sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A TEIA DE THEA



   
Muito antes da era Cristã, há 20 mil anos pelo menos, a imagem da Deusa foi eternizada nos desenhos das cavernas, nas pedras ou nas estatuetas paleolíticas e neolíticas.
 Essas memórias reproduzem mulheres com ventre grávido, quadris largos, grandes seios.
São formas relacionadas à fertilidade e referem-se ao poder gerador da terra e do feminino.
 A divindade feminina já teve seu lugar honrado em antigas sociedades primitivas, nas quais era reconhecida por sua capacidade de gerar e nutrir a vida, assim como a Mãe Terra.
A sociedade ocidental formou-se sob a égide da mitologia judaico-cristã e se afastou de nossas origens. 
Fomos criados condicionados por uma cosmologia desprovida de símbolos do Sagrado Feminimo.
Descobertas arqueológicas realizadas em sítios neolíticos testificam a existência de uma sociedade agrícola pré-histórica bastante avançada, na região da Europa e Oriente Médio, onde homens e mulheres viviam em harmonia e o culto à Deusa era a religião.
 Não há evidências de armas ou estruturas defensivas, portanto se conclui que esta era uma sociedade pacífica.
 Também não há representações, em sua arte, de guerreiros matando-se uns aos outros, mas pinturas representando a natureza e uma grande quantidade de esculturas representando o corpo feminino.
Trazer de volta as divindades e símbolos femininos presentes em diferentes tradições religiosas e culturas é nosso resgate.
Vivenciamos a sacralidade a cada dia de nossas vidas, em um eterno ritualizar de ciclos.


Eu sou a Mãe de todos os seres vivos, a culminação da criação
Eu gero e nutro a vida em mim e tudo o que gerei e pari é bom, muito bom.
Eu me recuso carregar a vergonha do homem no meu corpo,
Eu me recuso perpetuar a fraqueza da mulher na minha vida.
Honre tudo o que foi diminuído, receba tudo o que lhe foi negado,
Pois no início de tudo existia somente a Mãe.
No primeiro dia criei a luz e a escuridão e elas dançaram juntas,
No segundo dia criei a Terra e a água e elas se tocaram entre si,
No terceiro dia criei as plantas e elas enraizaram e suspiraram,
No quarto dia criei as criaturas da terra, do mar e do ar e elas caminharam, nadaram e voaram,
No quinto dia minha criação aprendeu o equilíbrio e a colaboração,
No sexto dia celebrei a fertilidade de todos os seres,
No sétimo dia deixei espaço para o desconhecido,
No início de tudo existia somente a Mãe, a mãe criadora e nutridora de todos nós.
Honre tudo o que foi diminuído, receba tudo o que lhe foi negado
E afirme: Eu sou mulher, eu sou boa, eu sou feliz!
Eu sou a Mãe





A SENHORA DA RODA DE PRATA


“Tu, que perambulas por muitos lugares e és reverenciada com diferentes rituais, Tu, cuja luz suave clareia o caminho dos viajantes e nutre as sementes escondidas sob a terra, Tu, que controlas o caminho do Sol e até mesmo a intensidade dos raios, eu Te imploro, chamando todos os Teus nomes e todos os Teus aspectos, e Te invoco com todas as cerimônias que Te foram dedicadas, vem a mim e me traz repouso e paz.”




