em questionamento. Só através dele se alcançará respostas.
Você é daquelas pessoas que permite que a dúvida transforme seu otimismo em medo, sua confiança em baixa auto-estima e sua vitalidade em procrastinação? Talvez você esteja precisando exercitar mais seu ceticismo, em vez de confiar cegamente. Talvez também, estejam seus instintos solicitando mais informações antes de partir para a ação. Permita-se questionar mais a sua dúvida, para se assegurar da verdade.
Rhiannon, lhe diz para que não permita que a dúvida mine o seu "eu sagrado". Questione-se em vez de duvidar e obterá as respostas necessárias para prosseguir rumo à sua totalidade.
RITUAL PARA PERDAS
O propósito deste ritual é amenizar uma perda ou uma decepção e ele só pode ser realizado na Lua Minguante.
Material:
4 velas brancas ou douradas
1 incenso de sândalo, benjoin ou cedro
Flores brancas (qualquer uma)
1 cristal quartzo claro
1 taça com água
Pétalas brancas de qualquer flor
Monte seu altar posicionando nos pontos cardeais: o incenso, a Taça com água , as Flores e o Cristal de quartzo. Posicione também uma vela em cada um destes pontos. . Em frente do altar trace o círculo mentalmente e invoque Rhiannon:
Honramos Rhiannon
Para que conforte seus filhos
Em épocas de penas e perdas
Sua doce canção nos ajuda
A estimular a reclusão
De que tanto precisamos neste momento.
Colocando-se à oeste, visualize Rhiannon montada em seu cavalo branco e chame-a. Assim que ela se aproximar, peça-lhe que leve embora consigo toda a energia negativa que tantos momentos ruins lhe propiciaram. Sente-se e imagine agora uma luz branca que irá envolver todo o seu corpo. Tome nas mãos as pétalas das flores brancas. Pense em tudo aquilo que perdeu, nas decepções, nas privações e enfermidades. Concentre todas estas energias negativas na pétalas e depois as coloque dentro da taça com água e diga:
Rhiannon me conforte nesta época de crise
Me dê forças para superá-las e seguir em frente
Leve embora todas estas energias ruins
E abençoa-me trazendo somente energias positivas.
Levante os braços e agradeça sua presença em seu ritual. Desfaça mentalmente o círculo. Em seguida, a taça com as pétalas devem ser jogadas na terra e se converterão em crescimento de uma nova vida, um novo retorno e novas espectativas.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

SEREIAS


 

HISTÓRIA DAS SEREIAS
Numa noite calma de primavera ou outono, o marinheiro deixa deslizar docemente seu barco perto das margens semeadas de rochedos e ouve ao longe, no marulho das ondas, o gorjeio de uma ave. Esse gorjeio, entrecortado por gritos estridentes e zombeteiros, ganha os ares e passa invisível com um estranho síbilo de asas, por cima da cabeça do marinheiro atento, dando-lhe a impressão de um concerto de vozes humanas. A sua imaginação lhe representa grupo de mulheres que se divertem e tentam desviá-lo de seu rumo. Ele acaba se aproximando mais para identificar a voz e sua embarcação se quebrará nos rochedos. Esta é sem duvida, a origem de todas as fábulas das Sereias. Mas devemos agradecer a estes poetas que criaram esta lenda tão maravilhosa. As sereias na época de homero eram 3 irmãs, filhas do deus Aqueló e da musa Calíope. Lígia toca flauta, Parténope lira e Leucósia lê textos e cantos. Seus nomes gregos evocam as idéias de candura, de brancura e de harmonia. Outros dão-lhes os nomes de Aglaofone, Telxieme e Pisinoe, denominações que exprimem a doçura da sua voz e o encanto de suas palavras. Conta-se que elas eram ex-companheiras de Perséfone, filha de Deméter, que foi raptada por Plutão(Hades), Senhor dos Infernos. Segundo a lenda, as sereias devem sua aparência a Deméter, que as castigou por terem sido negligentes ao cuidarem de sua filha. Ovídio, ao contrário, diz que as Sereias, desoladas com o rapto de Perséfone, pediram aos deuses que lhes dessem asas para que fossem procurar a sua jovem companheira por toda a Terra. Habitavam rochedos escarpados sobre as margens do mar, entre a ilha de Capri e a costa de Itália. O oráculo predissera às Sereias que elas viveriam tanto tempo quanto pudessem deter os navegantes à sua passagem, mas desde que um só passasse sem para sempre ficar preso ao encanto de suas vozes e das suas palavras, elas morreriam. Por isso essas feiticeiras, sempre em vigília, não deixavam de deter pela sua harmonia todos os que chegavam perto delas e que cometiam a imprudência de escutar os seus cantos. Elas tão bem os encantavam e os seduziam que eles não pensavam mais no seu país, na sua família, em si mesmos. Esqueciam de beber e de comer e morriam por falta de alimento. A costa vizinha estava toda branca de ossos daqueles que assim haviam perecido. Entretanto, quando os Argonautas passaram nas suas paragens, elas fizeram vãos esforços para atraí-los. Orfeu, que estava embarcado no navio, tomou sua lira e as encantou a tal ponto que elas emudeceram e atiraram os instrumentos ao mar.Ulisses, obrigado a passar com seu navio adiante das Sereias, mas advertido por Circe, tapou suas orelhas e de todos os seus companheiros e se fez amarrar os pés e as mãos ao mastro principal. Além disso, proibiu que de lá o tirassem se, por acaso, ouvindo o canto das Sereias, ele exprimisse o desejo de sair. Não foram inúteis essas precauções. Ulisses, mal ouviu as doces vozes e as promessas sedutoras das Sereias, deu ordem para que seus marinheiros o soltassem, o que felizmente eles não fizeram. Pausânias conta ainda uma fábula sobre as Sereias:"as filhas de Aqueló, diz ele encorajadas por Juno, pretendiam a glória de cantar melhor do que as Musas, e ousaram fazer-lhes um desafio, mas as Musas, tendo-as vencido, arrancaram-lhe as penas das asas e com elas fizeram coroas." Com efeito, existem antigos monumentos que representam as Musas com uma pena na cabeça. Apesar de temíveis ou perigosas, as Sereias não deixaram de participar das honras divinas e tinham um templo perto de Sorrento.
Bibliografia consultada: As mais belas histórias da Mitologia - 

