segunda-feira, 29 de abril de 2013

A NATUREZA, DEUSAS E MULHERES

 


"Estamos acostumados a imaginar que a natureza é feminina, chamando-a muitas vezes de mãe natureza ou de mãe Terra. Fazemos isso automaticamente, pois estamos acostumados desde sempre a associar a potência geradora das mulheres com a fecundidade presente em todo o mundo natural. Quando refletimos a respeito dessa relação, a Índia tem muito a nos ensinar.

Na cultura indiana, essa associação já vem sendo observada desde tempos arcaicos, com as várias representações da deusa mãe. A deusa mãe, ou a grande deusa, é a responsável pela criação deste mundo, dos outros mundos e de todos os seres viventes. Ela é também a deusa soberana, a quem todos os deuses devem reverência e respeito, pois, sem ela, as formas materiais não existiriam. Essa é uma grande questão: na Índia, se valoriza as formas materiais como sagradas, visto serem elas a expressão concreta da divindade. É por isso que a grande deusa não é somente criadora, mas é a própria natureza, é a própria materialidade de que o universo é feito. Pode-se dizer que, na vibração que mantém as moléculas coesas, a energia da “shakti” está pulsando incessantemente.

“Shakti”, que é uma palavra sânscrita utilizada para definir a essência abstrata da grande deusa, está relacionada à potência energética mais intensa e sutil que existe: é a fonte divina que está presente em cada manifestação de vida em nosso planeta. A palavra “shakti” também se refere a cada uma das várias deusas existentes no panteão hinduísta, consideradas como expressões individuais da grande deusa. “Shakti”, nesse sentido, não é simplesmente a esposa, ou consorte, de um deus, mas a energia essencial que vivifica cada um dos deuses.

No paralelo com os humanos, as “shaktis” são as mulheres em estado de atividade criadora. Assim como as deusas, na esfera macrocósmica, as mulheres, na esfera microcósmica, propiciam que a pulsação da vida se expresse na matéria, como agentes humanas do projeto de criação cósmica. Por essa razão, a gestação é entendida como uma oportunidade de comunhão entre as mulheres e as deusas, em que elas se integram por intermédio da natureza, visando o bem e a continuidade da criação."

PANTEÃO CELTA

 


 

Estudar o panteão celta é adentrar um mundo vasto e desconhecido. Este panteão foi transmitido através das gerações de forma oral. Eis, pois, o motivo real da dificuldade: a transmissão oral tem muitíssimas falhas. A maior parte do conhecimento que se tem de tal panteão se deve principalmente à "ajuda", digamos assim, do imperador romano Júlio César.
Roma conquistou os povos celtas da Gália (atualmente França) depois de muitos anos de batalha. Para os romanos, os galos (celtas da Gália) tinham uma grande virtude, a valentia, mas era só isso. Eram vistos como seres primitivos que impediam a expansão do mundo civilizado (Roma). É certo, portanto, estudar o que foi legado pôr Roma mas tendo sempre em vista que os romanos não gostavam dos celtas. Os relatos são, pois, cheios de exageros e preconceitos.
Os relatos mais fieis, entretanto, sobre a mitologia celta estão presentes na literatura irlandesa e galesa. A primeira vem desde o século VII, enquanto a segunda remonta do séc. XIV em diante. Essa literatura (poesias épicas) vai versar principalmente sobre a Irlanda medieval, "assim como a tradição artúrica derivada em Gales, Bretanha e Inglaterra".
Um observador mais atento verá rapidamente que as informações são limitadas pois só compreendem a zona ocidental do reinado celta.
"Felizmente, os ciclos mitológicos da Irlanda são extensos e estão pletóricos de incidentes. A propósito, somente foi publicada metade das 400 narrações que hoje em dia se sabe que existem. Os estudiosos modernos dividiram estes relatos em quatro ciclos principais".
O primeiro ciclo compreende o povo da deusa Danann, os "tuatha de Danann". A grande deidade deste ciclo é Dagda, filho da deusa sobrecitada. Dagda possui um caldeirão mágico que tinha o poder de reviver os mortos. Alguns mitólogos dizem que esse objeto é o protótipo do Santo Graal. "Dizia-se que o Graal era o cálice do qual Jesus e os seus discípulos beberam durante a última ceia; também recolheu sangue que brotou da ferida de lança sofrida pôr Jesus na Crucificação".
O segundo ciclo retrata principalmente Cuchulainn, um dos vários heróis do Ulster. Era uma espécie de semi-deus guerreiro protetor da Irlanda. O terceiro ciclo fala das histórias dos reis lendários, que lutavam freqüentemente entre si, dando a oportunidade a Morrigam - deusa da guerra - de semear a morte nos campos de batalha. Morrigam era vista como uma ave e estava presente em tudo o que fosse verdadeiramente selvagem e maléfico nas forças sobrenaturais.
Os duelos entre os heróis celtas são contados no quarto e último ciclo. São conhecidas as aventuras de Finn mac Cumhaill, líder dos Fianna, grupo de guerreiros fortíssimos.
O panteão celta vai influenciar diretamente a cavalaria cristã. "A Igreja medieval sempre se preocupou pelo Graal que, conforme se supõe, José de Arimatéia levou à Grã-Bretanha. No entanto, os clérigos pouco podiam fazer para esfriar o entusiasmo diante das narrações legendárias dos Cavaleiros da Távola Redonda. Inclusive tiveram de aceitar o relato de acordo com o qual somente foi concedida a visão do Graal a sir Galahad em virtude de sua pureza". O interesse pôr Artur e seus cavaleiros ainda existe até hoje.