Apuleio, “o Asno Dourado”
Para a nossa mentalidade atual e baseada em valores solares, pode parecer estranha a afirmação do escritor romano Apuleio (século I) sobre o controle oferecido pela Lua na trajetória e intensidade dos raios de Sol.
No entanto, se voltarmos para o início da história da humanidade, podemos constatar a maior relevância simbólica e mitológica da Lua, bem como a antiguidade dos cultos lunares em relação aos valores e cultos solares.
 Na Caldeia, os astrólogos ignoravam o Sol e fundamentavam seus sistemas nos movimentos da Lua.
 Até hoje, na astrologia védica, o peso da interpretação recai sobre o signo lunar natal, os meses são denominados “Mansões Lunares” e caracterizados pela posição da lua cheia na respectiva mansão.
Os cultos lunares se originaram no Paleolítico e os primeiros calendários conhecidos foram os lunares, baseados no ciclo menstrual da mulher.
 O mais antigo calendário astrológico conhecido foi criado pelos babilônios e chamava-se “As casas da Lua”, estabelecido a partir do ciclo da lunação, com seus períodos mensais representados pelos signos zodiacais.
 A principal Deusa Lunar da Babilônia era Ishtar, cujo cinturão era enfeitado com representações e símbolos do zodíaco.
Inúmeros artefatos neolíticos talhados em pedra, chifre e osso, encontrados em grutas espalhadas por vários países na Europa e Ásia, têm inscrições agrupadas e séries alternadas de 28 a 30 traços, demonstrando o antigo conhecimento astronômico dos ciclos lunares.
 Atualmente, está sendo cada vez mais divulgado e utilizado o calendário lunar do povo maia, com base no ciclo das treze lunações que formam um ciclo solar.
Desde os mais remotos tempos a Lua foi reverenciada como a manifestação da Grande Mãe Universal, o aspecto feminino da Divindade, a fonte criadora e mantenedora da vida, cuja luz e bênção eram invocadas nos rituais de fertilidade, no plantio das sementes e no parto das crianças.
 As suas fases passaram a simbolizar o próprio ciclo da geração, nascimento, crescimento, mas também o amadurecimento, decadência e morte.
 As suas faces - clara e escura - foram consideradas como aspectos doadores da vida e destruidores da natureza, a Mãe sendo tanto Criadora como Ceifadora.
A Lua foi venerada com inúmeros nomes nas várias tradições e culturas antigas. Apesar desta diversidade, existe uma similitude em relação aos seus atributos de acordo com as suas fases.
 A Lua crescente representa a vitalidade da deusa jovem, o frescor da Donzela, o potencial do crescimento, o início das realizações.
 Tornando-se cheia, a Lua personifica o ventre grávido da Mãe, o florescimento, a abundância da natureza, a concretização das possibilidades.
 Ao minguar, a Lua assume o aspecto de Anciã, assinalando o fim da colheita, o declínio das energias, a sábia preparação para conhecer os mistérios da morte e do renascimento.
Dificilmente se encontra nas várias mitologias uma Deusa que sintetize a inteira gama do simbolismo lunar.
 Nos panteões grego e celta existem inúmeras Deusas Lunares com características específicas, relacionadas aos atributos das fases e representando os arquétipos da Donzela, da Mãe e da Anciã.
 Os povos celtas contavam o tempo pelas noites e seu calendário era lunar e não solar, como o dos gregos e romanos.
 Os seus astrólogos observavam a posição da Lua e sua progressão em relação às estrelas.
Uma deusa lunar celta pouquissimo conhecida e com um complexo simbolismo é a galesa Arianrhod, uma mulher linda e com pele muito alva, descrita como a “Senhora da Roda de Prata” por cuidar da roda estelar, cujo giro simbolizava o passar do tempo e a tecelagem do destino.
 Esta roda luminosa era a constelação estelar em forma de coroa chamada Corona Borealis (considerada pelos gregos como sendo a coroa da deusa Ariadne), cujo nome em galês era Caer Arianrhod, ou seja, “O castelo giratório de Arianrhod”.
