quinta-feira, 24 de abril de 2014

DEUSAS INDIANAS

 

 


A base da mitologia indiana é o hinduismo e seus milhares de deuses.
Nao tem nem regras bem definidas que devem ser seguitas cegamente,
nem um texto sagrado como a biblia.



-AGNI
E o mensageiro dos deuses e responsâvel pela conexão
entre eles e os Humanos. E representado no auge da juventude,
Já que seu fogo é apagado e depois acesso todos os dias.
na maioria dos relatos costuma ser filho de Brahma.




-VISHNU
Responsáveil por proteger e coservar a ordem cósmica do Universo. Quando vem ao mundo fisico tem varias formas, que são chamadas avatares são eles Humanos,animais ou uma combinação dos dois.

-SHIVA
Em posição e de forma complementar a vishnu representa o poder de
destruiçao do Universo, necessário para que haja um novo renascimento
tal poder de encerrar um ciclo para criar outro faz dele o deus da trasformação.

-GANESHA
Filho de Shiva e Mahadevi, a deusa mãe. É representado como um garoto
com cabeça de elefante. Está sempre presente nas portas de templos e casas
porque é tido como removedor de obstáculo. Também é considerado fonte de
prosperidade e fortuna.

-BRAHMA
Parte da trindade maior hindu, é o criador do universo
ou melhor dos muitos universos cíclicos. Alguns relatos o apresentam
surgindo do umbigo de Vishnu.
Outros apontam que apareceu de ovo de ouro chamado Hiranyagarbha.
-DURGA
Deusa guerreira caçadora feroz de demônios aparece sempre cavalgando um
leão ou tigre, tem de 12 a 18 braços, e em cada um deles carrega
armas dadas a ela por vários outros deuses.

SIGNIFICADOS DAS PENAS NO CABELO


 


ganchos cabelo penas


Os ganchos para cabelo com penas, tal como todas as outras peças são peças únicas - exclusivos. Feitos artesanalmente, contêm também os factores cor e simbologia das penas. Poderá saber mais sobre este assunto clicando aqui em penas.

 

São várias as matérias-primas aqui utilizadas, mas deixo algumas dicas também dos seus poderosos significados:

Penas de PAVÃO - É um símbolo da ressurreição e do Cristo, tal e qual como a Fênix que também é considerada como sendo um símbolo solar. Na mitologia grega e no OLimpo é considerado como sendo um dos animais atribuídos à deusa Hera. É ainda considerado como sendo um símbolo da imortalidade e da totalidade, muito embora a sua imagem esteja associada à vaidade.


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Penas de GANSO - Na Grécia antiga representava um aspecto especial da Mãe-Natureza ou a deusa da natureza, Nemesis. No Olimpo é considerada a deusa Démeter. Na Grécia era ainda considerado como sendo um mensageiro do mundo espiritual, o qual corresponde a Hermes no Olimpo.


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As cores como já referidas anteriormente têm também influência nestes ganchos de cabelo. As cores "reflectidas" nas penas, não dependem das caracterícticas das aves, das quais são oriúndas.
Descubra, qual a cor, a que mais se assemelha clicando aqui, para saber mais sobre a cor que mais lhe faz falta em determinado momento.


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Penas de GALO - É considerado um símbolo do tempo, além de possuir um princípio solar, masculino, que aparenta altivez. Os sonhos em que o ego onírico aparece representado na imagem do galo, certamente deverão estar a referir-se aos aspectos de soberba da personalidade do ego vígil.
ganchos cabelo penas


Desta forma, conseguirá usufruir de um pequeno adorno quase como amuleto para o seu dia-a-dia.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

DEUSA HEL

 

Na mitologia nórdica, Hel (Hela, Halja ou ainda Hell) é a deusa da morte e soberana do Helheim, o submundo nórdico.]
De acordo com a tradição nórdica, Hel é uma dos três filhos de Loki e Angrboda, a giganta. Seus irmãos são Fenrir, o lobo que irá destruir Asgard durante o Ragnarok, e Jormungand, a serpente Midgard que se encontra no fundo do oceano em volta do mundo com o rabo na boca (é ele que mantém o mundo unido).
Seu corpo foi descrito como metade de luz e a outra metade de escuridão. Metade de seu corpo era belo é formoso, a outra metade era pútrida e exalava a morte.

Hel foi banida por Odin para o mundo inferior , localizado nas profundezas do Nifheim, às margens do Rio Nastronol (equivalente ao Rio Aqueronte dos gregos), e foi feita a governante desse lugar.
 Odin lhe deu o domínio sobre os nove mundos dos mortos que compõem esse mundo chamado Helheim, onde a Deusa decide o destino de todas as pessoas que morreram de doença e da velhice..
 Como agradecimento por fazê-la governante do submundo, Hel dá um presente a Odin.
 Ela lhe dá dois corvos, Huginn e Muninn (Pensamento e Memória). Os corvos são mensageiros entre este reino e os próximos, abrindo caminhos para o reino da morte.

Seu palácio chama-se Elivdnir (Granizo frio), e as portas de seu reino são guardadas pelo cão de guarda Garnr.
 Seu reino foi nomeado por ela, Hel ou Helheim. Por ela aceitar todos em Helheim, ela também tornou-se a juíza para determinar o destino de cada alma na vida após a morte.
 As más almas são banidas para o reino da morte gélida (um destino que os povos nórdicos diziam ser muito pior que um lago de fogo) e tortura.