Principais Deuses do Panteão Celta:
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Angus Mac Og / Mac Óg de Angus: Conhecido como Mabon, Deus da juventude, do amor, da beleza e da inspiração poética, na Irlanda Antiga. Um dos Tuatha de Dannan, Angus possuía uma harpa dourada que produzia música de irresistível doçura. Os seus beijos transformavam-se em pássaros que transportavam mensagens de amor.


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Anu / Annan / Dana / Dannan: Deusa Mãe, da Abundância, sendo a maior de todas as Deusas do panteão irlandês, é considerada a senhora da luz e do fogo. Aspecto virginal da Deusa Tríplice, formada com Badb e Macha, guardiã do gado e da saúde. Deusa da Fertilidade e da Prosperidade. Conhecida também como a mãe divina, Modron.


arawn
Arawn: Regente de Annwn ou Annwfn, o Submundo na tradição galesa. Representa à vingança, o terror e a guerra.


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Arianrhod: Seu nome significa Roda de Prata ou Grande Mãe Frutuosa. Arianrhod é a Face Mãe da Deusa Tríplice para os povos de Galês. Honrada em especial na Lua Cheia, ela é a guardiã da Roda de Prata, símbolo do tempo e do carma. A Senhora da Reencarnação, Deusa dos Ancestrais Celtas, que vive em um reino estelar, Caer Arianrhod, a constelação de Corona Borealis.

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Badb: Seu nome, que se pronuncia Baid, foi traduzido como Corvo de Batalha ou Gralha Escaldada, que representaria o caldeirão da vida, conhecido em Galês como "Cauth Bodva". Badb, Deusa da Guerra, é esposa de Net, também Deus da Guerra. Irmã de Macha, a Morrigu e de Anu. Aspecto Maternal da Deusa Tríplice irlandesa. Associada ao caldeirão, aos corvos e às gralhas. Badb rege a vida, a sabedoria, a inspiração e a iluminação.

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Banba: Deusa irlandesa que, juntamente com Fotia e Eriu, usava a magia para repelir os invasores.

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Bel / Belenus / Belenos / Belimawr: Seu nome significa "brilhante", sendo o Deus do Sol e do Fogo irlandeses. Belenos dá seu nome ao festival de Beltane ou Beltain, festa de purificação e fertilidade. Belenos está ligado à ciência, cura, fontes térmicas, sucesso, prosperidade, colheita e à vegetação.

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Blodeuwedd: Seu nome foi traduzido como "flor branca", sendo representada, muitas vezes, como um lírio branco nas cerimônias de iniciação celtas de Galês. Criada por Math e Gwydion, o Druida, para ser esposa de Lleu, foi transformada em coruja por causa do seu adultério e da conspiração para a morte do marido. Aspecto virginal da Deusa Tríplice dos galêses, Blodeuwed tinha por símbolo uma coruja. Seu domínio é o das flores, sabedoria, sabedoria, mistérios, introspecção e iniciações.

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Boann / Boannan / Boyne: Deusa do rio Boyne, na Irlanda, descrito nos poemas Dinsenchas. É a mãe de Angus Mac Og com o Dagda.

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Bran: Bran MacFebal, O Abençoado. Bran era irmão do poderoso Manawydan ap Llyr e de Branwen, sendo filho de Llyr, do folclore galês. Associado aos corvos, Bran é o Deus das profecias, das artes, dos chefes, da guerra, do Sol, da música e da escrita.

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Branwen: Irmã de Bran e esposa do rei irlandês Matholwch. Deusa dos Mares do Norte, filha de Llyr, uma das três matriarcas da Grã-Bretanha. Branwen é chamada Dama do Lago, sendo a Deusa do amor e da beleza no panteão galês.

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Brigit / Brid / Brigid / Brig: Seu nome significa "flecha de poder". Brigit era filha do Dagda, sendo chamada a Poetisa. Outro aspecto de Danu, associada à Imbolc. Tinha uma ordem dedicada a ela, formada só por mulheres, em Kildare, na Irlanda, que se revezavam para manter o fogo sagrado sempre aceso. Deusa do fogo, fertilidade, lareira, todas as artes e ofícios femininos, artes marciais, curas, medicina, agricultura, inspiração, aprendizagem, poesia, adivinhação, profecia, criação de gado, amor, feitiçaria e ocultismo.

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Cailleach: Na mitologia irlandesa e escocesa, conhecida também como a Cailleach Bheur, que significa mulher velha, geralmente é vista como a Deusa da destruição e das mudanças. Aquela que controla as estações do ano, Senhora do inverno. Deusa da terra e do céu, da lua e do sol, que solta os rios e modela as montanhas batendo seu martelo sobre a relva verde.