 Era chamada também de “Roda com remos”, por representar o barco que levava os mortos para a Terra da Lua, nomeada Emania ou Magonia.
 Vivendo na longínqua terra encantada de Caer Sidi, cercada de sacerdotisas, Arianrhod era um arquétipo da antiga Deusa Mãe celta, regente do céu, das estrelas, da Lua, da fertilidade e do poder feminino, sendo a padroeira dos partos, do mar, da magia e da justiça.
 Ela personificava vários outros atributos por ser regente do tempo e do destino, Senhora da beleza, da Lua cheia e da reencarnação.
 Era cultuada no País de Gales como uma Deusa Tríplice (ela como Mãe, Blodeuwedd como virgem e Cerridwen como Anciã).
Arianrhod regia Caer Sidi, a “Torre do outro mundo”, o reino encantado onde ficava seu palácio Caer Arianrhod, onde os celtas acreditavam que as almas se recolhiam entre as suas encarnações e os poetas aprendiam sua arte.
 Depois de recolher os espíritos e levá-los na sua “Roda com remos” para Emania, Arianrhod seguia ao longo da “Roda das encarnações” e os conduzia para a sua próxima parada, iniciando-os no novo ciclo de vida em Caer Sidi.
Nos mitos lunares contava-se que Arianrhod se metamorfoseava numa grande coruja e com seus olhos penetrantes perscrutava a escuridão – da noite, do subconsciente humano e da alma.
 Ela se locomovia facilmente na noite e levava nas suas asas conforto, cura e aceitação para os doentes e moribundos.
 Arianrhod regia as iniciações, os ritos de passagem femininos (menarca, ciclos menstruais, parto, menopausa, morte, renascimento), a magia, a sabedoria oculta e a renovação, sua luz sendo refletida por inúmeras camadas de tempo, modelagem do destino e experiências.
 Seus símbolos eram o caldeirão (representando o poder feminino e atributo de outras deusas também) e a porca branca, indicando assim sua conexão com o mundo subterrâneo e o renascimento.
Arianrhod – semelhante à grega Ártemis – era independente, possuía uma grande força espiritual e por não precisar de nenhuma figura masculina, era considerada a “Deusa branca e virgem”.
 O conceito de “virgem” para os povos antigos indicava autossuficiência e independência, sem nenhuma relação com a integridade do hímen. Arianrhod vivia de maneira livre e selvagem, cercada apenas por mulheres e ocasionalmente tendo relações sexuais - nas noites de lua cheia - com os marinheiros que aportavam nas praias do seu longínquo e ermo habitat.
 De lá, Arianrhod descia na sua carruagem prateada até mergulhar nas ondas do mar e era reverenciada na noite de 11 de dezembro.
O mito de Arianrhod - registrado na coletânea de textos galeses Mabinogion (escritos entre os séculos XI e XIII) - é muito complexo, com elementos contraditórios e de difícil compreensão, denotando as deturpações feitas pelos monges e historiadores cristãos da interpretação das lendas da tradição oral dos bardos.
 As antigas verdades ficaram ocultas entre as linhas e prevaleceram os conceitos misóginos e patriarcais cristãos, que condenavam e perseguiam atitudes e valores especificamente femininos, considerando a liberdade sexual da mulher como um pecado e perigo para a pureza da alma cristã, que devia ser combatido e punido.
 Para impedir a continuação da antiga liberdade sexual pagã, os ritos sagrados das Tradições da Deusa foram declarados obscenos, licenciosos e demoníacos, devendo ser abolidos quaisquer referências a eles. Vários mitos de deusas descritos em Mabinogion (como o de Blodeuwedd, Branwen, Rhiannon) passaram pelos mesmos “retoques” e adaptações, que fizeram dos seus mitos histórias inverossímeis e confusas.
 O maior objetivo dos historiadores cristãos (na sua maioria monges) era ocultar os valores e verdades das culturas matriarcais e promover as regras, conceitos e imposições da ordem patriarcal.