Este aspecto particular do reino de Hel era a base para o "inferno" judaico-cristão para o qual os pecadores são banidos e torturados por toda a eternidade. Ao contrário do conceito judaico-cristão, Helheim também serviu como abrigo e ponto de encontro de almas para reencarnar.
Hel olha pacificamente por aqueles que morreram pacificamente de velhice ou doença.
 Ela cuida de crianças e mulheres que morrem no parto.
 Ela guia as almas que não escolhem o caminho da guerra e da violência através do círculo de reencarnação.

Por causa do papel especial de Hel nas mortes de mães em trabalho de parto e crianças de todas as idades que morrem, ela tornou-se, de acordo com algumas fontes, a guardiã especial das crianças.

Uma das histórias envolvendo Hel é a chegada de Balder em Helheim. Loki providenciou para Balder morrer, enganando-o em uma competição fraudada. Como o concurso foi organizado em Asgard, Balder não poderia voltar para aquele lugar em morte.
 Sua transferência foi feita para o domínio dos mortos, o domínio de Hel, Helheim. Em sua chegada ao Helheim foi recebido com banquete e festival, provando de que nem todo o reino de Hel era torturante.

Na magia, ela faz um tênue véu entre os mundos. Os Seidhr , ou xamãs nórdicos, invocam a sua proteção e vestem o helkappe, uma máscara mágica, para torná-los invisíveis (como o elmo de Hades da invisibilidade) e capacitá-los a passar pela porta de entrada para o reino da morte e do espírito.
 Na adivinhação, seu símbolo especial é o Hagalaz (granizo): a personificação do reino gelado que ela governa. Hel está numa encruzilhada no julgamento das almas que passam em seu reino.
Nisso, ela está ligada a Osíris e Ísis, assim como Hecate.


As tribos germânicas chamavam Hel de Holda ou Bertha e acreditavam que ela acompanhava Odin na "Caçada Selvagem" para recolher as almas errantes e levá-las para recuperação em seus reinos, à espera de uma nova reencarnação. Tal Caçada Selvagem pode ter ligações com as Valquírias lideradas por Freya em seu aspecto obscuro.
O nome da valquíria Brynhild significa "Hel em chamas".

A Mãe Escura Hel é uma poderosa divindade. Normalmente ela trabalha em conjunto com seus animais especiais, os lobos.
 São 4 lobos, cada um ligado a um elemento e a uma direção.
 Os olhos dos lobos mostram o elemento e a direção que eles representam. Seus nomes são:

- Tecelã da Aurora (olhos amarelos,elemento Ar, direção Leste),

- Saltadora do Gelo (olhos verdes, elemento Terra, direção Norte),

- Invasor Noturno (olhos azuis, elemento Água, direção Oeste),

- Caçador do Sol (olhos vermelhos, elemento Fogo, direção Sul)

Apesar de ser uma deusa neutra, que não toma partido entre bem ou mal, sendo apenas justa em seus julgamentos, ela foi "demonizada" ao longo dos séculos principalmente pela cultura judaico-cristã, e transformada num ser maligno e horrendo que fica à espreita, aguardando para devorar e torturar as almas perdidas.

DEUSA EOSTRE OU OSTERA

 

Eostre ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica.
 A primavera, lebres e ovos coloridos eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados.
De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter), em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs.
 Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora”.
É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento.
Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.
Posteriormente, a igreja católica acabou por associar sua Páscoa às festividades pagãs de Ostara e absorveu muitos de seus costumes, inclusive os ovos e coelhinho da Páscoa.
 Podemos perceber isso pelo próprio nome da Páscoa em inglês, Easter, muito semelhante a Eostre.
O nome Eostre ou Ostara, como também a Deusa é chamada, tem origem anglo-saxã provinda do advérbio ostar que expressa algo como “Sol nascente” ou “Sol que se eleva”, Muitos lugares na Alemanha foram consagrados a ela, como Austerkopp (um rio em Waldeck), Osterstuber uma caverna) e Astenburg.
Eostre era relacionada à aurora e posteriormente associada à luz crescente da Primavera, momento em que trazia alegria e bênçãos a Terra.
Por ser uma Deusa um tanto obscura, muito do que se sabia sobre ela acabou-se perdendo através dos tempos, e descrições, mitos e informaçõe sobre ela são escassos.
Seu nome e funções têm relação com a Deusa grega Eos, Deusa do Amanhecer na mitologia grega.
 Alguns historiadores dizem que ela é meramente uma das várias formas de Frigg *deusa indo-européia – esposa de Odin), ou que seu nome seria um epíteto para representar Frigg em seu aspecto jovem e primaveril.
 Outros pesquisadores a associam à Astarte (Deusa Fenícia) e Ishtar (deusa Babilônica), devido às similaridades em seus respectivos festivais da Primavera.
Dizem as lendas que Eostre tinha uma especial afeição por crianças. Onde quer que ela fosse, elas a seguiam e a Deusa adorava cantar e entretê-las com sua magia.
Um dia, Eostre estava sentada em um jardim com suas tão amadas crianças, quando um amável pássaro voou sobre elas e pousou na mão da Deusa.
 Ao dizer algumas palavras mágicas, o pássaro se transformou no animal favorito de Eostre, uma lebre.
 Isto maravilhou as crianças.
 Com o passar dos meses, elas repararam que a lebre não estava feliz com a transformação, porque não mais podia cantar nem voar.
As crianças pediram a Eostre que revertesse o encantamento.
Ela tentou de todas as formas, mas não conseguiu desfazer o encanto. A magia já estava feita e nada poderia revertê-la.
 Eostre decidiu esperar até que o inverno passasse, pois nesta época seu poder diminuía.
 Quem sabe quando a Primavera retornasse e ela fosse de novo restituída de seus poderes plenamente pudesse ao menos dar alguns momentos de alegria à lebre, transformando-a novamente em pássaro, nem que fosse por alguns momentos.
A lebre assim permaneceu até que então a Primavera chegou.
Nessa época os poderes de Eostre estavam em seu apogeu e ela pôde transformar a lebre em um pássaro novamente, durante algum tempo. Agradecido, o pássaro botou ovos em homenagem a Eostre.
Em celebração à sua liberdade e às crianças, que tinham pedido a Eostre que lhe concedesse sua forma original, o pássaro, transformado em lebre novamente, pintou os ovos e os distribuiu pelo mundo.
Para lembrar às pessoas de seu ato tolo de interferir no livre-arbítrio de alguém, Eostre entalhou a figura de uma lebre na lua que pode ser vista até hoje por nós.
Eostre assumiu vários nomes diferentes como Eostra, Eostrae, Eastre, Estre e Austra.
 É considerada a Deusa da Fertilidade plena e da luz crescente da Primavera.
Seus símbolos são a lebre ou o coelho e os ovos, todos representando a fertilidade e o início de uma nova vida.
A lebre é muito conhecida por seu poder gerador e o ovo sempre esteve associado ao começo da vida.
 Não são poucos os mitos que nos falam do ovo primordial, que teria sido chocado pela luz do Sol, dando assim vida a tudo o que existe.
Eostre também é uma Deusa da Pureza, da Juventude e da Beleza.
Era comum na época da Primavera recolher o orvalho para banhar-se ritualisticamente.
 Acreditava-se que orvalho colhido nessa época estava impregnado com as energias de purificação e juventude de Eostre, e por isso tinha a virtude de purificar e rejuvenescer.