Cernunnos
Cernunnos: Seu nome deve ser pronunciado como se tivesse um "k": Kernunnos. Deus Cornudo, Consorte da Grande Mãe, Deus da Natureza, Senhor do Mundo. Comumente representado por um homem sentado na posição de lótus, cabelo comprido e encaracolado, de barba, nu, usando apenas um torque (colar celta) no pescoço ou ainda por um homem de chifres, erroneamente comparado ao diabo dos cristãos. Os seus símbolos eram o veado, o carneiro, o touro e a serpente. Deus da virilidade, fertilidade, animais, amor físico, natureza, bosques, reencarnação, riqueza, comércio e dos guerreiros.

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Cerridwen / Ceridwen / Caridwen / Kerridwen: Deusa da Lua do panteão galês, sendo chamada de Grande Mãe e a Senhora. Deusa da natureza, Cerridwen era esposa do gigante Tegid e mãe de uma linda donzela, Creirwy e de um feio rapaz, Avagdu. Os bardos galeses chamavam a si mesmos de Cerddorion, filhos de Cerridwen. As lendas nos contam sobre o grande bardo Taliesin, druida da corte do rei Arthur, nascera de Cerridwen e se tornara um grande mago após tomar algumas gotas de uma poderosa poção de inspiração que Cerridwen preparava no seu caldeirão. Cerridwen é ainda a Deusa da Morte, da fertilidade, da regeneração, da inspiração, da magia, das ervas, da poesia, do encantamentos e do conhecimento. Alguns mitos dizem que Cerridwen gerou Cernunnos, como seu consorte em Yule.

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Dagda: No folclore irlandês, o Dagda era chamado de o Bom Deus, Grande Senhor, Eochaid Ollathair (Pai de todos) e Ruad Rofhessa (Senhor de Grande Sabedoria). Pai dos Deuses e dos homens, o Grande Arquidruida, Deus da magia e da terra. Rei supremo dos Tuatha de Dannan, mestre de todos os ofícios, senhor de todos os conhecimentos. Teve vários filhos, entre eles Brighid, Angus, Midir, Ogma e Bodb, o Vermelho. Dagda possuía o caldeirão da abundância e da vida e uma harpa de carvalho vivo, que fazia com que as estações mudassem, quando assim o ordenasse. Senhor dos artesãos, da música, da agricultura e da cura.

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Dama Branca: Conhecida em todos os países celtas, era identificada como Macha, Rainha dos Mortos, a forma idosa da Deusa. Simbolizava a morte e a destruição. Algumas lendas chamam-na de Banshee, algo como "fada mulher", aquela que traz a morte.

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Danu / Dana / Dannan: Considerada a principal Deusa Mãe da Irlanda, a Terra de Ana (Iath nAnann), às vezes identificada com Anu. Mãe dos Tuatha de Dannan, Povo de Dana, o Povo Mágico (Daoine Sidhe), descendente dos Deuses, que se escondeu com a chegada dos cristãos às terras celtas. Outro aspecto da Morrigu. Danu é a patrona dos feiticeiros, dos rios, das águas, dos poços, da prosperidade, abundância, da sabedoria e da magia.

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Druantia: Rainha dos Druidas, Deusa ligada à fertilidade, às atividades sexuais, às árvores, à proteção, ao conhecimento e à criatividade.

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Dylan: Filho da Onda, Dylan era o Deus do mar para os antigos galeses, sendo filho de Gwydion e Arianrhod. Seu símbolo era um peixe prateado.

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Elaine: Aspecto virginal da Deusa no panteão galês, Deusa da Lua e da beleza.

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Epona: Seu nome significa "grande cavalo", sendo homenageada em Galês como a Deusa dos cavalos. Seus atributos incluíam ainda a fertilidade, a maternidade, a prosperidade, os animais, a cura e a colheita.

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Eriu / Erin: Filha de Dagda, Erin era uma das três rainhas dos Tuatha de Dannan da Irlanda.

(C) 2003 Gateway,Inc.
Flidais: Deusa da floresta, dos bosques e criaturas selvagens do povo irlandês. Viajava numa carruagem puxada por veados e tinha a capacidade de mudar de forma.

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Goibniu / Gofannon / Govannon: Era o Grande Ferreiro do povo irlandês, semelhante a Vulcano. Foi ele quem forjou todas as armas dos Tuatha de Dannan. Estas armas sempre atingiam o alvo e toda ferida provocada por elas era fatal. Deus dos ferreiros, dos fabricantes de armas, da ourivesaria, fabricação da cerveja, fogo e trabalho com metais em geral.

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Gwydion: O Grande Druida dos galeses. Feiticeiro e bardo do Norte de Galês, seu símbolo era um cavalo branco. Rege a ilusão, as mudanças, a magia, o céu e as curas.
Gwythyr: Oposto de Gwynn ap Nud, Gwythyr era o senhor do mundo superior, do folclore galês.
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Gwynn ap Nud: Rei das fadas e do submundo, guardião da entrada de Annwn ou Outro Mundo, na tradição galesa.

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Herne: O Caçador, era associado à Cernunnos, o Deus Cornudo, e acabou sendo, também, associado à floresta de Windsor.

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Green Man: O Homem Verde tinha os mesmos atributos de Cernunnos, sendo igualmente uma divindade que habitava as florestas. Deus dos bosques, seu nome, em galês antigo é Arddhu ou Atho, o Escuro.

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Llyr / Lear / Lir: No folclore galo-irlandês, Llyr era o Deus do mar e da água, sendo considerado, ainda, senhor do mundo subterrâneo. Llyr era pai de Manawyddan, de Bran e de Branwen.