Existe uma passagem inverossímil no mito de Arianrhod, que descreve de forma metafórica e pitoresca uma mescla de atributos dela como Donzela e Mãe Escura.
 Arianrhod era a filha mais poderosa da deusa galesa da terra Don e do deus da luz celeste Beli (que é pouco mencionado), irmã do herói e futuro mago Gwydion e sobrinha do rei mago Math.
Este rei, para preservar sua magia e seu poder de soberano, tinha que repousar permanentemente seus pés no colo de uma virgem, uma medida mágica necessária para a sua sobrevivência e seu fortalecimento antes das batalhas. Gwydion, que era seu amigo e parceiro nas magias, intimou e enviou sua irmã Arianrhod ao rei Math para ser sua acompanhante, apesar da sua condição real e do seu poder pessoal, que foram ignorados.
 Assim como suas antecessoras, ela tinha que cumprir o seu dever de footholder e segurar os pés do rei no seu colo enquanto ele descansava.
 A condição essencial desse encargo era a virgindade da candidata; ao ser questionada acerca disso, Arianrhod confirmou que era virgem (mas no antigo sentido do termo, que indicava sua liberdade e poder pessoal).
 Ao ser testada pelo bastão magico de Math (sobre qual ela tinha que passar, uma clara alusão ao poder fálico do rei), Arianrhod, de repente deu à luz a um menino louro e bem formado – Dylan - que se arrastou para o mar, onde se transformou depois em um deus marinho e nunca mais foi visto. 
Enfurecida pela armadilha que a expôs perante a corte real, Arianrhod correu e na fuga deixou cair um pequeno objeto, que, antes que alguém visse o que era, Gwydion o pegou e enrolou em panos.
 Posteriormente, ele deu o “objeto” para Arianrhod, que descobriu ser outro menino ainda em estado embrionário e o rejeitou.
 Comovido com o infortúnio da criança, Gwydion decidiu cuidar do menino, o adotou e lhe deu a devida educação, ensinando-o a arte da magia.
 Outra suposição considera Gwydion o pai dele, como consequência de uma relação incestuosa com a irmã.
Ao ter revelada a sua gravidez e por se sentir ultrajada por ter parido na frente de todos enquanto considerada virgem, Arianrhod desapareceu na noite, mas antes amaldiçoou o filho para que “ele não tivesse jamais um nome, não pudesse usar armas e nem casar com uma mulher da raça existente na Terra, a não ser que ela concedesse tudo isso a ele”.
 Na cultura matriarcal celta, era a mãe que dava o nome e abençoava seu filho nestes ritos de passagem.
Quando o menino cresceu, Gwydion usou recursos mágicos e transformou a ambos em sapateiros; eles viajaram para o palácio de Arianrhod que tinha encomendado sapatos (outro detalhe pouco plausível para uma deusa lunar). Observando o menino caçando pássaros com estilingue, Arianrhod o elogiou pela destreza.
 Neste momento Gwydion revelou sua identidade e afirmou que Arianrhod tinha acabado de dar um nome ao seu filho, ou seja – Llew Llaw Gyffes “A brilhante e habilidosa mão”.
 O nome Llew Llaw Gyffes era o mesmo de um herói celta - Lugh, personificação de um antigo deus solar. Arianrhod ficou furiosa com a trapaça e jurou que o garoto jamais portaria armas ou tivesse uma mulher.
Com o passar do tempo Llew é treinado nas artes marciais e na arte poética dos bardos e se revela um aprendiz competente.
 Algum tempo depois, tio e sobrinho - disfarçados como viajantes - procuram abrigo no castelo da irmã e se oferecem para entreter a corte.
 No dia seguinte, Gwydion cria uma ilusão mágica de uma invasão inimiga e convence a irmã para intimar todos os homens a se armarem e lutarem.
 Ela concordou e quando começou a distribuir armas para seus súditos Gwydion sugeriu que ela desse armas também para o jovem desconhecido, que era forte e corajoso e podia lutar para defender o castelo.