ONDINAS

AS ONDINAS

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"Sentado num quiosque recoberto de urze, ao lado de uma cachoeira que jorra de duas enormes pedras antes de cair de uma altura de um metro e meio a dois metros sobre os rochedos cobertos de musgos, faço uma tentativa para estudar as fadas da água, com as quais não é fácil entrar em contacto imediatamente depois de a consciência ter estado sintonizada com os espíritos da terra. Sem dúvida, seus movimentos são mais rápidos e subtis. Sua figura, também se modifica com desconcertante rapidez. Ao observá-las, elas se me afiguram pequenas mulheres, inteiramente nuas, com cerca de dez a quinze centímetros de altura; seus cabelos são longos e caem para trás e usam alguns enfeites, semelhantes a pequenas grinaldas e em volta da cabeça. Elas brincam no meio ou em volta da cachoeira, cruzando-a velozmente em muitas direcções e emitindo sem parar um som frenético, que por vezes chega a configurar um som agudo. Tais chamados são infinitamente remotos, mal chegando a mim, feito o chamado de um pastor que ecoa por um vale alpino. Trata-se de um som vogal, embora não me tenha sido possível identificar até agora as séries de vogais de que se compõe.
Elas podem subir a cachoeira contra a corrente ou nela permanecer imóveis, mas geralmente são vistas a brincar à sua volta ou a cruzá-la velozmente. Quando uma nuvem passa no céu e a cachoeira volta a brilhar ensolarada, elas parecem experimentar uma alegria redobrada; então, incrementam o ritmo de seus movimentos e de sua cantoria. São entre oito a doze ondinas a brincar na cachoeira; algumas são bem maiores do que as outras, tendo a mais alta cerca de vinte centímetros de altura. Dentre as mais altas, uma acaba de expandir o seu tamanho em cerca de sessenta centímetros, para agora se arremeter velozmente cachoeira acima. Algumas possuem auras róseas, outras verde-claras, e um contacto mais directo, que consigo agora estabelecer, mostra-me quão belas e ao mesmo tempo infinitamente distantes, em relação ao homem, são tais criaturas. Elas atravessam de um lado para o outro as grandes rochas que ladeiam a cachoeira sem encontrar qualquer tipo de obstáculo. Sinto-me inteiramente incapaz de atrair a sua atenção ou exercer sobre elas qualquer tipo de influência. Algumas mergulham na poça situada ao pé da cascata, reaparecendo, eventualmente, em meio ao turbilhão de espuma. A grinalda anteriormente mencionada é luminosa e aparentemente faz parte de suas auras."

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Achei este texto no site da Rosane Volpato, durante as minhas longas incursões na internet... nas minhas intensas pesquisas sobre estes seres magníficos... que são os seres mágicos! Achei que seria interessante partilhá-lo com voçês... principalmente com todos os amigos que têem um gosto particular como eu pelos seres encantados.
Há quem diga que as fadas, os elfos e afins... são os seres mais antigos do planeta e mais evoluidos do que nós, humanos... e que estão por aí de modo a proteger a Natureza das barbaridades e das asneiras que nós, humanos, cometemos. E por causa dessas mesmas asneiras, sofremos agora com o aquecimento global... e quem são os culpados? Somos todos nós... que ofendemos e mal-tratamos a nossa Mãe Natureza...