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Lugh / Luga / Lamhfada / Llew / Lug / Lug Samildanach / Llew Llaw Gyffes / Lleu / Lugos:Na Irlanda e em Galês, Lugh era chamando o Brilhante. Deus do Sol e da guerra, era associado aos corvos, tendo por símbolo, em Galês, um veado branco. Sua festividade é Lughnasadh, a festa da colheita. Era filho de Cian e de Ethniu. Tinha uma espada e uma funda mágica. Lugh era carpinteiro, pedreiro, ferreiro, harpista, poeta, druida, médico e ourives. Seu domínio incluía a magia, o comércio, a reencarnação, o relâmpago, a água, as artes e ofícios em geral, viagens, curas e profecias.

Macha
Macha: O Corvo. Rainha da Vida e da Morte no panteão irlandês. Um dos aspectos da Morrigu, era reverenciada também em Lughnasadh. Após uma batalha, os irlandeses cortavam as cabeças dos vencidos e ofereciam a Macha, sendo este costume chamado de a Colheita de Macha. Deusa protetora da guerra e da paz. Macha regia também a astúcia, a força física, a sexualidade, a fertilidade e o domínio sobre os homens.

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Manannan Mac Lir / Manawyddan ap Llyr / Manawydden: Filho do Deus do mar, Llyr, era homenageado como uma das principais divindades do mar pelos irlandeses. Reverenciado ainda como protetor dos navegadores, Deus das tempestades, da fertilidade, da navegação, dos mercadores e do comércio. Tinha uma armadura mágica que se dizia ser impenetrável.

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Math Mathonwy: Deus da feitiçaria, da magia e do encantamento no folclore galês. Conhecido como Math, filho de Mathonwy, nos contos do Mabinogion.

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Merlin / Merddin / Myrddin: Nos mitos arturianos era conhecido como o grande Feiticeiro, o Druida Supremo dos galêses. Dizia-se que ele aprendeu sua magia com a própria Deusa, sob os nomes de Morgana, Viviane, Nimue ou Rainha Mab. Merlin era o senhor da ilusão, da profecia, da adivinhação, das previsões, dos artesãos, dos ferreiros, além de possuir grande habilidade em mudar de forma. Conhecido também como Taliesin, O Bardo, grande druida chefe da corte de Arthur, que dominava a arte da escrita, a poesia, a sabedoria, a magia e a música. Taliesin é tido como patrono dos druidas, bardos e menestréis.

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Morrigu / Morrigan / Morrighan / Morgan: A Grande Rainha (Mor Rioghain), Senhora Suprema da Guerra, Rainha dos Fantasmas e Rainha Espectro, pois possuía uma forma mutável. Reinava sobre os campos de batalha, ajudada pela sua magia. Associada aos corvos, por vezes é citada no contos do héroi CuChulainn. Deusa da morte e do renascimento, da fertilidade e da justiça. Patrona das sacerdotisas e das feiticeiras.

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Nuada / Nuda / Nodons / Nodens / Lud / Llud Llaw Ereint: No folclore galo-irlandês, era reverenciado como o senhor dos Deuses. Possuía uma espada invencível, guardada pelos Tuatha de Dannan. Nuada era o Deus da cura, da água, dos oceanos, da pesca, da navegação, dos carpinteiros, ferreiros, harpistas, poetas e narradores de histórias.

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Ogma / Oghma / Ogmios / Grianainech / Cermait: Herói semelhante a Hércules, Ogma tinha uma enorme maça com a qual defendia seu povo, os Tuatha de Dannan, sendo eleito seu campeão. A tradição diz que foi ele quem inventou o alfabeto ogham, utilizado pelos antigos druidas, baseado em árvores consideradas mágicas. Ogma rege a eloqüência, os poetas, escritores, a inspiração, a força física, a linguagem, a literatura, as artes, a música e a reencarnação.

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Rhiannon: Grande rainha dos galeses, Rhiannon era a protetora dos cavalos e das aves. Rege os encantamentos, a fertilidade e o submundo. Aparece sempre montando num veloz cavalo branco, equivalente a Epona, da mitologia celta.

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Scathach / Scota / Scatha / Scath: Seu nome traduzia-se como a Sombra, aquela que combate o medo. Deusa do submundo, Scath era a Deusa da escuridão, aspecto destruidor da Senhora. Mulher guerreira e profetisa que viveu em Albion, na Escócia, e que ensinava artes marciais para os guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era tida como dura e impiedosa. Não foi à toa que o adestramento do herói Cu Chulainn foi levado a cabo por ela mesma, considerada a maior guerreira de toda a Irlanda. Scath era ainda a patrona dos ferreiros, das curas, magia, profecia e artes marciais.

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Sucellus: Na mitologia celta, era o Deus da agricultura, florestas e bebidas alcoólicas, por vezes qualificado como rei dos Deuses, carregava um grande martelo de cabo longo. O seu nome significava o que "Bate Bem". Ele usava o martelo para bater na terra, acordando as plantas e anunciando assim, o início da primavera.