AS VALQUIRIAS

 

 



A mitologia nórdica é uma coleção de crenças e histórias compartilhadas por tribos do norte da Germânia (atual Alemanha), sendo que sua estrutura não designa uma religião no sentido comum da palavra, pois não havia nenhuma reivindicação de escrituras que fossem inspirados por algum ser divino.
 A mitologia foi transmitida oralmente principalmente durante a Era Viking, e o atual conhecimento sobre ela é baseado especialmente nos Eddas e outros textos medievais escritos pouco depois da cristianização.

Na mitologia nórdica, as valquírias são as populares guerreiras de Odin. Belas, de pele clara e longos cabelos , possuiam cavalos brancos com os quais eram capazes de cavalgar pelos céus, procurando os heróis mortos em campos de batalha.
Elas levavam estes bravos guerreiros ao Valhalla aonde eles comeriam, beberiam e lutariam até o dia fatídico do Ragnarok, lutando ao lado de Odin.


As valquírias eram virgens guerreiras que montavam seus cavalos armadas com capacetes e lanças.
Odin, desejoso de reunir um grande número de heróis em Valhala a fim de poder enfrentar os gigantes no dia da batalha final, escolhia aqueles que deveriam ser mortos.
As valquírias são as suas mensageiras e seu nome significa "as que escolhem os que vão morrer".
Quando elas cavalgavam pelos campos suas armaduras emitiam um estranho brilho bruxuleante, que iluminavam os céus nórdicos, produzindo aquilo que conhecemos hoje como Aurora Boreal ou Luzes Nórdicas.

Mas as Valquírias na mitologia nem sempre foram estas belas damas de tons românticos. Originalmente eram seres medonhos e sinistros, espíritos da sanguinolência.
 Elas frequentemente levavam os guerreiros à morte para que pudessem leva-los ao seu lugar no exército de Odin.
Dizia-se que antes de morrer, os heróis viam uma valquíria passar voando.


Porém na mitologia nórdica do século seis em diante, encontramos as figuras mais familiares das valquírias, as amáveis donzelas-cisne.
O mito diz que as valquírias frequentemente vinham ao mundo terreno em forma de um cisne para procurar um riacho ou lago tranquilo para nadar.
Se um homem roubasse a plumagem da valquíria enquanto ela se banhava, ela estaria presa à terra e o homem poderia se casar com a mesma.

Porém roubar e manter a plumagem de uma valquíria era possível somente para grandes heróis. E de fato várias belas valquírias apaixonaram-se por homens mortais, heróis.


Valquírias eram espíritos femininos que apareciam para os guerreiros que iam morrer, auxiliavam o Deus da guerra e a travessia ao mundo dos mortos em Valhala, o grande palácio de Odin , onde ele se diverte em festas na companhia dos heróis que morriam em combate, nenhuma descrição dos Deuses da batalha estaria completa sem elas.
Elas levam as ordens de Odin enquanto a batalha se desenrola, dando vitória segundo a vontade dele, e, no fim, conduzem os guerreiros derrotados e mortos a Valhala.

Seus símbolos: a lança, o cisne e o capacete.
 Os mitos podem nos levar a descobrir mais sobre nossa herança espiritual, e talvez perceber alguns dos defeitos no desenvolvimento espiritual do mundo moderno.
O estudo da mitologia não precisa mais ser visto como uma fuga da realidade para as fantasias por parte dos povos primitivos, e sim como uma busca pela compreensão mais profunda da mente humana.
 Ao nos aventurarmos em explorar as distantes colinas habitadas pelos Deuses, estaremos talvez, descobrindo o caminho de casa.


Valhala é o grande átrio da morada de Odin, local em que ele promove suas festas com os heróis escolhidos, todos aqueles que caíram bravamente na batalha, porque os que têm uma morte pacífica são excluídos de seu convívio.
 Aos convivas é fartamente servida a carne do javali Schrinnir, pois, embora este mesmo javali seja cozido todas as manhãs para as refeições, durante a noite a sua carne se regenera.