 Novamente Arianrhod foi ludibriada e ao descobrir que não havia invasão inimiga nenhuma, já tinha quebrado a sua segunda proibição armando seu próprio filho.
 Para remover a última maldição, Gwydion pediu ajuda ao rei Math e juntos e por meios mágicos, criaram uma mulher feita de flores – Blodeuwedd – que foi destinada como esposa para Llew.
 Sendo vencida pela terceira vez, Arianrhod acabou concordando com o casamento do seu filho, que assim se libertou da maldição materna.
Arianrhod aparece neste mito como um arquétipo feminino pouco ético, que comete erros, renega e abandona seus filhos e até mesmo amaldiçoa o menos afortunado, sem jamais se desculpar pelo seu comportamento, agindo de acordo com seu verdadeiro ser e seu poder de soberana.
 Quando deu à luz, Arianrhod não assume sua maternidade, nem proclama seu direito de fazer escolhas e lidar com as consequências como uma soberana, mas se mostra enfraquecida, envergonhada e humilhada, renega seus filhos e foge para o seu castelo.
 Por não querer abrir mão da sua liberdade em benefício dos filhos, sua atitude pouco materna nos parece inadmissível e abominável.
Don, sua mãe, tinha escolhido seus parceiros e pais dos seus três filhos de acordo com a lei antiga, quando a rainha escolhia e demitia seus consortes, sem criar vínculos de casamento.
 Arianrhod pode ter seguido o exemplo materno, permitido pela lei matriarcal, que era de acordo com a sua maneira ”virgem” de viver, morando só no seu castelo e fazendo amor com marinheiros nas praias, nas noites de lua cheia (a metáfora da Lua mergulhando no mar).
 Uma explicação da atitude do seu irmão ao recomendá-la ao rei como sendo virgem, seria que Gwydion queria declarar a sua paternidade perante todos (o incesto entre herdeiros reais era permitido para garantir a sucessão).
 Outra hipótese era que a gravidez e o parto repentino de Arianrhod não eram fatos reais, mas miragens criadas pela magia conjunta do irmão e do tio.
 O objetivo era expor Arianrhod como uma mulher pouco confiável na linhagem do trono e fazê-la ir embora, deixando a sucessão para Gwydion.
 Por ela ser a primogênita e reconhecidamente poderosa, Arianrhod era uma ameaça para o poder masculino e por isso devia ser ridicularizada e banida, reforçando assim a hierarquia real e divina masculina.
No conceito da cultura matriarcal, a virgindade não era ligada à integridade física, mas ao estado de espírito e ao comportamento, virgem sendo a mulher que era livre e completa em si, sem depender de um homem.
 O mito não conta sobre a vida posterior de Arianrhod, nem sobre seus eventuais remorsos e arrependimentos.
 Seu irmão e filho desaparecem da história e ela passa a viver só no seu castelo, fiel a si mesma, fazendo suas escolhas e vivendo a verdade da sua própria luz lunar mutante.
 Alguns estudiosos interpretam este mito como a representação da mudança do direito materno para o paterno, enquanto outros relegam o mito de Arianrhod à história de uma simples heroína celta, sem atributos divinos.
Olhando sob as retificações e distorções cristãs, podemos perceber e resgatar as antigas verdades das sociedades centradas no culto das Deusas e descartar a sua usurpação e difamação pela nova ordem dos conquistadores patriarcais.
 A figura luminosa de Arianrhod resistiu à deturpação milenar e às distorções do seu simbolismo.
 Nas noites de lua cheia, ela pode ser vista sentada no seu trono cósmico, coroada pela magnificência da Corona Borealis, continuando a girar a sua roda prateada e tecer com seus fios o futuro da humanidade.
Comprova-se assim - por metáforas e intrincados simbolismos celtas - a antiguidade das divindades e cultos lunares, a Lua representando as tradições matrifocais das Deusas, que foram substituídos pelos mitos e cultos solares posteriores