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Taranis: Deus do trovão da mitologia celta, Taranos ou Tarann, cruzava os céus em sua carruagem. Os raios eram produzidos pelas fagulhas que saíam dos cascos dos cavalos e o trovão era o ruído que faziam as rodas da carruagem. Senhor da guerra, seu símbolo é a Roda, como Thor do panteão nórdico.

sábado, 27 de abril de 2013

ÁRTEMIS


Ártemis

Inicialmente era uma deusA  que defendia a caça e vida selvagem. A sua origem variou conforme o passar dos anos. No período arcaico grego ele teria nascido de Leto e Zeus, mais no final do período clássico acabou se transformando na irmã gêmea de Apolo.
Um dos principais mitos desta deusa esta relacionado a Adônis. Adônis era um jovem que além de ter sido muito belo, ao ponto de disputar o amor de duas deusas (Perséfono e Afrodite ), era um exímio caçador. Se vangloriando disso, ousou a dizer que era melhor que a própria deusa da caça, Ártemis.
Então para que o jovem se colocasse no lugar, Ártemis enviou um javali para matar Adônis como castigo por ostentar seu cargo de deusa da caça. Alguns gregos diziam que Adones morreu ao tentar caçar o javali da deua, porém sem muitos detalhes.
Ártemis poder ser considerada a deusa mais serena e tranquila entre os deuses olimpianos. Ao ponto de ser algumas vezes confundida com uma das Ninfas.
No seu mito de origem Zeus, seu pai, lhe deu um arco e flecha de prata, junto com uma lira. Já seu irmão gêmeo Apolo, ganhou também os mesmos presente, porém de ouro. Seu irmão acabou sendo muito popular e por isso cultuado. Zeus então para compensar essa questão lhe deu o dom da caça, algumas ninfas para acompanha-la e a fez rainha dos bosques, campos e regiões que existiam os animais selvagens de caça. Ela sempre foi representada como a melhor caçadora de toda a Grécia.

Assim como seu irmão, após a concessão de Zeus, Ártemis se tornou muito popular e seu templo na cidade de Éfeso acabou se tornando uma das 7 maravilhas do mundo antigo.

DEUSAS NEGRAS




Deusa do panteão galês, sendo chamada de Grande Mãe e Senhora. É sempre associada à morte e renascimento, fertilidade, regeneração, inspiração, magia, astrologia, ervas, poesia, encantamentos e conhecimento. Seu consorte na cultura pagã é geralmente o deus Cernunnos (lê-se Quernunos) e juntos representam a dualidade da natureza. Deusa da lua, dos grãos, da natureza. Seu animal totem, a porca branca que devora cadáveres. As oferendas tradicionais são o ovo, a maçã, o azeite e os bolos. Mas a fragrância de um incenso especialmente escolhido e a chama delicada de uma vela negra também são recomendadas num ritual para essa deusa. Indispensável a presença do Caldeirão, explicado abaixo.

Conta-se que Cerridwen, com a bebida de seu caldeirão transformava um homem comum em um rei. Sua história vem do País de Gales medieval e se encontra escrita em "The Mabinogi (1977) de Patrick K. Ford.

Cerridwen era esposa do gigante Tegid com quem teve dois filhos, uma linda donzela, Creirwy e outro era um rapaz feio, Avagdu – em determinadas fontes, Morfran. Como queria que o rapaz tivesse algo de seu, ela fez para ele uma poção mágica que o deixaria um homem muito sábio. Demorou um ano e um dia para terminar de fazer a poção, que se destinava a torná-lo inspirado e brilhante. Ela ordenou que Gwion, seu assistente, tomasse conta da poção e o advertiu para não bebê-la.

Acidentalmente, algumas gotas da poção espirraram na mão de Gwion, e ele levou a mão à boca. Instantaneamente, ele sabia tudo, até mesmo que Cerridwen tentaria mata-lo. Ele fugiu e ela foi atrás, no que se chama “Caçada Mágica”.

Gwyon transformou-se em uma lebre, e Cerridwen em um cão. Transformou-se então em um salmão, e ela em uma lontra. Por último, transforma-se em um grão de trigo, mas a Deusa em corpo de uma galinha o come. Nove meses mais tarde Cerridwen deu à luz em Taliesin, o maior dos Trovadores Celtas. Depois de tê-lo em seu seio, não conseguiu mais matá-lo. Ela então o coloca dentro de um saco de pele e introduzindo-o dentro de uma pequena barca, que fica a deriva sobre as ondas, sendo encontrado mais tarde por camponeses.

Seu aspecto caracterizado em corpo de uma velha, representa o conhecimento de todos os mistérios que só a idade e a experiência podem proporcionar. Ela é a Deusa que devemos reverenciar nos momentos de dificuldades e anulação de qualquer tipo de malefício. Ela é a Deusa do caos e da paz, da harmonia e da desarmonia. E então, quando a Lua não brilha no céu e a escuridão é nosso legado, devemos deitar oferendas a Ela, que também olha por nós em nossos momentos de trevas.

Cerridwen é uma deusa celta e seu culto era mais representativo no País de Gales. Era a "senhora do caldeirão" e representa a poção da vida e da morte. O caldeirão, seu maior símbolo representa a fertilidade e a regeneração, por isso também era deusa dos bosques e dos animais. Os rituais para essa deusa eram feitos na lua minguante.

As energias masculinas e femininas convergem na concepção e no momento da criação. É o bailado coreográfico destas energias que formam a base para o equilíbrio e a harmonia do nosso universo. A tradição Druida explica que todo o aspecto feminino tem um aspecto masculino complementar.