Para bebida, os heróis dispõem de abundante hidromel, que é fornecido pela cabra Heidrum.
 Sempre que os heróis não estão reunidos para festejar, divertem-se lutando. Diariamente dirigem-se à quadra ou ao campo e lutam até se despedaçarem uns aos outros.
 Esse é o seu passatempo, mas, quando a hora da refeição se aproxima, recuperam-se de seus ferimentos e voltam para as festas em Valhala.


Elas levam as ordens de Odin enquanto a batalha se desenrola, dando vitória segundo a vontade dele, e, no fim, conduzem os guerreiros derrotados e mortos a Valhala.

Às vezes, porém, as Valquírias são retratadas como as esposas de heróis vivos. Supostamente, as sacerdotisas humanas se transforma­riam em Valquírias, como se fossem as sacerdotisas de algum culto.

Reconhecemos algo semelhante às Norns, espíritos que decidem os destinos dos ho­mens; as videntes, que eram capazes de proteger os homens em batalha com seus encantamentos; aos poderosos espíritos femininos guardiões apegados a certas famílias, trazendo sorte a um jovem sob sua proteção; e até a certas mulheres que se armavam e lutavam como homens, das quais existe alguma evidencia histórica nas regiões em tomo do Mar Negro.

Pode também haver a lembrança das sacerdotisas do Deus da guerra.

Aparentemente, desde tempos remotos, os germanos pagãos acre­ditavam em ferozes espíritos femininos seguindo os comandos do Deus da guerra, espalhando a desordem, participando de batalhas, agarrando os mortos.

O conceito de uma companhia de mulheres associadas a batalhas entre os germanos pagãos é ainda mais enfatizado pelos dois encantamentos que sobreviveram até os tempos cristãos.
Um vem de Merseburgo no sul da Germânia, e é um feitiço para abrir as correntes.
 Ele descreve como certas mulheres chamadas "Idisi" (termo derivado do nórdico antigo, "dísir" - Deusas) se sentavam juntas, algumas travando fechos, outras segurando a equipagem e outras ainda puxando as correntes.
 Concluindo com estas palavras: "Salta fora das amarras, foge do inimigo".

Abrir e fechar correntes e amarras, atirar lanças e o poder de voar são atividades associadas à Odin.
Em Hávamál (expressão daquele que é Grande), ele entoa um encantamento para providenciar "correntes para os meus adversários".
Provavelmente não são amarras físicas, e sim para a mente, do tipo descrito em Ynglinga Saga (relatos dos antigos reis da Suécia).

Um dos nomes das Valquírias é Herfjgturr, "corrente de guerra"



A interpretação sugerida de um dos nomes das Alaisiagae, Friagabi, como "concedente da liberdade", pode ser relevante nessa conexão.
A literatura nórdica antiga nos deixou um retrato das dignificadas Valquírias montadas em cavalos e armadas com lanças; mas também sobreviveu um quadro diferente, mas rústico, de mulheres sobrenaturais ligadas a sangue e sacrifício.
 Criaturas fêmeas, às vezes de tamanhos gigantescos, despejam sangue sobre um distrito onde haverá uma batalha; às vezes, elas são descritas carregando cochos de sangue ou montadas em lobos ou são vistas remando um barco em meio a chuva de sangue caindo do céu.


Essas figuras geralmente são augúrios de luta e morte; elas às vezes aparecem para os homens em sonhos, e são descritas mais de uma vez nos versos dos escaldos, nos séculos X e XI.
O mais famoso exemplo de uma visão em sonho e mencionado em Njáls Saga(sagas das famílias islandesas), que teria acontecido antes da Batalha de Clontarf, travada em Dublin em 1014.
 Um grupo de mulheres foi vista tecendo uma tapeçaria tétrica formada das entranhas de homens e pesada com cabeças decepadas.
Elas estavam colocando a cena do fundo, que era de lanças cinza, com um carmesim. Eram chamadas pelos nomes das Valquírias.
Um poema é citado na Saga, que teria sido recitado por elas, no qual declarariam que são elas que decidem quem deve morrer na batalha iminente:
"Tecemos, tecemos a teia da lança,
Enquanto vai adiante o estandarte dos bravos.
Não deixaremos que ele perca a vida;
As Valquírias tem o poder de escolher os aniquilados...
Tudo é sinistro de se ver, agora,
Uma nuvem de sangue atravessa o céu,
O ar esta vermelho com o sangue de homens,
Enquanto as mulheres da batalha entoam sua canção".



Esse poema, conhecido como "Darradarljod" ou "Passagem das Lanças", pode não ter sido necessariamente composto a respeito da Batalha de Clontarf; já foi sugerido que alguma outra batalha na Irlanda o teria inspirado.
De qualquer forma, temos aqui, em um período relativamente prematuro, um retrato das Valquírias, "mulheres de batalha", que está de acordo com as outras descrições de terríveis criaturas fêmeas decidindo sobre a sorte dos guerreiros em batalha.

Outras figuras que mostram uma grande semelhanca as Valquírias dessa espécie são encontradas nas historias dos povos celtas.
 São elas, Morrigu e Bobd, mencionadas nas sagas irlandesas. Elas costumavam aparecer no campo de batalha ou às vezes se tomavam visíveis antes de uma batalha.
Podiam tomar a forma de aves de rapina e geralmente faziam profecias de guerra e massacre.
A associação dessas mulheres de batalha com as aves de rapina que voam sobre um campo de batalha e interessante.


Essas notáveis semelhanças entre as figuras de mulheres de batalha sobrenaturais na literatura dos escandinavos e dos germanos pagãos de um lado, e dos povos celtas de outro, são significativas.
Conforme o escritor, Charles Donahue, sugeriu que havia uma crença em ferozes espíritos de batalha ligados ao Deus da guerra numa época em que os celtas e germanos viviam em contato próximo, durante o período romano.