QUARTA LUNAÇÃO

 



Esta lua tem a dádiva da liderança, da clareza de visão e adaptabilidade. Para aprender a temperar as energias de fogo, criar raízes e voar.
Esta Lua convida a encontrar meios de evolução pessoal para si e para os outro. Ensina sobre energia, intensidade, destemor. Ensina a canalizar energia, conter emoções e a ser pacientes com os outros. A temperar a energia que o fogo dá, para que o fogo interior possa trazer calor e luz para tudo o que e entrar em contato.

O texto abaixo é do Livro de Mirella Faur, publicado sob sua autorização : O Anuário da Grande Mãe - Gaia. Além desse a autora tem os livros publicados: "O legado da Deusa. Ritos de passagem para mulheres." Ed. Rosa dos Tempos R.J. e "Mistérios Nórdicos. Deuses. Runas. Magias. Rituais." Ed. Pensamento S.P. O seu blog: http://sitioremanso.multiply.com/


PLENILÚNIO EM LIBRA


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Sol em Aries




Conceito da Polaridade Astrológica


Libra é um signo de ar, simbolizando a busca do equilíbrio tanto no nível pessoal quanto no nível de relacionamentos, regido por Vênus, o planeta e a deusa do amor, da beleza e da harmonia. Áries e um signo de fogo, caracterizado pela iniciativa, impulso, rapidez, entusiasmo, individualidade e audácia, regido por Marte, o planeta e o deus da guerra. A combinação desses dois signos representa a complementação dos opostos para a realização do equilíbrio e da harmonia, interior e exterior. Libra e o signo dos relacionamentos, representando o "outro", enquanto que Áries representa o Eu, proporcionando, assim, uma atmosfera de avaliação e renovação das atitudes pessoais e das dificuldades ou necessidades nos relacionamentos. Por ser a lua cheia mais próxima do Sabbat de Ostara e do inicio do Ano Novo Zodiacal, esta e uma lunaçâo de renovação e crescimento.


Elementos Ritualísticos


Velas azuis ou cor de rosa. Flores variadas, como amor-perfeito, verbena, flox, palmas, miosótis, hibisco e galhos de sabugueiro ou amoreira.
Incenso de rosas, patchouli, gardênia ou maçã, essência de gerânio, erva-doce, melissa ou pêssego.
Cristais e pedras cor-de-rosa ou azul, como quartzo rosa, rodocrosita, turmalina, kunzita, lápis-lazúli, esmeralda e sodalita.
Roupas esvoacantes, echarpes e enfeites, imagens e reproduções dos animais totêmicos (lebre, pomba, cisne, lontra, íbis, andorinha, cegonha, gato), frutas vermelhas (macãs, morangos, framboesas), espelho, balança, ovos pintados, símbolo do Yin/Yang, mandalas para meditação. Musicas de harpas, flautas ou cítaras.
Comemoração com bolo ou ovos de chocolate, sorvete, amêndoas, mousse e suco de morango, champanhe ou vinho rose.


Divindades


Alem do deus Ares (ou Marte), outros deuses guerreiros sao Tyr, Nuada, Ogum, Indra e Wotan.
As deusas correspondentes a essa lunação são Afrodite/Vênus, Ostara, Freyja, Ishtar, Rhiannon, Themis, Maat, Pallas Athena e as Musas. Os Anjos associados sao Haniel e Samael. Os Orixás correspondentes são Oxossi, Oxum, Ogum e Oya.


Rituais


Para favorecer a renovação, recomenda-se uma limpeza fluídica (pessoal, no ambiente de trabalho, no carro e na casa), medita,coes e reavaliações de sua atuação pessoal, profissional e sentimental; exercícios para harmonização e equilíbrio (respiração, mantras, yoga, tai chi chuan); reconciliação dos; opostos (Eu/o outro, animus/anima, ação/repouso, combatividade/ diplomacia, trabalho / relacionamentos, desejo /aceitação); fortalecimento da luz interior.

Mentalização


Visualizar uma luz Azulada, harmonizando as áreas de conflito de sua vida, transmutando a raiva e criando o equilíbrio. Imagine depois seu coração envolto em uma chama rosa que traz a cura das antigas feridas e dores.