DEUSAS CELTAS

Deusas Celtas


Ahes Ou Dahut – Deusa celta do amor e da sexualidade

Ailinn - Deusa celta do amor e da fertilidade

Aima - A Grande Mãe celta da antiga Espanha, regente do céu e dos planetas, equivalente a Binah da Cabala

Aine - Deusa solar celta, regente do amor, da sexualidade, da natureza e da boa sorte

Akurime - Deusa celta da vida, da beleza e do amor

Andraste - Deusa celta da guerra, “A Invencível”

Aobh - Deusa celta do tempo, senhora da névoa

Arduinna - Deusa celta guardiã das florestas

Arenmetia - Padroeira celta da águas curativas

Argante - Deusa celta da saúde e da cura

Arian - Deusa celta da abundância e do bem-estar

Basihea - Deusa celta ndo céu, dos pássaros e das viagens

Blathnat - Deusa celta da sexualidade e da morte

Blodewedd - Deusa celta das flores, do amor e da magia

Boann - Deusa celta da inspiração, das artes e da fertilidade

Brighid, Brigid, Bridhit ou Brigit, Tríplice deusa celta presidindo a cura, as
artes, a magia, padroeira do fogo e do lar, semelhante à romana Vesta e à grega Héstia

Cailleach - Deusa celta da Terra e Natureza, a Anciã ancestral da Escócia

Carman - Deusa celta da guerra

Cathubodua - Deusa celta da guerra que assumia a forma de corvo durante as batalhas

Ceadda - Deusa celta das fontes

Cerridwen - Deusa celta dos grãos, da inspiração e da sabedoria, detentora do caldeirão da transmutação

Clidna - Deusa celta das ondas do mar

Cliodhna - Deusa celta da beleza e sedução

Cliodhna - Deusa celta da beleza e da eloqüência

Coventina - Deusa celta da água, semelhante a Boann, Belisama, Sinann e Sulis Domnia Padroeira celta dos menires e das pedras

Druantia - Padroeira celta das árvores

Epona - Deusa eqüina celta, adotada pelos romanos, protetora dos cavaleiros e dos animais

Etain - Deusa eqüina e solar celta

Fand - Deusa celta do mar, do amor, do prazer e da cura

Grainne - Deusa celta da luz solar e do amor

Habonde - Deusa da abundância, de origem celta e germânica, semelhante a Abundita e Fulla

Inghean Bhuidhe - Deusa celta do verão

Ker - Deusa celta dos cereais e da colheita

Latiaran - Deusa celta da colheita, irmã de Inghean Bhuidhe (do verão) e de Lasair (da primavera)

Macha - Deusa tríplice celta, formando juntamente com Badb e Neman a personificação da guerra

Mari - Deusa celta dos bascos, presidia a chuva e punia os ladrões e os mentirosos. Também uma deusa hindu da morte, identifcada com Durga

Mocca - Deusa celta da Terra

Morgen Ou Mogan Le Fay, Deusa celta da Água, rainha das Fadas, Senhora de Avalon

Nehelennia - Deusa celta, guardiã dos caminhos

Nemetona -Deusa celta da guerra e dos bosques sagrados

Sulis - Deusa celta da cura, considerada um aspecto da deusa Brighid e da deusa Minerva

Tlachtga - Deusa celta dos raios e das revelações súbitas

Três Mães Ou Três Matres, Deusas celtas doadoras da vida e da morte, reverenciadas pelos ciganos como “As três Marias”

Yngona - A grande mãe dos celtas

DEUSA INANA

INANA



(...)
INANA, a Deusa que ousou explorar o reino da morte, era a deusa primordial da antiga Suméria, na região que agora chamamos IRAQUE.
Deusa do céu e da terra, da soberania e da fertilidade, era a mãe da cultura humana, a que troouxe a civilização a este mundo
.(...)

O CAMINHO DA DEUSA de Patrícia Monaghan
Antes de descer
pegou em todos os seus instrumentos
de poder, os sete
símbolos da sua majestade:
colocou na cabeça
a coroa do deserto,
pôs pequenas contas lápis-lazuli
em volta do pescoço
e contas mais alongadas
escuras e lustrosas,
caiam até aos seus seios
onde duas perfeitas
jóias ovais no seu peito pendiam;
segurou na mão
a vara de medir
e a linha também,
pôs no pulso
a argola de ouro.
Depois de sombrear os olhos
com o khol sedutor,
e atirar sobre os ombros
o manto dos céus,
a Deusa INANA
começou a sua viagem,
começou a sua descida aos infernos.

O céu é meu, a terra é minha
Eu sou uma guerreira

Há algum deus que me possa vencer?
Os deuses são pardais, eu sou um falcão

Os deuses arrastam-se como bois
Eu sou uma magnífica vaca selvagem!


(nesse tempo as vacas eram sagradas e não loucas...)

Mito e significado e Inana.