Sem dúvida, a figura da valquíria na literatura nórdica se desenvolveu em algo mais dignificado e menos sanguinário como resultado do trabalho de poetas durante um considerável período de tempo.
 As criaturas alarmantes e terríveis que sobreviveram na literatura apesar desse esforço parecem, no entanto, mais próximas em caráter daquelas que escolhiam os aniquilados, conforme eram visualizadas nos tempos pagãos. (Os Deuses da Batalha)


A residência habitual das Valquírias foi Wingolf seu mundo exclusivo, ao lado do Valhala . O edifício tinha 540 portas onde os heróis caídos vieram os guerreiros a curá-lo, deixá-los sentar-se ali, alimentando-os com hidromel e divertindo-se com a beleza do que habitação. .

Elas eram muito numerosas e ordenou Freya, a quem devem sempre obedecer, sob pena de punição severa, a mais humilhante do que foi a perda da categoria de Valkyrie. Belize, virgens sempre tiveram o poder de se transformar em cisnes.


Na mitologia nórdica, as Valquírias são dísir, pequenas deidades femininas que serviu Odin sob o comando de Freyja.
Seu objetivo era escolher o mais heróico daqueles caídos em batalha e levá-los para Valhala, onde eles se tornaram einherjar.
 Isso foi necessário porque Odin precisava de guerreiros para lutar ao seu lado na batalha do fim do mundo, Ragnarök.

A palavra "Operação Valquíria" vem de Old Norse Valkyrja (plural "valkyrjur") e significa "ela que escolhe os caídos em batalha."


O número das Valquírias difere muito entre os mitólogos diferentes, variando 3-16, embora a maioria das autoridades sobre o assunto, no entanto, cita apenas nove.
 As Valkírias eram considerados divindades do ar.
 Eles também são chamados de donzelas de desejos.

A mais famosa das Valquírias era Brunilda (também conhecida como Brynhild, Brünnehild, Brunhild, ou Brunhilda), que aparece em um grande número de lendas.
De acordo com a "Volsunga Saga" ela era líder das Valquírias.
 Apesar de ela ter sido a predileta de Odin, ela o desobedeceu uma vez com relação a quem deveria morrer e quem deveria viver e por isso sentiu a cólera do deus.
 Ele a puniu colocando-a em um sono mágico, envolta em um anel de fogo. Apenas um guerreiro destemido o bastante para desbravar as chamas teria o poder de despertá-la.


Os norte-europeus denominaram a sexta-feira de “Friday” em homenagem a sua Deusa sensual, Freya.
Mesmo com o contra da Igreja, os casamentos continuaram a acontecer neste dia visando atrair as bênçãos desta Deusa, cujo nome significa “concubina”.
Freya era casada com Odur e com ele tinha duas filhas. De repente seu marido desaparece.
Freya sem entender, pois era muito feliz com ele, sente-se profundamente triste e derrama lágrimas sobre a Terra.
 Estas se transformam em âmbar e ouro.
 A Deusa resolve procurar Odur. Ela anda por todos os lugares procurando o marido sem sucesso. Resolve viajar pelos Nove Mundos encontrando-o por fim. Odur está sentado em uma árvore contemplando o silêncio.
Quando avista Freya seus olhos se iluminam de alegria. O casal retorna feliz para Asgard, a Casa dos Deuses.


Com a habilidade de mudar de forma, a Deusa Freya é a senhora de seidr, uma técnica mágica de natureza xamânica que envolve transe, transmutação, cura, magia sexual, viagem do corpo astral.
 O seidr era praticado pelas Volvas, sacerdotisas de Freya, que não costumavam se casar, mas tinham muitos amantes.

Podemos ver que Freya é uma Deusa que abrange vários aspectos.
 Ela é uma Deusa Tríplice, uma Deusa de grande beleza, força e poder.
 A sexualidade e o amor são fortemente regidos por ela.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

DEUSA BLOUDEUWEDD

Deusa Bloudeuwedd

Não tenho pai
Não tenho mãe
Todo meu sangue
Todo meu corpo
Foi obra da magia de Gwydion
Que me deu forma de nove flores
Para o encanto e deleite de todos os homens.

Bloudeuwedd é a Deusa das Flores, da terra, da sabedoria, dos mistérios lunares e iniciações.
 Seu nome significa "Face de Flor" ou "Flor branca".
 Esta Deusa está associada à madrugada e ao May Queen.
A fase da lua que representa Blodeuwedd é a Lua Escura, época de total introspecção.
 O vento frio carrega seu nome e suas cores são o branco e o preto.
Na Roda do Ano, Blodeuwedd associa-se as festividades de Samhaim.
 Em sua honra, deve-se nesta noite, acender tochas, escrever seus pedidos para o novo ano que se inicia e queimá-los nelas.
Blodeuwedd foi criada por Math e Gwydion, a partir da florescência de nove flores, portanto quando lhe fazemos uma oferenda esta deve conter 9 elementos, que podem ser: batatas, nabos, pimenta, sal, leite, cenouras, alho-porro, ervilha e milho.

AS NOVE FLORES
Os celtas acreditavam que através de suas nove flores poderiam atrair as bênçãos da deusa, são elas:
1. Giesta - capaz de purificar e proteger;
2. Barbana - afasta os maus espíritos e energias negativas; 3. Flores do Prado - traziam gentileza e amor natural; 4. Prímula - que atraía o verdadeiro amor; 5. Urtiga - que estimula os desejos e as paixões; 6. Espinheiro - conduz a pureza de espírito;
7. Flores do carvalho - capazes de trazer mais vigor, força e aguçar os poderes da fertilidade;
8. Castanheiro - a permanência do amor;
9. Feijão - trazia as bênçãos da deusa sobre sua criação.
Seus símbolos mágicos são a coruja branca, a rainha-dos-prados, o carvalho, a vassoura, a primavera e o joio.
 Seu dia é sexta-feira e suas cores são o rosa, verde e marrom.