Afirmação


"Liberto-me do sofrimento causado por antigos relacionamentos e abro meu coração para receber e dar o verdadeiro amor."


A MATRIARCA DA QUARTA LUNAÇÃO



E "Aquela que vê longe", a guardiã dos sonhos. Ela nos ensina a usar a forca de nossos pensamentos e sentimentos para alcançar os resultados almejados. Ela também nos mostra o valor de nossos sonhos e nos guia para us armo s nossa habilidade no descobrimento e desenvolvimento de nosso potencial pessoal.


LUNAÇÃO DOS SIGNOS


No Calendário Lunar 2015 estarão as datas das lunações (fases da Lua), juntamente com os incensos, cores correspondentes ao dia e algumas datas festivas relativas a tais lunações.


Janeiro


05- Lua Cheia            
Signo da Lua: Câncer  Cor: Marrom  Incenso: Violeta
13- Lua Minguante     
Signo da Lua: Escorpião  Cor: Dourado  Incenso: Alfazema
20- Lua Nova          
Signo da Lua: Aquário  Cor: Amarelo  Incenso: Eucalipto (dia do Orixá Oxóssi, o senhor das matas e dos caçadores)
27- Lua Crescente    
Signo da Lua: Touro  Cor: Âmbar  Incenso: Sempre-viva (Feriae Sementiva, festival romano em honra às Deusas dos grãos r da colheita Ceres, Deméter, Cibele e Gaia)
 


Fevereiro

03- Lua Cheia             
Signo da Lua: Leão  Cor: Cinza  Incenso: Violeta
12- Lua Minguante      
Signo da Lua: Sagitário  Cor: Âmbar  Incenso:Sempre-viva (dia consagrado às Deusas da caça, Ártemis e Diana)
18- Lua Nova             
Signo da Lua: Peixes  Cor: Azul-marinho  Incenso: Junípero
25- Lua Crescente     
 Signo da Lua: Gêmeos  Cor: Cinza  Incenso: Mirra
 


Março

05- Lua Cheia            
Signo da Lua: Virgem  Cor: Verde  Incenso: Rosas
13-Lua Minguante      
Signo da Lua: Sagitário  Cor: Marrom  Incenso: Narciso (dia da sorte na Wicca)
20- Lua Nova            
Signo da Lua: Áries  Cor: Vermelho  Incenso: Sempre-Viva (Ostara- Equinócio da primavera "Roda Norte". Mabon- Equinócio de Outono "Roda Sul")Início do Outono ás 19:46. Eclipse do Sol ás 06:37
27- Lua Crescente       
Signo da Lua: Câncer  Cor: Azul-Marinho  Incenso: Amora
 


Abril

04- Lua Cheia
Signo da Lua: Libra  Cor: Azul  Incenso: Rosas (Megalésias, festas romanas em honra de Cibele, a mãe dos Deuses)
12- Lua Minguante
Signo da Lua: Aquário  Cor: Verde  Incenso: Peônia (Cereálias, festival romano em homenagem a Ceres, Deusa da terra e seus frutos)
18- Lua Nova
Signo da Lua: Touro  Cor: Cinza  Incenso: Gerânio
25- Lua Crescente
Signo da Lua: Leão  Cor: Amarelo  Incenso: Beijoim (Robigálias, festas romanas em honra de Robigo, Deus dos trigais)



Maio

04- Lua Cheia
Signo da Lua: Escorpião  Cor: Laranja  Incenso: Canela
11- Lua Minguante
Signo da Lua: Peixes  Cor: Branco  Incenso: Gengibre
18-Lua Nova
Signo da Lua: Gêmeos  Cor: Laranja  Incenso: Canela (dia consagrado a Apolo, Deus greco-romano da música, poesia, divinação e da luz do Sol)
25- Lua Crescente
Signo da Lua: Virgem  Cor: Roxo  Incenso: Alfazema