O caldeirão tem sua base mitológica na tradição celta. O vaso de prata era chamado de "Caldeirão de Regeneração". O sangue despejado dentro dele devia formar uma bebida regeneradora ou um banho. Também está registrado que o caldeirão deveria ferver até que produzisse "três gotas da graça da inspiração", desta forma é conhecido como o Caldeirão da Inspiração".

Cerridwen chega em nossas vidas anunciando um tempo de morte e renascimento. Quando algo está para morrer, devemos permitir que se vá para que algo novo possa nascer. A totalidade só é conquistada no momento que dissermos sim e dançarmos com a morte e o renascimento, Cerridwen diz a você que sempre receberá de volta o que der a ela, portanto entregue-se e renascerá.

A mais antiga forma da Deusa Tríplice, é ao mesmo tempo a Deusa da Fertilidade e da Morte, pois o mesmo poder que leva as almas para a morte, traz a vida. De seu ventre parte toda a vida e a vida provém da morte.

NOMES DE ACORDO COM A CULTURA

Os nomes dos Deuses variam de panteão para panteão, de acordo com a cultura de um povoado ou nação. Para os egípcios, por exemplo, ísis seria a personificação da Grande Mãe, da Senhora, da Deusa, enquanto que, para os celtas, ela seria Cerridwen.

O mesmo acontece com os nomes dos deuses: Hermes é o deus mensageiro dos gregos, enquanto que Mercúrio responderia pela mesma "pasta" para os romanos. Ou Hélio seria o deus-sol dos gregos, enquanto que, para os celtas, esse seria chamado de Lugh.

A bruxa é muito particular na sua crença. Ela pode sentir maior afinidade pelo panteão e a tradição egípcia, por exemplo, e cultuar ísis, Bastet, Hathor, Thoth, Osíris, etc, ou se identificar mais com a história greco-romana e reverenciar os deuses deste panteão. A afinidade e atração por divindades de vários panteões é algo muito particular.

Os principais deuses e deusas, por exemplo, do panteão celta são:



Angus Mac Og - Deus da Juventude, do Amor e da Beleza na Irlanda Antiga. Um dos Tuatha de Dannan, Angus possuía uma harpa dourada que produzia música de irresistível doçura. Os seus beijos transformavam-se em pássaros que transportavam mensagens de amor.


Anu / Annan / Dana / Dannan - Deusa Mãe, da Abundância, sendo a maior de todas as deusas do panteão irlandês. Aspecto virginal da Deusa Tríplice, formada com Badb e Macha, guardiã do gado e da saúde. Deusa da Fertilidade, da Prosperidade e do Conforto.


Arawn - Regente do Inferno, Annwn, o Submundo na tradição galesa. Representa a vingança, o terror, a guerra.



Arianrhod - Seu nome significa Roda de Prata ou Grande Mãe Frutuosa. Arianrhod é a Face Mãe da Deusa Tríplice para os povo de Gales. Honrada em especial na Lua Cheia, ela é a guardiã da Roda de Prata, símbolo do tempo e do karma. Senhora da Reencarnação.



Badb - Seu nome, que se pronuncia Baid, foi traduzido como Corvo de Batalha, ou Gralha Escaldada, que representaria o caldeirão da vida, conhecido em Gales como "Cauth Bodva". Badb, deusa da Guerra, é esposa de Net, também deus da Guerra. Irmã de Macha, a Morrigu, e de Anu. Aspecto Maternal da Deusa Tríplice irlandesa. Associada ao caldeirão, aos corvos e às gralhas, Badb rege a vida, a sabedoria, a inspiração e a iluminação.


Banba - Deusa irlandesa que, juntamente com Fotia e Eriu, usava a magia para repelir os invasores.





Bel / Belenus / Belenos / Belimawr - Seu nome significa "brilhante", sendo o Deus do Sol e do Fogo dos irlandeses. Belenos dá seu nome ao festival de Beltane, ou Beltain, festa de purificação e fertilidade comemorada em 1 de maio no hemisfério norte. Belenos era ainda ligado à ciência, cura, fontes térmicas, fogo, sucesso, prosperidade, colheita e à vegetação.



Blodeuwedd - Seu nome foi traduzido como "flor branca", sendo representada, muitas vezes, com um lírio branco nas cerimônias de iniciação celtas de Gales. Criada por Math e Gwydion, o Druida, para ser esposa de Lleu, foi transformada em coruja por causa do seu adultério e da conspiração para a morte do marido. Aspecto virginal da Deusa Tríplice dos galeses, Blodeuwed tinha por símbolo uma coruja. Seu domínio é o das flores, sabedoria, mistérios lunares e iniciações.



Boann / Boannan / Boyne - Deusa do rio Boyne, na Irlanda, mãe de Angus mac Og com o Dagda.



Bran - O Abençoado. Bran era irmão do poderoso Manawydan ap Llyr e de Branwen, sendo filho de Llyr, do folclore galês. Associado aos corvos, Bran é o deus das profecias, das artes, dos chefes, da guerra, do Sol, da música e da escrita.