SUA HISTÓRIA...
Arianrhod, filha de Don, tinha dado à luz a gêmeos, Dylan e Lleu, que não queria reconhecer.
Dylan se lança no mar e se afoga.
O outro menino foi criado pelo seu tio Gwydyon, filho de Don, irmão de Arianrhod e provavelmente seu amante.
Mas a mãe lançou um encantamento à criança: que mesmo que ele tivesse nome e armas, jamais teria uma esposa.
Aquele foi o pior dos encantamentos, já que Gwydyon não sabia como resolver o impasse e, desesperado buscou a ajuda do seu tio e mago Math.
Blodeuwedd foi criada por magia através de nove flores, mediante pedido de Gwydion, para se casar com Llew Llaw Gyffes, o Menino do Cabelo Brilhante e Boa Pontaria.
Portanto, vê-se que não lhe deram opção, nem passou pela fase de crescimento e desenvolvimento que toda criatura humana passa para atingir a maturidade.
Ela vivia assim, como a esposa encantadora de Llew, se comportava, se vestia e estava muito feliz.
 Llew desejou então passar uns dias com Gwydion, seu pai de criação e Blodeuwedd resolveu alcançá-lo alguns dias mais tarde, levando consigo duas senhoras como acompanhantes.
Gronw Pedyr era o Senhor de Penllyn, proprietário de um castelo onde Blodeuwedd decidiu passar à noite, para na manhã seguinte seguir sua viagem. Na hora do jantar conversaram longamente e ela sentiu uma forte atração por aquele estranho charmoso. Gronw também ficou enfeitiçado com sua beleza e os acabaram passando a noite juntos.
Blodeuwedd deveria partir no outro dia, mas Gronw não deixou.
Ela ficou mais um dia ... mais um dia-mais outro.
 Finalmente os amantes buscaram uma maneira de permanecerem juntos para sempre. Blodeuwedd, entretanto, avisa a Gronw que seu marido é muito forte e possui poderes sobrenaturais que impedem qualquer um de matá-lo da maneira convencional. Gronw enviou-a de volta para casa, com o intuito de descobrir uma maneira de matar seu marido.
Tão logo chegou, Blodeuwedd manifestou para Llew, o seu receio pela sua segurança e solicitou a informação de como uma pessoa poderia matar-lhe.
 O deus Llew, divertiu-se com a preocupação da esposa para finalmente lhe informar que só poderia ser morto por uma lança que deveria ser trabalhada durante um ano e um dia.
Também não poderia ser morto dentro de casa, nem fora dela, assim como cavalgando ou a pé.
- Então que maneira há para matá-lo? Pergunta ansiosa Blodeuwedd.
Suas preocupações são sanadas quando Gronw que só poderiam matá-lo ao banhar-se embaixo de um telhado de sapê, num caldeirão na margem do rio, em pé, com uma perna tocando um cervo.
- Agradeço aos céus, pois é bem fácil evitar isso. Falou ele.
Imediatamente após receber as informações enviadas por Blodeuwedd, o Gronw começou a trabalhar na lança.
Depois de um ano e um dia, Blodeuwedd volta a ter nova conversa com seu marido sobre a maneira como poderia ser modo, mas desta vez, finge ela, que não poderia imaginar nenhum homem ficar parado com um pé na borda de uma caldeirão e outro em uma cabra, sem perder o equilíbrio.
Llew, riu da curiosidade de sua esposa e se dispôs a realizar o ritual.
Colocou o pé direito no caldeirão e o outro na cabra e foi neste momento golpeado pela laça preparada por Gronw.
Ferido, transformou-se em uma águia que voou para longe com gritos de dor.
Blodeuwedd e Gronw retornaram ao castelo, absolutamente certos que seriam felizes para sempre.
Mas Gwydyon, seu pai de criação, muito triste e aborrecido com o que havia sucedido, foi em busca de Llew e quando finalmente o encontrou sob a forma de águia, tocou-o como sua vara mágica e então ele voltou a assumir a forma humana.
Llew pediu então, vingança para os dois traidores e Gwydyon concordou em ajudar-lhe. Foi assim que uma maldição foi lançada à Blodeuwedd e transformou-a em uma criatura da noite: uma coruja.
Nunca mais ela veria a luz do Sol.
Como a maioria dos pássaros nutrem inimizade pela coruja, ela jamais teria paz, pois eles iriam perturbá-la.
Gwydyon também designou que Blodeuwedd, mesmo assim, não perderia seu nome e é por isso que até hoje as corujas são chamadas de Blodeuwedd em galês.
Gronw foi morto pelas próprias mãos de Llew.
Esta história é encontrada no Mabinogion, o ciclo galês mitológico.
Nas principais fontes pesquisadas que nos chegou através de manuscritos dos séculos XII e XIV, registram Deuses e Deusas transformados em figuras humanas com poderes espirituais.
 Sempre é difícil deslindar os meandros de camadas míticas anteriores, em particular quando houve entrelaçamentos entre elas e contos de heróis de outras tradições para formar documentos como o Mabinogion.
 Acredito retirar algum conhecimento deste material através do estudo das Deusas e Deuses nele contidas.