Junho

02- Lua Cheia
Signo da Lua: Sagitário  Cor: Azul-turquesa  Incenso: Noz-moscada (dia consagrado à Mãe Terra, em seu aspecto fértil)
09- Lua Minguante
Signo da Lua: Peixes  Cor: Azul-marinho  Incenso: Sândalo
16- Lua Nova
Signo da Lua: Câncer  Cor: Azul  Incenso: Magnólia
24- Lua Crescente
Signo da Lua: Libra  Cor: Preto  Incenso: Sândalo



Julho

01- Lua Cheia
Signo da Lua: Capricórnio  Cor: Branco  Incenso: Narciso 
08- Lua Minguante
Signo da Lua: Áries Cor: Preto  Incenso: Magnólia
15- Lua Nova
Signo da Lua: Câncer  Cor: Cinza  Incenso: Patchouli (dia da Deusa egípcia Néftis)
24- Lua Crescente
Signo da Lua: Escorpião  Cor: Vermelho  Incenso: Jacinto
31- Lua Cheia
Signo da Lua: Aquário  Cor: Roxo  Incenso: Louro



Agosto

06- Lua Minguante
Signo da Lua: Touro  Cor: Azul-marinho  Incenso: Violeta
14- Lua Nova
Signo da Lua: Leão  Cor: Verde  Incenso: Mirra
22-Lua Crescente
Signo da Lua: Sagitário  Cor: Marrom  Incenso: Cedro
29- Lua Cheia
Signo da Lua: Peixes  Cor: Laranja  Incenso: Heliotrópio



Setembro

05- Lua Minguante
Signo da Lua: Gêmeos  Cor: Marrom  Incenso: Arruda
13- Lua Nova
Signo da Lua: Libra  Cor: Laranja  Incenso: Pêssego (festival romano do Lectistérnio, em homenagem a Júpiter, Juno e Minerva, praticado nos tempos da calamidade pública)
21- Lua Crescente
Signo da Lua: Capricórnio  Cor: Amarelo  Incenso: Patchouli (festival egípcio da Vida Divina, dedicado a Deusa tríplice)
29- Lua Cheia
Signo da Lua: Touro  Cor: Dourado  Incenso: Gengibre



Outubro

04- Lua Minguante
Signo da Lua: Câncer  Cor: Preto  Incenso: Beijoim (cerimônia a Ceres, deusa romana da agricultura)
12- Lua Nova
Signo da Lua: Libra  Cor: Cor-de-rosa  Incenso: Peônia 
20- Lua Crescente
Signo da Lua: Aquário  Cor: Vermelho  Incenso: Alfazema
27- Lua Cheia
Signo da Lua: Touro  Cor: Laranja  Incenso: Crisântemo



Novembro

03- Lua Minguante
Signo da Lua: Leão  Cor: Castanho-avermelhado  Incenso: Amêndoa
11- Lua Nova
Signo da Lua: Escorpião  Cor: Marrom  Incenso: Gerânio (Lunantshees, festival em honra do povo das fadas na Irlanda)
19- Lua Crescente
Signo da Lua: Peixes  Cor: Verde   Incenso: Erva-cidreira
25- Lua Cheia
Signo da Lua: Gêmeos  Cor: Cinza  Incenso: Violeta (dia consagrado a Perséfone, deusa dos subterrâneos)



Dezembro

03- Lua Minguante
Sino da Lua: Virgem  Cor: Azul  Incenso: Madressilva (dia de Bona Dea, a deusa da bondade)
11- Lua Nova
Signo da Lua: Sagitário  Cor: Cinza  Incenso: Orquídea
18- Lua Crescente
Signo da Lua: Áries  Cor: Prateado  Incenso: Sálvia
25- Lua Cheia
Signo da Lua: Câncer  Cor: Azul  Incenso: Cipestre (Natal)



Luz e Amor