Branwen - Irmã de Bran e esposa do rei irlandês Matholwch. Vênus dos Mares do Norte, filha de Llyr, uma das três matriarcas da Grã-Bretanha. Branwen é chamada Dama do Lago, sendo a deusa do amor e da beleza no panteão galês.



Brigit / Brid / Brigid / Brig - Seu nome significa "flecha de poder". Brigit era filha do Dagda, sendo chamada A Poetisa. Outro aspecto de Danu, associada a Imbolc. Tinha uma ordem dedicada a ela, formada só por mulheres, em Kildare, na Irlanda, que se revezavam para manter o fogo sagrado sempre aceso. Deusa do fogo, fertilidade, lareira, todas as artes e ofícios femininos, artes marciais, curas, medicina, agricultura, inspiração, aprendizagem, poesia, adivinhação, profecia, criação de gado, amor, feitiçaria, ocultismo.



Cernunnos - Seu nome deve ser pronunciado como se tivesse um "k": kernunnos. Deus Cornudo, Consorte da Grande Mãe, deus da Natureza, Senhor do Mundo. Comumente representado por um homem sentado na posição de lótus, cabelo comprido e encaracolado, de barba, nú, usando apenas um torque (colar celta) ao pescoço, ou ainda por um homem de chifres, sendo, por isso, erroneamente comparado ao diabo dos cristãos. Os seus símbolos eram o veado, o carneiro, o touro e a serpente. Deus da virilidade, fertilidade, animais, amor físico, natureza, bosques, reencarnação, riqueza, comércio e dos guerreiros.


Cerridwen / Ceridwen / Caridwen - Deusa da Lua do panteão galês, sendo chamada de Grande Mãe e A Senhora. Deusa da natureza, Cerridwen era esposa do gigante Tegid e mãe de uma linda donzela, Creirwy, e de um feio rapaz, Avagdu. Os bardos galeses chamavam a si mesmos de Cerddorion, filhos de Cerridwen. Há uma lenda que diz que o grande bardo Taliesin, druida da corte do rei Arthur, nascera de Cerridwen e se tornara grande mago após tomar algumas gotas de uma poderosa poção de inspiração que Cerridwen preparava no seu caldeirão. Cerridwen é ainda a deusa da Morte, da fertilidade, da regeneração, da inspiração, magia, astrologia, ervas, poesia, encantamentos e conhecimento.


Dagda - No folclore irlandês, o Dagda era chamado de O Bom Deus, Grande Senhor, Pai dos deuses e dos homens, o Arquidruida, deus da magia, da terra. Rei supremo dos Tuatha de Dannan, mestre de todos os ofícios, senhor de todos os conhecimentos. Teve vários filhos, entre eles Brigit, Angus, Midir, Ogma e Bodb, o Vermelho. O Dagda tinha uma harpa de carvalho vivo que fazia com que as estações mudassem quando assim o ordenasse. Deus dos magos e sacerdotes, senhor dos artesãos, da música e das curas.


A Dama Branca - Conhecida em todos os países celtas, era identificada como Macha, Rainha dos Mortos, a forma idosa da Deusa. Simbolizava a morte e a destruição. Algumas lendas chamam-na de Banshee, aquela que traz a morte.


Danu / Dana / Dannan - Principal Deusa Mãe dos irlandeses, às vezes identificada com Anu. Mãe dos Tuatha de Dannan, Povo de Dana, o Povo Mágico, descendente dos deuses, que se escondeu com a chegada dos cristãos às terras celtas. Outro aspecto da Morrigu, Danu é a patrona dos feiticeiros, dos rios, das águas, dos poços, da prosperidade e abundância, da sabedoria e da magia.


Druantia - "Rainha dos Druidas", deusa ligada à fertilidade, às atividades sexuais, às árvores, à proteção, ao conhecimento e à criatividade.


Dylan - Filho da Onda, Dylan era o deus do mar para os antigos galeses, sendo filho de Gwydion e Arianrhod. Seu símbolo era um peixe prateado.


Elaine - Aspecto virginal da Deusa no panteão galês.


Epona - Seu nome significa "grande cavalo", sendo homenageada em Gales como deusa dos cavalos. Seus atributos incluíam ainda a fertilidade, a maternidade, a prosperidade, os animais, a cura e a colheita.


Eriu / Erin - Filha do Dagda, Erin era uma das três rainhas dos Tuatha de Dannan da Irlanda.


Flidais - Deusa da floresta, dos bosques e criaturas selvagens do povo irlandês. Viajava numa carruagem puxada por veados e tinha a capacidade de mudar de forma.


Goibniu / Gofannon / Govannon - Era o Grande Ferreiro do povo irlandês, semelhante a Vulcano. Foi ele quem forjou todas as armas dos Tuatha de Dannan. Estas armas sempre atingiam o alvo e toda ferida provocada por elas era fatal. Deus dos ferreiros, dos fabricantes de armas, da ourivesaria, fabricação da cerveja, fogo e trabalho com metais em geral.

Gwydion - O Grande Druida dos galeses. Feiticeiro e bardo do Norte de Gales, seu símbolo era um cavalo branco. Rege a ilusão, as mudanças, a magia, o céu e as curas.



Gwynn ap Nud - Rei das fadas e do submundo na tradição galesa.


Gwythyr - Oposto de Gwynn ap Nud, Gwythyr era o senhor do mundo superior, também no folclore galês.