A MULHER IDEALIZADA PELO HOMEM
Mediante seus feitiços e a partir das flores, ou seja, da natureza em plena evolução, Math e Gwydyon "fabricam Blodeuwedd.
 Math é o Senhor da Magia e trabalha as forças da natureza, porém como ele é impotente, será Gwydyon quem desempenhará a função de pai.
Blodeuwedd nasce mediante a criação do homem, do mesmo modo que Zeus arrebatou o fogo do céu e criou Pandora.
Desse modo, o homem quis arrebatar para si da o poder de criação, exclusivo da mulher, que para ele representava um inimigo indócil que intentava ante a lei paterna.
Math e Gwydyon, ao fabricarem Blodeuwedd fora do útero materno, negam a sexualidade e negam a mulher primitiva, criando uma outra mulher, formada a sua própria imagem masculina.
 O "Pai" havia vencido a "Mãe": acaba de modelar a sua filha segundo seus próprios desejos.
A mulher passa a ser um "objeto manufaturado", que o homem poderá possuir e da qual poderá usar segundo seu próprio desejo.
A civilização da "Razão"(que constrói, organiza, divide, legisla, geometriza) substitui a civilização do "Instinto" (essencialmente feminina, baseada na sensibilidade, na afetividade, na sexualidade).
Blodeuwedd foi criada com uma única finalidade: servir de companheira para Lleu, do mesmo modo como Lilith e depois Eva foram criadas com o único objetivo de serem companheiras para Adão.
 Ela é portanto, uma projeção da mente de Lleu, da mesma maneira que Eva era um Adão "castrado".
 Blodeuwedd não teve escolha, não podia decidir e seu pai, representante da Ordem Paternalista a entregou a Lleu, como ainda hoje, algumas mulheres são "prometidas", já ao nascer, para alguns homens, sem que ninguém se preocupe com seus sentimentos ou seu próprio "querer".

A REBELIÃO DE BLODEUWEDD
A situação de Blodeuwedd e Lleu é uma repetição da de Adão e Eva. Gwydyon e Math estabelecem um território para que o jovem casal fixe moradia, uma espécie de segundo paraíso terreno, longe de toda a preocupação ou penúria.
 O casal tinha tudo para ser completamente feliz, isso, segundo a concepção paternalista de felicidade.
Mas..., "o feitiço acabou virando contra o feiticeiro", pois Blodeuwedd rechaçou sua alienação e reivindicou seu direito de liberdade: escolhe outro homem a quem ama.
 O conflito entre o "Instinto" e "Razão" se estabelece e Blodeuwedd apaixonada por Gronw, escolhe o "Instinto" e não a "Razão".
Gronw, portanto, significa a rebelião da jovem, buscando o apoio do homem amado, para dirigir-se contra a autoridade paterna (Gwydyon) e contra a autoridade marital (Lleu).
Blodeuwedd e seu amante devem eliminar Lleu, porque ele representa todos os tabus da sociedade paternalista.
 Na verdade, os amantes não buscam como alvo Lleu, mas através dele, querem atingir a autoridade paterna representada por Gwydyon. Lleu é o principal atingido, porém é Gwydyon o escarnecido.
 Assim se explica sua obstinação de encontrar Lleu.
A tentativa de libertação de Blodeuwedd, entretanto, é efêmera. Gwydyon intervêm com sua magia para reestabelecer a ordem e castiga Gronw que havia se aliado com Blodeuwedd.
Mas o mais importante: ele não pode desfazer-se de sua própria criação Então, limita-se a transformá-la em uma coruja.
Gwydyon, ao brincar de "Deus Criador" acabou num impasse: não pode negar Blodeuwedd, pois ela pertence ao seu pensamento, a sua memória.
Se pode negar a matéria, porém o pensamento, ao negá-lo, ele se afirma.
 O Pai, agora, só poderá expulsar a filha que havia se rebelado, para as trevas do "Inconsciente". Porém, todo o pensamento é livre do seu autor.
Assim, Blodeuwedd, reprimida na "Inconsciente", pode ressurgir a qualquer momento na consciência. Isso quer dizer, que a "rebelião da filha" sempre amenizará as bases da sociedade paternalista, inclusive se não se falar dela, inclusive se a moral a condenar.
 Estamos diante de uma das causas do terror que a "Mulher" ou a "consciência feminina" inspira ao homem.
A rebelião de Blodeuwedd não foi uma rebelião egoísta, um capricho de uma jovem que queria casar-se contra a opinião do pai, ou o banal adultério de uma mulher insatisfeita com sua situação conjugal.
Mas, vai muito além, até a reivindicação essencial da "Mulher": estar na possessão de sua identidade, ou seja, poder dispor a seu modo a inteligência (Razão) e a afetividade (Instinto).
Bloudeuwedd é o mito de todas nós mulheres!
Blodeuwedd é o símbolo das mulheres divorciadas, descasadas, daquelas que rompem definitivamente os laços com seus maridos.
 Esta Deusa e tida como uma mulher madura que recusa-se a aceitar o poder patriarcal.
A flor exótica, Protea, nativa da África do Sul foi associada a Blodeuwedd porque suas pétalas seriam semelhantes as penas de uma coruja.
Há uma tríade entre Arianrhod, Blodeuwedd e Rhiannon.

EQUINÓCIO DE OUTONO
Para os celtas toda a vida iniciava na escuridão.
Estudando o mito Galês Blodeuwedd, o equinócio de outono é o único dia do ano inteiro em que Llew (luz- Leão) é vulnerável e possível derrotar. Llew se apresenta nesta época com o pé no caldeirão (Solstício de Câncer/Verão) e outro na cabra (Solstício de Capricórnio/Inverno), permanecendo em equilíbrio (Libra), no equinócio de outono.
 Assim consegue Blodeuwedd, a virginal (Virgem), transformá-lo em águia (Escorpião). Deste modo, Llew é morto como ser humano até que Gwydion o encontre na forma de águia.
Gronw (escuridão) ao derrotar seu adversário retorna ao castelo com Blodeuwedd e senta-se no trono de Llew, tornando-se então um rei mortal do nosso mundo.
 Mas sua cerimônia de coroação só se dará em 6 semanas, nas festividades de Samhain, ou no início do inverno, quando se transformará no Senhor do Inverno, Senhor de Misrule ou Rei Sombrio (Halloween).
Unindo-se a deusa virginal Blodeuwedd nascerá nove meses mais tarde, o filho de Growm, a criança sombria. Sendo assim,no solstício de inverno Gronw alcança seu poder de força maior e Llew retorna a este mundo como um bebê (e seu próprio filho)e ascenderá novamente ao seu trono nos festivais de Beltane.
A morte sacrificial de Llew no repouso da colheita, identifica-o com os espíritos do campo. Assim Llew representa, não tão somente o poder do Sol, mas é também a personificação do milho.
 Este sacrifício anula pode também estar ligado aos sacrifícios humanos realizados pelos druidas.
O mito galês é concluído quando Gwydion persegue Blodeuwedd e a transforma em uma coruja, símbolo associado ao outono e as flores (foi feita delas).

ARQUÉTIPO DA BELEZA E DO AMOR
Os domínios da Deusa Blodeuwedd abrange todas as questões relacionadas ao amor, à beleza e à sedução.
 Está associada as Deusas: Afrodite, Ísis, Grainne, Inanna e Astarte. Todas essas Deusas inspiram os homens a se apaixonarem.
Como Deusas da Atração e do Encanto Sexual, são modelos da beleza física feminina. Através dos anos, todas elas adquiriram má reputação, como frívolas e superficiais, como a "loira burra", tipificada injustamente em nosso mundo contemporâneo, mas a sua verdadeira força provêm de seu grande conhecimento sobre o amor e a atração sexual.
As mulheres que possuem esse arquétipo ativo. gostam de se apaixonar e de fazer amor. Fisicamente, irradiam grande atração sexual. Quando chegam em qualquer lugar. os olhos masculinos não deixam de percebê-las.
 Os mistérios e rituais de amor são seus domínios e elas podem passar um bom tempo tramando e planejando seus casos.
 Entretanto, essas mulheres terão que passar outro bom tempo tentando provar que também possuem beleza interior.
Todas nós experimentamos a influência da Deusa Blodeuwedd quando ovulamos, quatorze dias antes da menstruação.
Essa é também a época mais propicia para realizarmos um ritual em sua homenagem, ou para ativá-la.

DEUSA DA TRAIÇÃO
O arquétipo da Deusa Blodeuwedd pode nos deixar extremamente movidas por instintos sexuais, o que pode acarretar a atração por homens que não muito adequados, tipo: volúveis, melancólicos ou imaturos demais.
Todos os homens que se apaixonam facilmente, também podem se aproximar de você. Além disso, toda a mulher que está com essa Deusa muito ativa, não se contentará com relações monogâmicas e duradouras.
Cansa-se de um único parceiro, preferindo ter muitos amantes.
 Esteja atenta, pois os fortes instintos terrenos podem ser maravilhosamente eróticos e sensuais, mas podem acarretar alguns problemas.
A chegada de Blodeuwedd em sua vida a chama para alertá-la sobre a traição. Como a traição como ocorrer em nossas vidas?
Você parece atrair amigos pouco confiáveis, companheiros de trabalho desonestos ou relações desgostosas?
Parece que sempre seu amor e cuidado acaba em traição? Ou então você já traiu a confiança de alguém e agora sente-se culpada?
A deusa a convida a olhar para o espelho de sua existência.
Ela nos lembra que a traição é simplesmente um reflexo de como somos uma vítima de nossa vida.
Blodeuwedd nos diz que no caminho da totalidade você deve responder a pergunta:
Como traí a mim mesma, já que a traição provém da traição a si mesma?
 A Deusa ordena que libere dos carretéis dominantes e da expectativa da manipulação.

ORAÇÃO
Vertentes escuras da noite
Que Blodeuwedd traga
consigo a minha sombra
pois é só através dela que
me será possível curar e transformar
Que seus ensinamentos,
Virginal Blodeuwedd
Nos ajude a enfrentar
nossos medos e não reprimi-los
Ajuda-nos também a entender
A morte como parte da vida Pois somente ela nos permitirá renascer.

Invoque Blodeuwedd para o amor; descoberta de traições; vencer inimigos e desafios, novos inícios e iniciações.

RITUAL
Procure um lugar reservado onde não possa ser perturbada por 30 minutos.
Coloque um fundo musical relaxante. Sente-se com a espinha dorsal ereta e respire profundamente.
Feche os olhos e explore mentalmente seu corpo da cabeça aos pés.
Inspire e expire novamente, liberando todas as suas tensões. Visualize agora árvores, muitas flores e o ruído aconchegante de uma fonte.
Ao olhar em torno de você encontrará um banco pintado de branco_ sente-se nele e aprecie demoradamente a linda paisagem.
Alguém se aproximará de você e verá que tal pessoa é uma cópia fiel sua.
Ela se sentará a seu lado e começa então a chorar.
Você deve perguntar-lhe o motivo para tanto sofrimento.
Aguarde então a sua resposta, ouvindo-a sem interrupção.
 Enquanto você escuta você, algo começará a crescer ao seu lado. É uma criança.
 Ela estará agora falando com a outra pessoa.