Herne - O Caçador, era associado a Cernunnos, o Deus Cornudo, e acabou sendo, também, associado à floresta de Windsor.


O Homem Verde (Green Man) - O Homem Verde tinha os mesmos atributos de Cernunnos, sendo igualmente uma divindade cornuda que habitava as florestas. Deus dos bosques, seu nome, em galês antigo, é Arddhu (O Escuro) ou Atho.


Llyr / Lear / Lir - No folclore galo-irlandês, Llyr era o deus do mar e da água, sendo considerado, ainda, senhor do mundo subterrâneo. Llyr era pai de Manawyddan, de Bran e de Branwen.


Lugh / Luga / Lamhfada / Llew / Lug / Lug Samildanach / Llew Llaw Gyffes / Lleu / Lugos - Na Irlanda e em Gales, Lugh era chamando O Brilhante. Deus do Sol e da guerra, era associado aos corvos, tendo por símbolo, em Gales, um veado branco. Sua festividade é Lughnasadh, outra festa da colheita. Era filho de Cian e de Ethniu. Tinha uma espada e uma funda mágica. Lugh era carpinteiro, pedreiro, ferreiro, harpista, poeta, druida, médico e ourives. Seu domínio incluía a magia, o comércio, a reencarnação, o relâmpago, a água, as artes e ofícios em geral, viagens, curas e profecias.


Macha - O Corvo. Rainha da Vida e da Morte no panteão irlandês. Um dos aspectos da Morrigu, era reverenciada também em Lughnasadh. Após uma batalha, os irlandeses cortavam as cabeças dos vencidos e ofereciam a Macha, sendo este costume chamado de A Colheita de Macha. Deusa protetora da guerra, e da paz, Macha regia também a astúcia, a força física, a sexualidade, a fertilidade e o domínio sobre os machos.


Manannan mac Lir / Manawyddan ap Llyr / Manawydden - Filho do deus do mar, Llyr, era homenageado como uma das principais divindades do mar pelos irlandeses. Reverenciado ainda como protetor dos navegadores, deus das tempestades, da fertilidade, da navegação, dos mercadores e do comércio. Tinha uma armadura mágica que se dizia ser impenetrável.




Math Mathonwy - Deus da feitiçaria, da magia e do encantamento no folclore galês.


Merlin / Merddin / Myrddin - Figura já conhecida do círculo da mitologia arturiana, este era o Grande Feiticeiro, o Druida Supremo dos galeses. Dizia-se que aprendeu sua magia (que não era pouca) com a própria Deusa, sob os nomes de Morgana, Viviane, Nimue ou Rainha Mab. A tradição diz que Merlin dorme numa caverna de cristal depois de enganado por um encantamento de Nimue. Merlin era o senhor da ilusão, da profecia, da adivinhação, das previsões, dos artesãos e ferreiros. Diz-se ainda que tinha grande habilidade de mudar de forma.


Morrigu / Morrigan / Morrighan / Morgan - A Morrigu era tida como a Grande Rainha, Senhora Suprema da Guerra, Rainha dos Fantasmas e Rainha Espectro, pois possuía uma forma mutável. Reinava sobre os campos de batalha, ajudando com sua magia. Representa o aspecto idoso da Deusa Tríplice, sendo associada aos corvos e gralhas. Patrona das sacerdotisas e feiticeiras.


Nuada / Nuda / Nodons / Nodens / Lud / Llud Llaw Ereint - No folclore galo-irlandês, era reverenciado como o senhor dos deuses, como Júpiter. Possuía uma espada invencível, guardada pelos Tuatha de Dannan. Nuada era o deus da cura, da água, dos oceanos, da pesca, da navegação, dos carpinteiros, ferreiros, harpistas, poetas e narradores de histórias.


Ogma / Oghma / Ogmios / Grianainech / Cermait - Herói semelhante a Hércules, Ogma tinha uma enorme maça com a qual defendia seu povo, os Tuatha de Dannan, sendo eleito seu campeão. A tradição diz que foi ele quem inventou o alfabeto ogham, utilizado pelos antigos druidas, baseado em árvores consideradas mágicas. Ogma rege a eloquência, os poetas, escritores, a inspiração, a força física, a linguagem, a literatura, as artes, a música e a reencarnação.


Rhiannon - Grande rainha dos galeses, Rhiannon era a protetora dos cavalos e das aves. Rege os encantamentos, a fertilidade e o submundo. Aparece sempre montando um veloz cavalo branco.


Scathach / Scota / Scatha / Scath - Seu nome traduzia-se como A Sombra, Aquela que combate o medo. Deusa do submundo, Scath era a deusa da escuridão, aspecto destruidor da Senhora. Mulher guerreira e profetisa que viveu em Albion, na Escócia, e que ensinava artes marciais para os guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era tida como dura e impiedosa. Não foi à toa que o adestramento do herói Cu Chulainn foi levado a cabo por ela mesma, considerada a maior guerreira de toda a Irlanda. Scath era ainda a patrona dos ferreiros, das curas, magia, profecia e artes marciais.


Taliesin - Taliesin o Bardo, foi o druida chefe da corte de Arthur, um dos maiores reis da Inglaterra. Dominava a arte da escrita, a poesia, a sabedoria, a magia e a música. Taliesin é tido como patrono dos druidas, bardos e menestréis.